Original de 4/3/2010: Gestão 2.0

Existe um ramo de pesquisa conhecido como “Economia Comportamental”, uma vertente um pouco diferente da Economia tradicional. Enquanto esta última assume um mundo com pessoas racionais, que tomam decisões baseadas em análises de custo-benefício, o primeiro leva em consideração fatores sociais, cognitivos e emocionais que influenciam nossas decisões do dia-a-dia.

Nós acreditamos que todos os dias tomamos decisões racionais, mas a verdade é que na maior parte do tempo nós damos chutes, decidimos baseados em emoção, e isso trás resultados muito interessantes. Um dos pesquisadores mais famosos é o Prof. Dan Ariely, escritor do livro “Previsivelmente Irracional”.

Nesse livro ele analisa tópicos sobre como enxergamos preços, porque preços não são baseados em “oferta e procura”, por que somos desonestos, como funciona o efeito Placebo. Estamos falando de anos de experiência empírica.

Assistam este trecho que legendei de sua palestra no TED sobre o assunto:

Por que isso é relevante? Porque lidamos com pessoas todos os dias. Tomamos decisões influenciadas por pessoas ou, pior, que irão afetar outras pessoas. Dormimos com nossa consciência tranquila porque achamos que tomamos a melhor decisão racional baseada nos dados que tínhamos à disposição.

Mas e se nossas decisões não forem tão racionais quanto pensamos? E se somos facilmente influenciados por dados e circunstâncias? Melhor ainda: e se ser consciente desse fato nos ajudar a entender nossas limitações e nos ajudar a tomar decisões realmente melhores?

Por isso mesmo vale a pena entender nossa própria psicologia. Especialmente alguém numa posição de gerência precisa tentar entender pessoas, pois o próprio trabalho significa “gerenciar pessoas”.

Nós somos irracionais, previsivelmente irracionais. Use isso a seu favor.

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