Viagem à Europa (Parte 2) - Berlim, Alemanha

2012 November 20, 19:21 h - tags: europe2012 berlim

No Domingo, dia 14 de Outubro me despedi de Amsterdã e fui para Berlim. Devo dizer que meu maior engano nesta parte da viagem foi que eu deveria ter saído de Amsterdã logo no Sábado de manhã, logo depois da BubbleConf, para ter mais tempo em Berlim. Eu aterrissei no Domingo a noite e já iria embora na Terça de manhã, tendo somente a Segunda-feira para fazer tudo. Foi de longe o dia mais denso de toda a viagem.

Centro comercial em Berlim

Aterrissei num dos maiores e mais importantes aeroportos da Europa, o Tegel. Ele tem um formato hexagonal curioso, estava cheio quando cheguei à noite. Diferente do Schiphol onde todos foram muito simpáticos e prestativos, devo dizer que fiquei extremamente decepcionado com a recepção na Alemanha. A primeira coisa que tentei fazer foi comprar um SIM Card para conseguir Internet via 4G ou 3G. Perguntando descobri que poderia comprar um numa casa de câmbio. O velhinho que me atendeu não falava quase nada de inglês ou não estava com vontade nenhuma de tentar. Aposto na segunda opção.

Ele me vendeu um SIM Card pré-pago da porcaria da Blauworld (nunca comprem Blauworld). O manual estava todo em alemão, perguntei o que eu tinha que fazer mas ele não estava nem um pouco com vontade de ajudar. Acabei comprando por uns €10. Como ele não queria me ajudar fui até o balcão de informações para pedir ajuda. A resposta da atendente? "Por que eu tenho que ajudar você a ler?" Com essa resposta desisti de tentar ajuda. Desisti de tentar ativar o SIM Card também pois ligando nos números da Blauworld a URA só falava em alemão.

Saí do aeroporto para descobrir como chegar ao hotel. O funcionário dos ônibus foi outro que não foi de muita ajuda. Ele me indicou o ônibus que passaria na região de Alt-Moabit, onde fica meu hotel. Perguntei quando deveria descer e a única coisa que ele disse foi: "Pergunte ao motorista."

Canais

Fácil dizer, mas o ônibus estava lotado de gente com malas, estando no meio do ônibus não era exatamente simples chegar até o motorista. Depois de alguns pontos vi um passageiro com internet no smartphone e pedi ajuda pra ele me mostrar o Google Maps. Vi que estava mais ou menos próximo mas não sabia se o ônibus ia fazer a entrada pra onde eu precisava ir, resolvi pular do ônibus antes e terminar de táxi mesmo. Culpa minha por não falar alemão, claro, mas foi irritante.

Mais canais

Fiquei hospedado no hotel Golden Tulip Park Consul um hotel bem pequeno, com uma recepção no primeiro andar onde você precisa subir de escadas com sua mala. Inconveniente. Pelo menos o quarto era razoável, com vista para o parque na frente. A internet no quarto obviamente não era grande coisa mas tentei o máximo que pude ativar meu SIM Card e carregá-lo. O site da Blauworld é super mal feito, muda de inglês pra alemão, as mensagens de erro não fazem sentido. Finalmente desisti, joguei o SIM Card fora e deixei pra me virar pela manhã.

Hotel

Felizmente atravessando a praça na frente do hotel havia uma área comercial e encontrei uma loja da Vodafone. Agora sim, de volta com acesso à Internet pude começar a me movimentar pela cidade. Eu estava em Alt-Moabit, uma região à oeste do centro da cidade, que seria mais pra direção de Mitte, na divisa do que era a antiga Berlim Ocidental e Oriental.

Vodafone

Berlim é uma cidade mais no meu estilo: grande, com uma área de quase 900 km2 e mais de 3,5 milhões de pessoas. Definitivamente não é uma área que você pode cobrir a pé num único dia como nas outras viagens que fiz recentemente. Não me admira que a receptividade não seja grande coisa, é como provavelmente em qualquer grande cidade, incluindo a minha.

Alt-Moabit até Mitte não é longe, coisa de uns 2km se estiver com disposição para ir a pé. Mas eu não tinha tempo a perder, por isso foi bom saber que poderia contar com um dos melhores sistemas de transporte público à minha disposição. E isso não é uma hipérbole, o sistema de metrô, trens, bondes é todo interconectado. De cara as palavras que você deve procurar são U-Bahn (o metrô subterrâneo) e o S-Bahn (os trems de superfície). Com essas duas redes você pode ir a qualquer lugar. Berlim é dividida em três zonas, chamadas de A, B e C, comprando um bilhete para o dia todo na zona AB era o que eu precisava.

S-Bahn

U-Bahn

Outra coisa impressionante: não há catracas nas estações, você compra o bilhete numa máquina automática, valida o ticket em outra máquina (prestem atenção, de primeira eu não percebi que elas estavam lá), entra no trem e vai para onde quiser. Somente em um país realmente civilizado isso é possível. Ninguém pensa em "vou aproveitar para andar por aí de graça", mesmo porque parece que existem fiscais que podem parar você a qualquer momento, por isso seja civilizado, pra variar.

Venda de Ticket e Validador de Ticket

Poderia passar vários artigos tecendo adjetivos para o sistema de transporte público europeu mas veja este outro artigo que faz esse trabalho melhor do que eu. Na prática, confie nas rotas do Google Maps. De qualquer forma, só tome cuidado porque nas linhas da S-Bahn você precisa prestar atenção ao número dos trens na mesma linha, alguns tomam caminhos diferentes do que você quer. No Google Maps ele indica o número da linha que você precisa pegar. Minha primeira parada foi na estação Warschauer Straße. A partir dali poderia caminhar alguns quarteirões para um dos trechos dos restos do famoso Muro de Berlim. Imaginei que estando em Berlim, pelo menos esse ponto turístico eu deveria tentar visitar.

Warschauer Straße

Não preciso descrever a importância histórica da Queda do Muro. Como primeiro checkpoint fiquei contente de ter conseguido chegar sem nenhum problema. Grande diferença andar por uma cidade desconhecida com a ajuda da Web. Disse e repito: a primeira coisa que você precisa fazer quando chegar numa nova cidade é arranjar um SIM Card com Internet, depois disso fica tudo trivial.

Muro

Muro

Muro

Muro

Muro

Muro

Muro

Logo em seguida eu havia conseguido contato com um pessoal do Groupon. Não lembro exatamente qual caminho fiz, mas lembro de ter caminhado pelo Lustgarten, outra excelente região para visitar com mais calma da próxima vez.

Lustgarten

O Groupon fica na Oberwallstraße 6 onde fui recebido por Jonas Fleer, Alexandre Campelo, Jens Günther, Tino Montalbano e Dietrich. Peguei eles no meio do almoço mas foram bastante simpáticos em me receber. O prédio que visitei é novo, mudaram para lá fazia poucos meses. O Groupon em Berlim é um enorme complexo que deve ter perto de 800 funcionários e mais de 100 desenvolvedores. Pelo que me explicaram o Groupon da Europa é a plataforma em Java que suporta a maior partes dos Groupons do mundo. O Groupon de Chicago é o único diferente, inclusive usando Ruby como plataforma em vez de Java.

Groupon

Minha primeira conversa se não me engano foi com Tino e Dietrich. A conversa com eles foi interessante, o Tino é de RH e estava interessado em discutir comigo maneiras de mudar a imagem do Groupon. O que eu não sabia é que na Europa o Groupon não parece ser bem reconhecido entre desenvolvedores, sendo mais reconhecido como uma empresa de vendas - o que de fato ela é. Por isso eles tem tido dificuldades em encontrar e contratar bons programadores, mesmo na Alemanha. Eles querem mudar isso participando e organizando mais tech talks internos, eventos. Gastei bastante tempo com eles explicando as características dos diferentes tipos de eventos de tecnologias que existem, o que eu achava ser o melhor caminho e muito mais. Foi pelo menos uma hora de conversas para lher dar mais fundação nessa tarefa árdua de se integrar à comunidade de desenvolvimento.

O curioso é que eu lhes disse que ano passado eu havia já convidado o programador Ivan Moscoso do Groupon de Chicago para palestrar no Rubyconf Brasil 2011, ou seja, eles já tinham gente em casa com experiência em palestras que poderia servir de exemplo aos demais desenvolvedores. Mais coincidência ainda foi que depois da nossa conversa eles me levaram para um tour pelo prédio e num dos andares cruzamos com ninguém menos do que o próprio Ivan, que tinha acabado de chegar de Chicago. Foi engraçado eu apresentar um funcionário do Groupon para outro funcionário do Groupon, mas é assim que serendípede funciona.

Groupon

Groupon

Depois a visita continuou com o Jens Günther, se não me engano, que me mostrou mais das equipes de desenvolvimento. Em sua equipe trabalha também um brasileiro, o Alexandre Campelo, que se mudou do Groupon do Rio para Berlim recentemente.

Outro fato curioso foi que ele me contou como eles são divididos em equipes "departamentais" (equipes especialistas) e que a direção da empresa determinou que queriam mudar sua estrutura para "feature teams", um tema que eu pesquiso e experimento faz anos, inclusive tentei implementar na Locaweb entre 2008 e 2009, numa organização de tamanho semelhante em termos de desenvolvedores, e que implemento na minha empresa hoje. Contei a ele sobre os pontos positivos mas principalmente sobre os problemas que eu já sei que ele vai enfrentar. Espero ter ajudado. De qualquer forma, mais serendípede.

Groupon

Groupon

A visita pelo Groupon foi interessante, não é uma estrutura muito diferente do que estou acostumado em qualquer grande corporação. Não estou muito por dentro das últimas notícias, mas parece que o Groupon também não anda muito bem das pernas, mas isso não é visível para quem está só olhando de passagem.

Além do Groupon eu já estava em contato com o camarada Vitor Pellegrino que trabalhou por algum tempo na minha empresa antes de se mudar para morar em Berlim. Ele me apresentou a outro brasileiro, o Caio Filipini, que se mudou também não faz muito tempo. Ele trabalha na SponsorPay e me convidou para visitar seu escritório.

Caio

O espaço onde eles trabalham parece um tipo de co-working, mas é num complexo de pequenos prédios bem peculiar, bem "europeu", vamos dizer. Parece que ocupam a maior parte desse espaço e devem ter pouco mais de 100 funcionários nesse estágio, sendo uns 20 deles desenvolvedores. Não é uma equipe muito grande e isso é uma vantagem para eles continuarem a acelerar no seu produto. Eu particularmente nunca tinha ouvido falar neles, mas a SponsorPay é uma grande plataforma de advertising e marketing direcionado através de moeda virtual em games sociais, redes sociais e mundos virtuais, MMOs. Pense que você, enquanto consumidor, pode ser "pago" em moeda virtual por consumir propaganda de alguma campanha para gastar depois num Farmville. Se entendi bem é algo assim.

co-working

O Caio me apresentou ao seu chefe, Juan Vidal, Diretor de Engenharia. Ele é um programador ativo também e dentre outras coisas criou o site Hascore, um site de empregos que dentre outras características é um dos diretórios mais completos de todas as startups ativas em Berlim (330 cadastradas atualmente). Ele me deu dezenas de insights sobre o mercado de startup, foi a primeira conversa onde pude sentir que aprendi alguma coisa mais realista sobre esse romantizado mundo de startups. Ele inspira muita confiança e experiência no que diz e faz, se tiver a oportunidade de conhecê-lo garanto que terá uma ótima conversa.

Confirmando algumas coisas que eu já imaginava, por mais que existam mais de 300 startups em Berlim, 90% deles não deve durar muito tempo. É a famosa curva de Paretto que eu tanto gosto de descrever. As maiores de Berlim são o Groupon, SoundCloud, SponsorPay e mais algumas poucas, o resto não tem tanto destaque. Outra coisa: as leis trabalhistas européias são realmente tão ruins quanto ou piores do que as brasileiras. Um exemplo: quanto mais tempo de casa você tem como funcionário, mais difícil é para ser demitir (o que obviamente leva à acomodação; proteção por tempo e não por mérito nunca funciona). Diferente dos Estados Unidos onde você pode demitir e no mesmo dia o funcionário já vai pra rua (como deve ser).

Outra coisa é dificuldade de encontrar bons profissionais em qualquer lugar. É um problema que existe no mundo todo como eu apresento há anos: não existe escassez de boas vagas para bons profissionais, o problema é que 90% do mercado é péssimo. O SponsorPay é um grande exemplo dessa dificuldade porque dentre seus cerca de 20 programadores, eles divididos em pelo menos uns 10 países. Eles buscam bons profissionais onde estiverem para se mudar para Berlim. É tão notório que cada programador tem uma bandeira do seu país de origem em sua mesa. A preferência parece ser que o desenvolvedor se mude para trabalhar junto com os outros no escritório, um sinal que deve ter a ver com a recomendação do Juan no livro The Inmates Are Running the Asylum, oposto à romantizada e nem sempre tão prática conversa sobre trabalhar remoto de casa.

Mesa do Caio

Mais bandeiras

Já estava ficando tarde então infelizmente não pude conversar tanto quanto gostaria com todos eles. A partir dali eu peguei o U-Bahn até Moritzplatz em Kreuzberg, em direção a Prinzessinnenstrasse 21. Esse é o endereço de um co-working bem famoso na região, a Betahaus onde fica a equipe do Travis-CI. Além da Betahaus, próximo dali existe o co-working Co-Up onde fica o pessoal da CouchBase. O Jan Lehnardt me mandou tweet sobre o local mas infelizmente ele não estava lá nesse dia. A Betahaus e a Co-Up parece que são conhecidas por concentrarem muitas startups que usam Ruby, então são bons locais para visitar quando estiver em Berlim.

Betahaus

Quando estava saindo de Amsterdam o Josh Kalderimis estava chegando lá, então nos desencontramos, mas ele sugeriu que eu visitasse o resto da equipe em Berlim e lá fui.

Porta do Elevador

Porta do Elevador

Quem participou da Rubyconf Brasil 2011 também conheceu outro integrante dessa equipe, o Konstantin Haase, committer do Rack e do Sinatra. E se você já usou o suporte à internacionalização do Rails também deve conhecer Sven Fuchs que conheci quando contribuí para as traduções em português na época. Os três formam a equipe por trás do software as a service e do projeto open source conhecido como Travis, um sistema de integração contínua que vem crescendo rápido, principalmente pela rápida adoção da comunidade Ruby.

Sven e Konstantin

É sempre bom rever bons amigos, especialmente os que conhecíamos apenas pela Internet e finalmente tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Eles tem um pequeno escritório na Betahaus e operam da forma mais enxuta possível, cada um faz um pouco de tudo, do técnico ao administrativo.

Aproveitei para aprender um pouco mais de história e confirmar outro fato que outros já haviam me explicado. Uma das razões para Berlim ter se tornado um dos pólos de startups da Europa é o preço mais acessível dos imóveis, especialmente na área Oriental, como lá em Kreuzberg. Nos anos 90, quando o muro caiu, a população da região ex-socialista do Oriente migrou para o lado Ocidental. O governo criou diversos incentivos para repopular e reconstruir o lado Oriental. Outro detalhe das leis trabalhistas é que quem paga o salário dos sindicalizados são os sindicatos, e do lado Oriental eles recebem cerca de 75% do que se recebe do lado Ocidental, para atrair indústrias para o lado Oriental, dentre outros incentivos. O baixo preço dos imóveis também atraiu uma nova classe de jovens artistas e empreendedores, especialmente para regiões como Mitte, o que tornou essa região mais "hipster" e, claro, mais atraente para as novas startups.

Mapa do Muro

Em Berlim você recebe razoavelmente bem comparado ao resto da Europa - talvez não tanto comparado à Inglaterra -, mas por outro lado o custo de vida e conforto é muito melhor que em Londres. Portanto as startups ou estão concentradas em Berlim por essas razões de custo-benefício, ou vão para Londres porque, bem, porque Londres é Londres.

Outro fato interessante foi saber que semanalmente o pessoal do Travis-CI empresta o espaço do seu escritório para um grupo de estudos do RailsGirls de Berlim. Foi um fato interessante porque eu acho que é assim que os RailsGirls deveriam evoluir. Um evento de 2 dias é muito bom para as garotas se conhecerem, conhecer o ecossistema, mas a partir daí elas poderiam se reunir para continuar os estudos e continuar aprendendo cada vez mais. Espero que esse grupo sirva de exemplo a outras RailsGirls pelo mundo. Uma dica que elas deram para outras garotas: levem comida nos encontros semanais!

RailsGirls

Finalmente, já estava de noite quando me dirigi para a SoundCloud me encontrar com o Vitor Pellegrino e seu chefe, o também brasileiro e ex-Thoughtworks Austrália, Philip Calçado. Foi só pegar o U-Bahn de novo no sentido oposto e descer na Bernauer Straße, agora em Mitte. A SoundCloud fica na Brunnenstraße 141A, um prédio para onde eles mudaram recentemente. Na verdade eles tem outros prédios mas este (o Moonbase) é onde fica o pessoal de desenvolvimento. Pelo que me contaram estão construindo um novo logo atrás para onde vão se mudar em breve.

Novo prédio da SoundCloud

Cheguei a noite porque estava tendo algum tipo de evento e eu ia pegar carona no happy hour deles. O prédio em si na verdade era um prédio residencial convertido em escritórios, então é como estar andando dentro de apartamentos e encontrar uma mesa grande com computadores no meio da sala. Na cobertura eles tem uma área aberta onde estavam os comes e bebes. A empresa está com mais de 150 funcionários se entendi bem, e eles também tem uma equipe bem diversificada com pessoas da Espanha, Itália, Israel, Brasil e muitos outros lugares.

Prédio Moonbase

Pessoal da SoundCloud

O Philip agora é o "the Boss" de engenharia e comanda o desenvolvimento dessa rede social de música. Os planos parecem ser de torná-la algo como um iTunes. O Vitor se mudou bem recentemente, questão de poucas semanas e com a mudança para esse novo prédio ele agora mora a poucas quadras a pé do trabalho. Como disse antes, a comodidade de ter prédios comerciais acessíveis perto de casa ou perto de trem e metrô é definitivamente o melhor atrativo dessa cidade para empresas em geral.

Vitor e Philip

Sendo meu último compromisso do dia, já que havia anoitecido, pude relaxar um pouco mais e conversar com o pessoal. Em particular gostei muito de trocar idéias pela primeira vez com o Philip. Sua reputação o precede, seu nome não é desconhecido no mundo Java do Brasil, especialmente para quem participa do Guj da Caelum (aliás, o Caio Filipini é um ex-Caelum, outra excelente referência). Nós só nos encontramos pessoalmente uma única vez quando eu organizei a Rails Summit, não lembro se foi na edição de 2008 ou 2009, mas foi muito rapidamente. E só agora, 4 anos depois, tive a oportunidade de conversar com ele. Foi interessante ouvir suas opiniões como ex-insider da Thoughtworks, acho que aprendi algumas lições com ele.

No final eles me levaram a uma barzinho chamado Mein Haus onde pudemos relaxar e conversar mais um pouco.

Mein Haus

Como disse no início, este foi um dia bem corrido. Mesmo pulando o tempo de almoço, não deu para fazer muito mais do que isso num único dia, mas pelo que consegui, pelas pessoas que conheci, pelas conversas que tive e o que pude absorver, acho que foi mais proveitoso do que estava esperando.

No dia seguinte, saindo do hotel peguei o U-Bahn a um quarteirão do hotel e depois conectei com a S-Bahn até a estação de Ostkreuz onde eu pegaria o trem para o aeroporto, desta vez em Schönefeld. Eu saí com mais de 3 horas de antecedência do hotel, sabia que levaria pelo menos 1 hora e meia para chegar até o aeroporto, imaginei que teria tempo de sobra.

S-Bahn

Schönefeld

Porém o último capítulo desta história, em Israel, começa antes mesmo de eu conseguir fazer o check-in na El Al Israel Airlines, e isso fica para o último capítulo dessa série.

Vistoria de Israel

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