Atualização 20/04/2012: Este é um dos artigos mais lidos do meu blog, publicado pela primeira vez em 09/2009. A grande parte do artigo funciona bem até hoje, então resolvi ajustar algumas coisas e adicionar informação mais atualizada. Se você já tinha lido este artigo e quer ver somente o que eu coloquei de novo, veja este post

Você é um “switcher”, decidiu fazer o grande salto de deixar um pouco de lado o mundo Windows e decidiu comprar seu primeiro Mac. A época é boa, os preços estão acessíveis especialmente se você pode comprar com alguém de fora. Uma coisa que você precisa ter em mente: será uma mudança de paradigmas. A primeira semana ou duas são as piores e você sempre vai ter aquele pensamento “no Windows eu conseguia fazer mais fácil …” ou “no meu Linux eu conseguia fazer mais fácil …” – a tentação de retornar sempre é grande quando você sai pela primeira vez da zona de conforto. É a mesma coisa com qualquer mudança. Mas force-se e tente não usar os velhos truques, mas sim aprender novos.

Logo que você se loga pela primeira vez no Mac, ele já vem num estágio onde você precisa configurar muito pouco. Entenda algumas coisas importantes para começar:

  • A primeira coisa diferente é que os menus dos aplicativos são todos centralizados. A barra no topo é o único menu, que muda de acordo com o aplicativo que está com foco no momento. A primeira opção é o ícone de  que dá acesso a opções globais do sistema como “About” onde você pode visualizar os detalhes do seu hardware; “Software Update” que é o equivalente ao Windows Updade e opções como Shutdown. Aliás, a primeira coisa a se fazer logo que iniciar seu Mac da primeira vez é ativar o Software Update e já baixar e instalar as últimas atualizações. Diferente do Windows você costuma ter pacotes grandes em vez de dezenas de atualizações pequenas.

  • A segunda opção sempre é o nome do aplicativo em foco, inicialmente sempre será o “Finder” que é o equivalente ao Windows Explorer. Esse menu sempre dá acesso a coisas como “Preferences” que no Windows costuma ficar entre os menus “Edit” ou “Tools”.
  • Alguns shortcuts são globais e constantes. Para começar entenda que existe a tecla Ctrl (control, como no PC) e uma especial chamada Command ⌘. Elas são diferentes e – embora não seja uma regra – coisas que no PC são feitas com Ctrl, no Mac são com ⌘. Por exemplo, copiar texto para o clipboard é ⌘+C e não Ctrl+C. Para colar também é ⌘+V. Todo aplicativo é fechado com ⌘+Q. A opção de “Preferences” sempre é ⌘+, (vírgula). O menu “Help” sempre é ⌘+Shift+?. Sobre essa última opção de Help, uma dica: use para descobrir ítens de menu que você não lembra o shortcut ou em que submenu ficam. Basta digitar algumas letras dessa opção e o Mac OS irá abrir o menu e deixar selecionado na opção correta para você.
  • Diferente de Windows, o paradigma de Mac é baseado em janelas por documento e não janela única por aplicativo com janelas embutidas para documento. ⌘+W fecha a janela corrente do aplicativo. ⌘+N ou ⌘+Shift+N costuma abrir uma nova janela. Normalmente não fechamos aplicativos com muita frequência, eles costumam ficar abertos. Isso é indicado no Dock, no fim da tela, com um círculo luminoso embaixo do ícone do aplicativo que está aberto.
  • Também diferente das janelas do Windows, o círculo vermelho no topo de cada janela fecha apenas aquela janela e não o aplicativo todo, é o equivalente ao ⌘+W. Outra coisa: você pode mover uma janela a partir da barra de título ou da barra de rodapé da janela, quando tem. Desta forma, mesmo que uma janela esteja fora do espaço físico do desktop, você ainda pode movê-la. Por outro lado, a única forma de redimensionar uma janela é a partir do canto inferior direito, e não em qualquer borda.

  • Na barra de título de aplicativos que manipulam arquivos como Finder, Pages, etc, ou seja, a maioria que tem como título o nome do arquivo com o ícone do lado, “normalmente” são elementos arrastáveis. Ou seja, você pode arrastar o ícone para uma pasta e o arquivo em edição será movido. Você também pode clicar com o mouse apertando ⌘ (Command) e ele mostrará as pastas anteriores e você poderá navegar por ele também.
  • Outra coisa que não existe no Windows: “Hide Windows”. Acostume-se a usar a combinação ⌘-H para esconder todas as janelas de uma aplicação. Não é a mesma coisa que minimizá-las pois elas não aparecem no Dock. Uma aplcação escondida fica com seu ícone de forma transparente no Dock. Mais interessante ainda, se você estiver com dezenas de aplicações abertas, naquela bagunça de janelas atrás de janelas, também pode usar a combinação ⌘-⌥-H (Command-Option-H) para esconder todas as janelas menos a que está em foco no momento. É uma maneira muito recompensadora de “limpar” sua área de trabalho e focar no que está fazendo.
  • Para mudar entre aplicativos, estamos acostumados no Windows, a usar a combinação Alt-Tab. No Mac o quase equivalente é ⌘-Tab. Mas ele muda entre Aplicativos e não entre Janelas, como no Windows. É uma diferença sutil. Se você tiver um Photoshop com 4 janelas e um Word com 3 Janelas abertas, o ⌘-Tab mostrará apenas 2 ícones, um de cada aplicativo. Para mudar entre janelas de um mesmo aplicativo, use ⌘-` (Command-Acento grave). Ou, mais comum, use o Exposé mesmo para selecionar entre janelas.

  • Note os ícones das teclas F1 até F12, elas indicam claramente as funções que você terá ao apertá-las. F1 e F2 são brilho da tela. F3 é Exposé. F4 é o Dashboard, onde você instala Widgets. F11 e F2 são volume. Essas são as principais. Não se esqueça também que nos novos Macbooks com Touchpad Multitouch você tem opções como usar os 4 dedos nele e empurrar para baixo para ativar o Exposé ou para cima para mostrar o Desktop.
  • Spotlight é muito útil. ⌘+Space ativa o campo de procura. Se você usar HDs externos, Pendrives e não quer perder tempo indexando seus arquivos, lembre-se de abrir o “System Preferences”, opção “Spotlight” e arrastar os volumes que devem ser ignorados.

  • Para quem está acostumado com o Explorer, vai sentir muita falta de um monte de coisas no Finder. Por exemplo, você pode copiar e colar pastas e arquivos mas não tem recortar. Você pode mover ítens para volumes diferentes arrastando e depois soltando com o ⌘ apertado. Se quiser forçar a cópia use a tecla Option/Alt (⌥). Você vai acabar usando muito mais drag-and-drop do que no Windows. Além disso você tem alternativas diferentes de organizar seus arquivos, especialmente somando o fato de que ⌘+I abre a janela de Informações onde você pode colocar metadados como palavras-chave para procura, cores (sim, você pode inclusive procurar arquivos, pastas por cor no Spotlight).
  • Outra coisa diferente no Finder do Explorer é para renomear arquivos e para executar programas. No Explorer você usar “Enter” para executar um arquivo e um clique de mouse para renomear. No Mac você usar “Enter” para editar o nome de um arquivo ou pasta e ⌘+O para executar um programa. Isso ajuda a evitar aquelas situações onde você seleciona dezenas de arquivos, por engano aperta Enter e começa uma cascata de programas abrindo. No Mac esse acidente basicamente inexiste.
  • O Dock serve para ter acesso mais rápido aos seus aplicativos preferidos. Você pode arrastar um ícone para fora para apagá-lo ou arrastar qualquer coisa nele para anexá-lo ao Dock. Se um aplicativo que não estava lá é aberto, seu ícone aparece nele pois o Dock também mostra todos os aplicativos sendo executados no momento, com um indicador “luminoso” embaixo dele. Se quiser manter um aplicativo no Dock, além de arrastá-lo, você pode aproveitar quando ele estiver aberto, usar o menu de contexto (botão direito) sobre seu ícone e escolher a opção “Keep in Dock”. Se quiser que esse aplicativo inicie toda vez que fizer login na sua conta, use a opção “Open at Login”.
  • O Mac OS Leopard (10.5) não vem com o layout de teclado US International que é comum no Windows para teclados não ABNT-2 (que não tem cedilha). O normal do Mac é usar atalhos como ⌥+c para cedilha, ⌥+e para acento agudo ⌥+` para acento grave, ⌥+n para til. Mas se quiser o jeito tradicional baixe o layout US International para Mac a partir do site do brasileiro Rainer Brokerhoff e siga suas instruções. A partir do Snow Leopard (10.6) isso não é mais necessário.
  • Se não me engano, da mesma forma como é no Windows e outros OS, no Mac a velocidade de digitação do teclado é configurada por padrão pra ser meio lenta. Por exemplo, experimente abrir um editor de texto qualquer e usar as setas para posicionar o cursor, vai notar que é demorado. Eu prefiro que a velocidade seja máxima. Para isso vá em “System Preferences, opção Keyboard” e deixe a opção “Key Repeat” para “Fast” e “Delay Until Repeat” em “Short”. Você vai me agradecer:

  • Você tem centenas de arquivos, como fotos que você tirou da sua câmera digital, que estão em JPG e você gostaria de renomear todos para um outro padrão de nomes e converter todos de JPG para PNG. Você pode fazer isso e muito mais usando um recurso chamado “Automator”. No Finder, selecione todos os arquivos que você quer, clique botão direito (no Touchpad é deixar dois dedos no meio do touchpad e usar o polegar para apertar uma vez embaixo) e escolher a opção “More”, “Automator” e “Create Workflow”. Isso abrirá os ítens selecionados no Automator, que representa um fluxo linear de “filtros” onde você pode encadear a saída de um filtro como entrada para o próximo como “Change Type of Images” e depois “Rename Finder Items” e até mesmo “Add attachments to Front Messages”, e assim por diante. É uma maneira extremamente poderosa de encadeamento de ações, muito parecido com os pipes de linha de comando de Linux/Unix, só que de uma forma muito mais intuitiva.

  • Pouca gente no começo entende como tirar fotos de tela (screenshots) pois não existe a tecla “Print Screen” no Mac. Mas há algo muito melhor: use ⌘+Shift+3 para tirar uma foto da tela toda e gravar num arquivo PNG no seu Desktop. Se não quiser o arquivo, ⌘+Ctrl+Shift+3 tira a foto no clipboard, daí você pode dar Paste em outro aplicação. Mais útil ainda, ⌘+Shift+4 transformará seu cursor numa cruz, que você pode usar para tirar uma foto apenas de uma pequena área que você seleciona. Se posicionar a cruz sobre uma janela qualquer e apertar “Space”, ele selecionará a janela toda apenas. Também para mandar apenas para o clipboard, use ⌘+Ctrl+Shift+4.
  • Outra coisa importante: todo menu de impressão é aberto com ⌘+P e ele sempre tem a opção de gerar PDF em vez de mandar para uma impressora. Isso é extremamente útil se você não tem impressora ou se quer guardar algum comprovante via internet ou coisa assim. Mais do que isso, a aplicação “Preview” que abre imagens e PDFs também tem a capacidade de fazer algumas edições simples como redimensionar imagens, fazer Crop de imagens, copiar páginas entre arquivos PDF, reordenar páginas, apagar páginas, ou seja, o PDF é bastante editável no Mac, sem precisar de um programa comercial da Adobe para isso.

  • Falando nisso em “Preview”, aprenda a usar a função de “Quick Look”. Quando quiser visualizar imagens, vídeos, áudio, PDFs, arquivos de Office, arquivos de iWork, etc apenas selecione o arquivo (ou um conjunto de arquivos, se quiser) e aperte “Space”, isso abrirá uma janela flutuante onde você pode visualizar o arquivo rapidamente. “Space” novamente fecha essa janela. Você pode visualizar a maioria dos principais formatos de arquivos sem precisar abrir seus respectivos programas.
  • No PC temos costume de criar pastas customizadas para guardar vídeos, fotos, etc. No Mac procure usar as pastas padrão que ele já lhe dá. Mais do que isso, acostume-se a usar o iTunes para organizar suas músicas, vídeos; o iPhoto para organizar suas fotos; o iMovie para editar seus vídeos. Isso vai sempre deixar seu Mac muito organizado, mais fácil de fazer backups, mais simples de realizar procuras e mais acessíveis no geral. Muitos aplicativos da Apple se integram com o pacote iLife (que inclui o iTunes, iPhoto, GarageBand, iMovie, iWeb), por isso é mais simples deixar esses aplicativos gerenciarem seus arquivos. Aliás, assista os screencasts disponíveis no site da Apple caso você não saiba ainda como eles funcionam, pois são muito simples, intuitivos e poderosos.

  • Outra coisa que sempre complica um pouco é em como instalar aplicativos no Mac. Normalmente você acaba baixando um de dois formatos de arquivos: DMG e MPKG. O primeiro significa (D)isk i(M)a(G)e, é algo parecido com um ISO. Quando você dá duplo clique nele, esse DMG se “monta” dentro de /Volumes. Normalmente o aplicativo já está lá dentro, e basta você arrastar para a pasta “Applications” do seu Mac. Daí você pode “ejetar” esse DMG usando o ícone ⏏ ou usando ⌘+E. O segundo formato, (M)ac (P)ac(K)a(G)e é um equivalente ao MSI do Windows. Você deve dar duplo clique para executá-lo e ele será algo parecido com um instalador normal que você vê no Windows. Normalmente apenas programas que precisam instalar muitas coisas de sistema fazem isso, como Microsoft Office, Adobe CS4 e outros assim. Às vezes você vai baixar um arquivo ZIP que dentro terá ou um DMG ou um MPKG. O importante: se for um DMG, e dentro não tiver um MPKG, sempre arraste a aplicação para a pasta Applications antes de executá-lo. O Safari faz um passo extra, ele baixa o DMG, já monta, extrai o aplicativo e apaga o DMG, daí você pode arrastá-lo para o Applications a partir da pasta Downloads. Um detalhe técnico: MPKGs vem com uma coisa chamada BOM (Bill Of Materials) ele serve como uma receita para o caso de você rodar scripts para ajustar as permissões de arquivos do sistema, no BOM tem as permissões originais que esses scripts usam. O mesmo vale para desinstalar já que o BOM tem tudo que foi instalado.

  • Todas as preferências de aplicativos ficam no seu diretório (/Users/seu_login) e depois Library/Biblioteca e Preferences/Preferências. São arquivos no formato plist que é um XML gravado em formato binário. Independente de onde o aplicativo estiver copiado, ele gravará as preferências normalmente nesse local. Não confundir o “Library” local da sua home com o “Library” global na raíz do sistema – esse você raramente precisará mexer. No Mac não existe Registry, e com isso também não existe o pesadelo da sua manutenção. Quando um aplicativo estiver se comportando de maneira estranha, uma primeira coisa que você pode fazer é apagar o arquivo .plist dele.
  • No Mac, o Finder não mostra todos os diretórios. A maioria fica escondida, diretórios como /usr, /bin, /tmp, /dev, /var, /etc, e outros que, se você é usuário de Unix ou Linux deve estar familiarizado. Algumas mais importantes como System e Library, na raíz do seu Mac raramente devem ser acessados. Contas de usuários ficam na pasta Users e aplicativos na pasta Applications. Dentro da sua pasta “Home” ficam pastas como Desktop, Documents, Downloads, Music, Movies, Pictures, Sites, Public e Library. Nesse Library ficam coisas como “Application Support” onde ficam plugins e outras dependências de aplicativos e “Preferences”, que expliquei anteriormente. Dê uma fuçada nessas pastas, a nomenclatura delas deve ser bastante óbvia.
  • Dentro da pasta “Applications” existe outra chamada “Utilities” (que também é acessível pela combinação ⌘+Shift+U) onde você encontra coisas com o “Activity Monitor” que é parecido com o Task Manager do Windows. Também tem o “Console”, uma maneira fácil de visualizar os arquivos de log do sistema para avaliar. Outro muito importante é o “Disk Utility” que faz coisas avançadas como reparticionar seu disco de maneira não-destrutiva, criar arquivos DMG incluindo volumes criptografados, gravar DMGs para DVDs e mais.

  • Outra coisa, diferente de Windows, Macs não tem letras para volumes (C:, D:, E:, etc). O Mac, por ser um Unix BSD, se parece mais com o comportamento de um Unix/Linux, onde arquivos DMG e ISO são “montados” dentro do diretório /Volumes e aparecem normalmente como discos no Finder, que podem ser ejetados. Aliás, o Mac é super flexível ao lidar com imagens de disco, pois você pode usar o Disk Utility para criar Pen Drives bootáveis, criar múltiplas partições de boot, copiar DVDs em DMGs e coisas desse tipo. Inclusive pastas compartilhadas na rede são montadas no /Volumes também. O comportamento é muito consistente, rápido e o Finder é uma aplicação que, ao contrário do Windows Explorer, dificilmente quebra e praticamente nunca retorna num estágio inconsistente.
  • Um detalhe técnico que você vai notar: o Finder (incluindo o Menu no topo e o Desktop), o Dock, e os aplicativos são muito independentes. No Windows, especialmente no XP, você vai se lembrar de às vezes um aplicativo ficar meio lento, difícil até para arrastar e isso torna inclusive clicar no menu Start ou no taskbar algo difícil. No Mac, mesmo quando o Finder trava ou fica muito ruim, o Dock se comporta de maneira independente. Outros aplicativos também não são afetados, inclusive no refresh de suas janelas. Outra dica: se algum aplicativo travar de verdade você pode usar ⌘+⌥+⎋ (Command+Option+Esc) para abrir uma janela onde você pode forçar uma aplicação a fechar. Aliás, ⌘+Shift+Q força o Logout do usuário atual.
  • Falando em Apagar, selecione arquivos e use ⌘+Shift+⌫. Aliás essa tecla ⌫ se chama “Delete” mas é o equivalente no PC ao “Backspace”. O equivalente no Mac ao “Delete” é quando você faz Shift+⌫. Você ainda pode fazer mais como ⌥+⌫ para apagar a palavra toda para a esquerda a partir de onde seu cursor estiver. Ou então ⌘+⌫ para apagar até o começo da linha.
  • Para navegar por texto acostume-se a outras combinações também como ⌘+← e ⌘+→ para ir ao começo ou final da linha. ⌘+↑ ou ⌘+↓ para os equivalentes a Page Up e Page Down. ⌥+← e ⌥+→ para navegar palavras para esquerda ou direita, respectivamente. Essas teclas vão se tornar segunda natureza porque são usadas muito.
  • Se estiver num editor de textos (Mail.app, Safari, TextEdit, etc) e achar que está difícil para ler porque as letras estão pequenas, use a combinação ⌘-Shift-‘+’ para aumentar as fontes e ⌘-Shift-‘-’ para diminuir. Se quiser dar Zoom para ver melhor alguma imagem ou detalhe pequeno, use o Ctrl mais dois dedos no touch pad arrastando para cima para aumentar o Zoom ou dois dedos arrastando para baixo para diminuir.
  • Ainda sobre textos, se você marcar um trecho de texto em qualquer aplicativo, você pode arrastá-lo para o desktop ou outra pasta no Finder. Ele será gravado como um “snippet”, pense nisso como se fosse um clipboard persistente que você pode arrastar de volta para outro editor de texto ou deixar no desktop temporariamente até decidir o que fazer com ele.
  • Todos os Macbooks, inclusive os mais antigos, sempre tiveram uma ação multi-touch de dois dedos para scroll/rolagem de tela. Basta arrastar com dois dedos, sem clicar, no touchpad para cima ou para baixo para rolar a tela, por exemplo, no Safari.
  • Antes do Lion, existia uma função de encriptar seus arquivos em tempo real. Essa funcionalidade se chamava FileVault e era ruim o suficiente para ser ignorada. Porém a partir do Lion, surgiu o FileVault 2 e ela é completamente diferente e desta vez é tão boa que seria estupidez não usá-la. Abra o “System Preferences, Security & Privacy”, aba “FileVault” e abilite a encriptação total do seu HD. MUITO CUIDADO: ele irá gerar chaves seguras que permitem descriptografar os dados. Anote num local seguro e nunca perca. Uma dica é ligar seu iPhone ou qualquer smartphone com câmera e tirar uma foto da tela quando ele fornecer as chaves.

  • A partir do Lion existe a funcionalidade Mission Control que você ativa colocando quatro dedos no touchpad e arrastando pra cima. Ele é um “substituto” do antigo Exposé e é realmente prático quando se acostuma. Aplicativos, quando “maximizados”, se tornam seu próprio “Space” paralelo e você pode navegar entre eles arrastando 3 dedos no touchpad, pra direita ou pra esquerda. Porém, a configuração padrão é que esses Spaces se rearrangem dinamicamente baseado no uso. Eu particularmente acho isso ruim porque eu gosto de ter meus aplicativos e desktops sempre na mesma posição (no Mission Control você pode arrastar os Spaces de lugar para deixar onde gosta mais). Para desabilitar esse rearranjo forçado, vá em “System Preferences, opção Mission Control” e desabilite a opção “Automatically rearrange spaces based on most recent use”.

  • Também a partir do Lion, mudou muito a forma como você salva arquivos. Existe agora o recurso de “Auto Save”. Desta forma, se acontecer um crash inesperado, você precisar desligar a máquina forçadamente ou qualquer situação mais drástica onde você vai perder o que estava editando nos seus aplicativos, não precisa se preocupar porque o Lion está salvando automaticamente. Porém, existe uma situação incômoda onde o arquivo às vezes “trava” ou seja, recebe um “Lock” que impede editá-lo. Você pode escolher desbloqueá-lo manualmente mas como disse, é incômodo. Prefiro desligar isso indo em “System Preferences, Time Machine”, clique no botão “options” e desabilite a opção “Lock documents”. Aproveite para ver na foto abaixo onde fazer isso e também o que eu coloco na minha lista de exclusão do Time Machine, coisas que eu prefiro não fazer backup seja porque não é importante (Software Images, por exemplo) ou porque eu prefiro manualmente fazer backup (iPhoto).

  • Ainda sobre a nova forma do Lion lidar com documentos e versões, entenda que agora no menu dos aplicativos novos você tem a opção “Save a version” que permite que você grave momentos no tempo caso ache que precise retornar e recuperar o que tinha feito antes. Pense nisso como um “mini Time Machine” ou um backup granulado. Uma opção que não existe mais é o “Save As” que permitia você salvar o mesmo arquivo com outro nome. Em vez disso a operação ficou mais chatinha, tendo que fazer primeiro “Duplicate” (tudo no mesmo menu principal “File”) e depois “Save” para gravar com outro nome. Acostume-se, é chato no começo mas depois fica trivial.
  • O Mac tem diversas surpresas inesperadas. Por exemplo, no menu principal, o ítem que é o nome do aplicativo sempre tem um subítem chamado “Services”. Experimente usar qualquer aplicativo onde dá para selecionar um bloco de texto, daí vá ao menu “Services”, depois “Speech” e “Start Speaking Text”, e o Mac irá ler o texto selecionado. Infelizmente não tem opção em português.

  • No Finder você tem a opção no menu “Go” e depois “Connect to Server” ou o atalho ⌘+K para se conectar a pastas compartilhadas em outros Macs ou no servidor de arquivos Windows da sua empresa. No caso de servidor Windows você deve estar acostumado a digitar algo como \\servidor\pasta. No Mac você digitará algo como smb://servidor.dominio/pasta. Se você estiver usando Windows 2000 para cima como servidor, lembre-se de colocar o nome completo do servidor, incluindo o domínio raíz do seu diretório. Normalmente só isso basta.
  • Não existe um atalho para forçar travar seu computador para que ninguém acesse enquanto você estiver fora. Um jeito é usar o protetor de tela. Primeiro, abrindo “System Preferences” e “Security” você terá a opção “Require password to wake this computer from sleep or screen saver”. Ativando essa opção, toda vez que você sair do protetor ou seu computador acordar, ele vai pedir sua senha. Agora, ainda no “System Preferences”, escolha “Desktop & Screen Saver”, “Screen Saver”. Nessa tela terá a opção “Hot Corners” onde você pode escolher um canto da tela que, quando você colocar o mouse nesse canto, o protetor irá iniciar. Assim você tem um atalho para travar seu computador.
  • Toda vez que você baixar um programa da internet, na primeira vez que tentar executá-lo o Mac irá lhe mostrar a URL de onde foi feito o download e pedir confirmação para abrir. Para que você seja notificado para confirmar sempre que você ou alguma coisa tentar modificar uma configuração de sistema, vá ao “System Preferences”, “Security” e habilite a opção “Require password to unlock each System Preferences pane”. O Mac costuma avisá-lo toda vez que alguma coisa que quer escalar autorização tente rodar. Você precisa passar sua senha de administrador para confirmar, para Linux é algo parecido com usar “sudo” no Terminal. O Mac é bastante seguro, a sua arquitetura impede que malwares triviais se apropriem da máquina como no Windows e isso não tem nada a ver com market share, simplesmente o usuário precisa explicitamente fazer uma bobagem para ser invadido. Você só precisa de anti-virus se quiser se certificar que você não repasse para outra pessoa um anexo que recebeu de alguém com um arquivo com vírus, a sua máquina sairá ilesa, mas você pode acabar repassando um virus por acidente.
  • Você vai sentir falta de programas como Norton Utilities, porque simplesmente não precisa deles. No caso de um defragmentador, por exemplo, o Mac OS faz defragmentação automática para você. Além disso, entenda que seu filesystem é HFS+ e não FAT ou NTFS. Uma peculiaridade é que o HFS+ tem Resource Forks, o que, quando você copia arquivos de Mac para pen drives FAT, por exemplo, acaba gerando o efeito de arquivos “duplicados” com arquivos com um underline no começo, essa é a representação do resource fork em filesystems que não o suportam. Entenda outra coisa também, todo “aplicativo” de Mac é uma pasta com extensão “.app” e um ícone. Quando quiser transportar aplicativos, o ideal não é copiá-lo num pen drive FAT e sim primeiro colocá-lo num DMG ou mesmo apenas zipá-lo (opção “Archive” no menu de contexto) e depois copiá-lo. Lembre-se também que arquivos Unix tem permissões e FAT não as preserva.
  • O equivalente ao Startup Items do Windows está em “System Preferences”, “Accounts”, seu usuário, e “Login Items”.
  • O Mac é um Unix BSD. Como tal ele possui um aplicativo de Terminal na pasta de Utilities. Use o Spotlight para acessá-lo mais facilmente. Ele já abre um shell BASH, e a partir daí você manipular arquivos e programas de maneira muito simples usando um ambiente POSIX. Se você vem de Linux, vai se sentir em casa.
  • Falando em Linux, infelizmente uma deficiência é a falta de um bom gerenciador de pacotes. No Ubuntu/Debian temos o Apt-get, no Redhat/Fedora/CentOS temos o Yum. No Mac não tem nenhum padrão. A recomendação é usar o HomeBrew que é um sistema para gerenciar a instalação e manutenção de projetos open source. Ele não é tão poderoso nem tão robusto quanto um Aptitude num Ubuntu, masaté que faz bem o seu trabalho. Você também vai acabar encontrando outros como o MacPorts e o Fink, mas eles ou estão desatualizado ou dão mais trabalho e, por isso, não recomendo usá-lo, veja a próxima dica.
  • O HomeBrew é o melhor instalador de softwares de código-livre como MySQL, PostgreSQL, Redis, Git, Android SDK e muito mais. Alguns casos ele chega a baixar diretamente o binário pra Mac mas na maioria das vezes ele baixa o código-fonte, aplica patches necessários e compila. Para isso você precisa de compiladores e outras ferramentas. A maneira mais simples é usar a App Store para comprar e baixar o XCode. Esta dica é mais para desenvolvedores de software, se você não for, pode ignorar.
  • Todo Mac já vem pré-instalado com Apache 2. Ele fica “escondido” sobre o nome de “Compartilhamento de pastas Web”. Você encontra no System Preferences, “Sharing” e “Web Sharing”. Quando você liga ou desliga isso está mexendo no Apache 2 que, por padrão, olha para a pasta “Sites” no seu diretório Users/Home. Outra opção “Remote Login” na verdade ativa ou desativa acesso via OpenSSH. A opção “Screen Sharing”, por sua vez, ativa um servidor VNC, ou seja, um cliente VNC via Windows também consegue compartilhar a tela do seu Mac.

  • Uma deficiência corrigida a partir do Snow Leopard é o Firewall. No Leopard e anteriores, o Firewall vem desligado por padrão. Abra novamente o System Preferences, opção “Security”, “Firewall”. Note que ele vem com “Allow all incoming connections”, mude pelo menos para “Allow only essential services” ou, melhor ainda, “Set access for specific services and applications” que funciona como uma lista branca de aplicativos. Ou seja, tudo fica fechado por padrão e apenas os aplicativos que você selecionar no quadro logo abaixo é que terão portas abertas.
  • O Lion é a versão mais prática do ponto de vista de se recuperar de desastres. Não existe mais DVD de boot. Agora todo Mac tem uma partição escondida onde está o instalador caso seja necessário reinstalar ou checar discos e outras coisas. Basta realizar um boot deixando as teclas (Command-R) ⌘-R pressionada ou deixar a tecla (Option) ⌥ pressionada durante o boot para aparecer um menu com as partições disponíveis e escolher “Recovery HD”.

  • Finalmente, para impressionar seus amigos, quando minimizar uma janela, quando usar o Exposé ou quando ativar o Dashboard, todas essas ações tem transições animadas. Se deixar a tecla “Shift” apertada ao mesmo tempo, essa animação será em slow motion, mostrando exatamente toda a transição em velocidade lenta :-)

Aplicações

Alguns dos aplicativos listados a seguir se encontram no Mac App Store e recomendo sempre escolher de lá primeiro. Senão vá nos links e baixe manualmente. No fim desta seção tenho uma dica sobre como manter seus aplicativos sempre atualizados.

  • Se tiver um iPad, você pode usá-lo como se fosse um segundo monitor, ligado ao seu Mac via Wi-Fi (precisam estar na mesma rede). Para isso compre o programa Air Display.
  • Se tiver um novo Apple TV (o modelo pequeno preto), você pode espelhar as telas do seu iPhone 4S, iPad 2 ou superior via Wi-Fi usando a função Air Play que o iOS possui. A próxima versão do Mac, Mountain Lion, vai permitir fazer o mesmo com seu Mac. Mas até lá, você ainda pode espelhar seu Mac numa HDTV via Apple TV comprando o programa Air Parrot. É a forma mais simples de assistir filmes e vídeos do seu Mac direto na sua TV.
  • Eu particularmente gosto muito de ler diversos feeds de RSS, Atom que estão cadastrados na minha conta de Google Reader e o melhor aplicativo de Mac e iOS é sem dúvida o Reeder.
  • Com tanto conteúdo na internet, você baixa muita coisa, mas nem sempre sabe onde estão seus arquivos que estão consumindo mais o espaço em disco. Para encontrá-los mais facilmente (dica: na maioria das vezes, o que consome mais espaço são seus vídeo podcasts no iTunes) existem excelente aplicativos pagos como o DaisyDisk mas eu ainda gosto do aplicativo gratuito GrandPerspective.
  • O OS X sozinho se vira com formatos de arquivos comprimidos como zip, gz. Mas para conseguir descompactar formatos mais interessantes como 7-zip, rar, não deixe de instalar o The Unarchiver
  • Para aplicações, use sites como o da própria Apple para ver quais são os mais populares. Para começar, você vai querer instalar o Perian para mais codecs de vídeo, Flip4Mac para codecs de Windows e VLC para um player que toca todos os codecs mais estranhos.
  • Para ripar DVDs e criar mp4 use o freeware HandBrake. Para converter vídeos para iPod, iPhone, use o iSquint. Para criar, editar e converter arquivos de legendas use o Miyu e o Submerge.
  • Para apresentações, esqueça o Powerpoint. Vale muito a pena comprar o iWork para usar o famoso Keynote. O pacote iLife e iWork está todo disponível via App Store, comprem por lá.

  • Para se comunicar, use o Adium que é um cliente para Jabber, Messenger, Yahoo, AIM, etc, um dos melhores que tem, mas não suporta ainda video chat para Messenger. O clássico Skype também é outra ótima opção. Se gosta de IRC um dos melhores clientes é o Colloquy
  • Você quer rodar Windows ou alguma distro de Linux. A opção que já vem com o Mac é usar o Bootcamp (que está em Utilities) para reparticionar seu HD e instalar um segundo sistema operacional. Porém, eu recomendo antes disso usar produtos como o open source VirtualBox, ou os comerciais Parallels Desktop ou VMWare Fusion. Todos são muito bons. Com ele você pode rodar o Windows XP ou o próximo Windows 7 (não recomendo tentar o Vista a menos que você tenha um Mac desktop com mais de 4Gb de RAM), Ubuntu, Fedora, etc. Na maior parte dos casos, até mesmo para rodar coisas pesadas como SQL Server com Visual Studio, funciona muito bem. Para jogos, não, melhor fazer o dual boot, ou melhor ainda, comprar um Playstation 3 ou XBox 360.
  • O Mac é bastante seguro, a maioria das coisas como salvar senhas via Safari vai para uma infraestrutura chamada Keychain, um storage criptografado e seguro. Você pode inclusive encriptar toda sua pasta Home se quiser. Para outras coisas como compartilhar dados de autenticação entre múltiplos browsers ou apenas guardar anotações de forma segura, sugiro usar o 1Password, um dos melhores que tem.
  • Macs normalmente não precisam de desinstaladores. A grande maioria dos programas você simplesmente arrasta para a pasta Applications, portanto basta apagar de lá. Porém ele vai deixar para trás alguns artefatos, como arquivos no diretório Library/Preferences. Normalmente não tem nenhum problema deixar lá, eles são muito pequenos, não colaboram para corromper algo como um “Registry”. Mas se você for do tipo paranóico que precisa tirar tudo, use o AppZapper, que fará isso para você.
  • Quem já viu screencasts de Mac na internet deve pensar, “como eles fazem isso?”. Um dos segredos é o software comercial ScreenFlow, de longe um dos melhores, mais performáticos e mais fáceis de usar, vale cada centavo. Para gravar os atalhos de teclado que você está usando como um layer por cima do seu vídeo, use o KeyCastr. Para efeitos de mouse, como foco e outros, use o OmniDazzle

  • O Mac precisa de muito pouca manutenção e a maioria das ferramentas já está embutido no próprio sistema operacional. Apenas como uma “casca” visual para acessá-los mais facilmente, use o Onyx que provê um jeito de rodar todos os scripts de manutenção de uma só vez. Às vezes, quando o seu Mac começar a se comportar de forma estranha, rodar o Onyx costuma ajudar muito, embora essa situação seja muito rara.
  • Como editor de textos, não tem jeito, meu preferido depois de 3 anos, continua sendo o TextMate. Para quem é mais purista de Linux talvez goste de usar o MacVim, especialmente com meu pacote de snippets para Ruby :-) Fora isso existem dezenas de outros editores, mas nenhum foi muito do meu gosto. Um plugin para deixar o Textmate ainda mais bonito é o MissingDrawer, recomendo que tentem. Se você é desenvolvedor, siga meu repositório de vimfiles para ter seu Vim já pré-configurado com o que há de melhor.
  • Para downloaders, o próprio Mozilla Firefox tem diversas extensions para isso, ou se você é um bom usuário Linux, saberá usar o bom e velho curl. Mas, se quiser algo mais visual, uma excelente alternativa é o comercial Speed Download, que tem várias opções para downloads paralelos, resumir downloads interrompidos e coisas do tipo. Ainda na sessão de downloads, se você gosta de Bit Torrent, um dos melhores clientes é o Transmission
  • Para gravar DVDs, o próprio Mac já consegue fazer isso razoavelmente bem. Mas se quiser mais controle e detalhes, um dos mais tradicionais e melhores é o comercial Toast da Roxio, o equivalente do Nero no Windows. Para algo mais simples tem o Disco, um dos visualmente mais bonitos, onde um dos recursos é um banco de dados dos DVDs que você já gravou para facilitar procuras. E um freeware razoável é o Burn.
  • Apesar do Time Machine já fazer um excelente trabalho de Backup, o SuperDuper! continua sendo uma excelente alternativa. Ele faz uma imagem bit-a-bit do seu sistema, suporta atualização em deltas, permite criar HDs externos bootáveis. Sempre que for fazer algo mais drástico, como instalar uma nova versão de Mac OS, esta é uma das coisas boas de se fazer antes. Ele seria o equivalente no Windows ao Norton Ghost.
  • Se você é desenvolvedor e usa Git com Gitk, pode instalar o Git através do HomeBrew (com o HomeBrew instalado, basta abrir um Terminal e usar “brew install git”) e depois usar o Gitx em vez do feio Gitk. Ele usa componentes do Cocoa portanto tem o look-and-feel de uma aplicação Mac nativa.
  • Se você tem um iPod, saiba que ele tem a opção de tocar Audiobooks. Diferente de mp3 e aac, o formato padrão de audiobook é o m4b ou mpeg-4 com suporte a bookmark. Isso é muito importante pois mp3 não tem bookmarks e quando um livro tem 20 horas, é muito ruim se seu iPod perder o ponto onde você estava, ou pior ainda, se você quer navegar entre capítulos de um livro de 40 horas. Em vez disso, se você tiver audiobooks em formato mp3, use o Audiobook Builder que irá compilar todos os mp3 num único m4b que seu iTunes irá sincronizar com seu iPod.
  • Você era um desenvolvedor em Windows e tinha dezenas de e-books no formato CHM (compiled HTML) da Microsoft. Felizmente, no Mac você tem o leitor open source Chmox.
  • Digamos que você tem dois computadores, ou alguns HD externos e você precisa manter algumas pastas sincronizadas entre si. Novamente, se você for um bom usuário de Linux, vai conseguir usar tranquilamente o “rsync” via linha de comando. Mas se quiser uma “casca” visual para o rsync, uma ótima opção é o ChronoSync que permite sincronização bi-direcional e muito mais. É como eu mantenho dois HDs externos de 500Gb sincronizados entre si através do meu Mac Mini, um RAID 1 de pobre :-)
  • Um sub-sistema que ficou famoso é o Growl, ele é uma infraestrutura de notificação. Por exemplo, quando uma aplicação como o Transmission termina de fazer o download, ele manda uma mensagem ao Growl, que aparece como um popup no seu desktop para notificá-lo. O Adium também usa para mostrar quem entrou online, e assim por diante. O Growl já vem com plugins par iTunes e Mail.app por exemplo, além de uma linha de comando para integrar com outras aplicações.
  • A aplicação Mail.app é organizado de forma a ter uma lista de e-mails em cima e a visualização do e-mail selecionado embaixo. Alguns preferem organizar em barras verticais em vez de horizontais, mais parecido com o Outlook. Nesse caso use o plugin LetterBox para o Mail.app.
  • Uma aplicação famosa mas um pouco mais avançada é o lendário QuickSilver que alguns encaram apenas como um jeito rápido de encontrar aplicações, mas que na realidade é um ambiente sofisticado de encadeamento de funcionalidades, onde você pode por exemplo, encontrar e selecionar vários arquivos, anexá-los num e-mail e enviar a um e-mail que está no seu Address Book. Ele tem dezenas de plugins e temas para customizá-lo. Ele é interessante nas primeiras vezes, existem diversos clones com a mesma idéia, mas no fundo vai notar que você usa na maior parte do tempo somente para encontrar aplicativos. E para isso o mais simples é simplesmente usar a combinação Command ⌘ + barra de espaço para ativar o Spotlight (ícone de lupa no canto superior direito da tela) e digitar o nome do aplicativo. Para encontrar documentos, mesma coisa. Acho mais prático e rápido.

  • Quem vem de Windows talvez ainda precise acessar sua máquina antiga ou então na empresa, você precisa lidar com pro-blemas-gramas de Windows. Felizmente, no mínimo, o Windows tem o protocolo RDP, Remote Desktop Protocol, que permite acessá-lo remotamente. Para o Mac o melhor é usar o CoRD que é o equivalente a Terminal Client.
  • Um utilitário muito útil para que você monitore seu uso de CPU, RAM, Disco, Rede, etc é o iStat Pro que tem versão de widget para Dashboard ou o iStat Menu para o menu superior. Eu particularmente prefiro o segundo mas ambos são muito bons.
  • Um benchmarker muito famoso no mundo Mac é o XBench que testa seu Mac e você pode comparar no site deles com outros Macs para avaliar a performance geral do seu sistema frente a outros Macs.
  • A última dica é criar uma conta no site MacUpdate e depois baixar o software MacUpdate Desktop. De vez em quando abra o software e ele vai lhe dizer tudo que está desatualizado na sua máquina, permitindo que você escolha o que quer atualizar:

História

Para entender o Mac OS X, você precisa entender sua história. Para isso o melhor conjunto de artigos são os escritos pela ArsTechnica desde o ano 2000:

Entenda também que o Mac OS X é completamente diferente do sistema que o precedeu, o Mac OS, que terminou sua vida na versão 9. Quando o Steve Jobs foi afastado da Apple em 1986, ele fundou a empresa Next e sobre ela fizeram o sistema operacional NextStep, um sistema operacional 32-bits, multitarefa, com um kernel baseado no Mach. Veja o próprio Steve Jobs demonstrando o NextStep versão 3. O NextStep depois foi aberto como um padrão junto com a Sun como OpenStep. O gerenciador de janelas WindowMaker é inspirado no OpenStep e dá suporte à sua implementação open source, o GNUStep. Depois, em 1997, a Apple readquiriu a Next e o NextStep virou fundação para o Mac OS X e seu framework de desenvolvimento foi rebatizado de Cocoa e é essa a razão que as APIs de desenvolvimento tem nomes como NSString, NSWindow, etc onde o “NS” significa “NextStep”.

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