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Off Topic: Seja Arrogante!
on April 14, 2007
Acho triste ver como as pessoas desperdiçam muito do que a comunidade mundial na Internet têm a oferecer. Eu sei, eu sei, é o inglês. Sempre o inglês.
O tema do meu artigo de hoje começa com a dificuldade de aprender inglês. Pretendo divagar um bocado na minha própria experiência e tentar provocar vocês.

- Não consigo ler inglês direito, por isso só leio livros traduzidos
- Não consigo ler inglês direito, por isso só leio sites nacionais
- Não consigo entender inglês direito, por isso só ouço programas em português
- Tenho preguiça de ler as legendas, por isso só assisto filme dublado
Às vezes vejo por aí essas manifestações infantis e sem sentido de anti-americanismo, normalmente de garotos usando Nike, que assistem ESPN, que comem com frequência no McDonald’s, que ouvem Coldplay Dream Theater. Penso com meus botões: por que eu sinto, no meio de tanta fúria, uma ponta de inveja, insegurança e falta de auto-estima?

Não sei se é – e não tenho nenhum interesse em investigar a fundo para saber -, mas é o que parece. De verdade. Todo mundo critica aquilo que acha que não pode ter, tentando disfarçar aquela pontada de inveja. Dinheiro não traz felicidade, yadda yadda. Americanos são imperialistas, yeah yeah yeah.
Whatever.
Enquanto isso, quando questionados se sabem inglês, vêm as respostas-padrão:
- Sei ler razoavelmente bem, mas não ouço muito bem
- Consigo entender um pouco, mas não escrevo bem
- Ainda estou fazendo curso, mas entendo mais ou menos
Sinceramente, quando alguém me faz uma pergunta direta, normalmente dou uma resposta direta. Se me perguntam, Você sabe inglês?, respondo, Claro.
Arrogante? Claro que é, ninguém consegue ser nada sem arrogância, dentre outras características importantes como ambição, ceticismo. Mas analisaremos a arrogância primeiro.
[Continue lendo pelo link abaixo]
O Sim, O Não e o Talvez
Não estou falando do tipinho que diz saber tudo mas não sabe nada. Isso não é arrogância, é estupidez, pura e simples, porque cedo ou tarde a máscara cai. Mas às vezes não cai e mesmo um completo idiota consegue se dar bem. Isso é porque ele teve a sorte de conviver num meio de pessoas inferiores a ele, e em terra de cego …
Como um amigo bem me disse é um pecado deixar um idiota com seu próprio dinheiro. Verdade.
Você precisa ser arrogante, mas muito arrogante. A única forma de ser arrogante é sabendo exatamente do que está falando. Se você tem as bolas para dizer que pode parar um caminhão com uma mão, é bom que realmente consiga pois eu definitivamente colocarei o caminhão na sua direção. É o que espero que as outras pessoas façam comigo.

Se alguém me pergunta: Você saber X?. Tenho apenas duas respostas diretas: Sim ou Não. Dizer não apenas de vez em quando, é até perdoável, passável. Dizer não com frequência é derrotista. Como assim você não sabe algo simples como X!?. Dizer não o tempo todo é admitir uma fraqueza. Dizer não sempre é assumir a própria incompetência.
Por isso ninguém diz simplesmente Não. Em vez disso preferem dizer, mais ou menos, acho que sim, quase lá. Eu vejo da seguinte forma: não e talvez são a mesma coisa: nenhuma delas é Sim.
Agora, se disser Sim com frequência, prepare-se para ser massacrado. Ninguém gosta de pessoas que falam Sim o tempo todo. Porque elas se sentem inferiorizadas: Como assim ele sabe e eu não? E por causa disso todos tentarão derrubá-lo, por pura e simples mesquinharia. Chegarão ao ponto de dizer grande coisa que ele sabe, eu poderia saber. Poderia, mas não sabe.
Após todo esse exercício, o ponto onde quero chegar é: Acostume-se a dizer Sim o tempo todo e encare as consequências.

É mais fácil dizer do que fazer. É óbvio: é isso que torna pessoas que dizem Sim, únicas. Todas as outras: as que dizem Não – as perdedoras – e as que dizem mais ou menos – as enroladoras, é o que chamamos de a média.
Média da Média
E qual o problema de ser a média? Por que preciso ser diferente de todo mundo?
Ótima pergunta. Desde bebês, somos treinados a sermos iguais. É o modelo de civilização que deu certo. Cada um é igual ao outro. Todos nascemos, crescemos e morremos iguais. Somos todos irmãos. Somos a média. Estudamos em classes com dezenas de alunos, juntos, iguais. Usamos os mesmos uniformes. Lemos os mesmos livros. Temos os mesmos professores. Praticamos as mesmas atividades. Fazemos exatamente as mesmas coisas, desde o jardim da infância até a graduação universitária ou mais. Um longo percurso de uns 15 anos. Pelo menos 1/6 de sua vida, condicionada à média.
Basta tirar nota média para passar de ano. Você passa de ano com a média. Média, média, média, sempre a média. Por que todos tem dificuldades com o Vestibular? Por que nesse caso a média não funciona: só a nata da nata pode passar. Aqueles que foram desafiados a infância inteira a pensar sempre acima da média, nunca terão dificuldade em coisas triviais como um vestibular.
E por que esta minha insistência em falar de média? Porque ninguém parece dar importância. Porque parece que todos acham que é bom estar na média.
Quero que todos lembrem de uma coisa: a palavra média é raíz para outra: Medíocre e garanto que ninguém se sente lisonjeado em ser chamado de medíocre. Lembrem-se disso da próxima vez que pensarem que está tudo bem em se considerarem parte da média.

Depois de toda essa semântica, volto à desculpa – digo, tema – que deu origem a este artigo: o inglês. E o que tudo isso tem a ver? Bem, porque a maioria esmagadora dos brasileiros faz parte da turma do Não e do mais ou menos. Não saber inglês, ou saber mais ou menos os torna partes da média. No meu entender, isso os torna pura e simplesmente medíocres.
Um pequeno capítulo da minha jornada
Confesso que até sair do colégio, sempre fui parte da média. Sempre tirava as melhores notas, 9, 10. Mas ainda assim parte da média: fiz o primário no mesmo tempo que todos. Fiz o ginásio e o colégio também no mesmo tempo que todos. Tirar muitos 10 não significa nada. Ser convidado, por mérito, a estudar no M.I.T. aos 12 anos pode, eventualmente, significar alguma coisa. Tirar 10? Nada.
Mas já larguei muita coisa no meio também. Larguei o curso de japonês que fazia paralelo ao primário. Larguei o curso de introdução à programação que comecei aos 12 anos. Larguei o curso de inglês que comecei no final do ginásio. A razão óbvia: achava chato. A razão não tão óbvia na época: eu aprendia mais rápido sozinho. Seguir no mesmo ritmo dos outros alunos me deixava extremamente irritado.
Falo mais japonês que muita gente que terminou seus cursos. Falo mais inglês que muitos que se diplomaram em cursos renomados. E, com certeza, programo melhor que muitos que fizeram pós-graduação e tem vários certificados. Foram 3 Sim em sequência. Minha arrogância está afinada hoje. Agora preciso defender essa palavra.
Um arrogante tem que ser insistente. Não basta dizer Sim hoje e mudar de idéia amanhã. Um arrogante tem que defender sua posição com unhas e dentes. Um arrogante que consegue isso ganha respeito. Mas alguém que apenas se acha um arrogante e não consegue entregar a promessa apenas cava sua cova mais fundo. E alguém que além disso ainda não se enxerga, cava mais rápido. Não dá para viver de ilusões: cedo ou tarde aparecerá alguém que irá desmascará-lo e então, a cova já estará pronta. A lápide é por minha conta.

O curso de inglês que fazia no bairro onde morava, quando criança, era muito fraco. Mas foi o suficiente para aprender o básico. Mas apenas 2 aulas de 2 horas por semana era pouco. Isso mal dá míseras 216 horas de aula. É ridiculamente pouco. Exemplo: para começar a falar português você estudou pelo menos 7 mil horas. Desde que era bebê até pelo menos uns 3 anos de idade, aprendeu toda a estrutura que precisava para conversar fluentemente. Por que a ilusão que meras 600 horas – mesmo que fossem mil – de teoria são suficientes para se tornar fluente em uma outra língua?
A maioria não se torna fluente. Já conheci muita gente que fez 5 anos de curso, dos bons, e fala muito mal. Mal de dar vergonha. Já vi celebridades na TV, gente estudada, que me envergonha. Eu me sinto desconfortável de ver conhecidos falando aquele portu-glês ou seja lá como chamam isso. Se eu fosse um americano me sentiria falando com um índio (não, eu não sou racista, foi só no sentido figurado mesmo).
Depois de alguns meses, eu mesmo desisti do curso. Resolvi que não daria certo. Foi bem no fim do 2o colegial. Nessa época meu inglês era passável, acima da média escolar. Mas isso também não significava nada porque a média brasileira é muito baixa. Só voltei a me preocupar com isso quando comecei a frequentar a faculdade, depois de um ano.
Naquela época eu só comprava livros técnicos de informática em português. Não havia Amazon.com, portanto livros importados – ou qualquer coisa importada, naquela época negra de reserva de mercado – eram coisas meio exóticas. Não tinha TV a cabo. A nossa Internet se restringia a BBS locais. O acesso à informação era limitado com os poucos recursos que tínhamos. Com isso, minha preocupação pelo inglês nunca foi prioridade.
A volta por cima
Eis que na faculdade conheço pessoas mais arrogantes que eu. Muito mais. Elas eram desembaraçadas. Lidar com programação era quase uma segunda natureza. Alguns desenhavam circuitos-integrados no café da manhã. E, claro, ler livros em inglês era natural. Tão natural que eu me sentia mal de ler os meus em português. Hoje não sei se eles eram bons mesmo, mas na época eu, com certeza, era inferior. Sendo um arrogante, é claro que isso feriu minha vaidade.
O que fazer nessa situação? Primeiro, admitir o erro de ser ignorante que não sabe. Segundo, correr atrás do prejuízo. Terceiro, garantir que nunca mais será pego de calças curtas. Resumindo: sendo pró-ativo.
Criei uma política pessoal: dadas duas opções de recursos, uma em português e outra em inglês, daria sempre preferência à segunda.
Além de apenas ler em inglês, tive a sorte de presenciar o nascimento da Internet de massa. Nessa época não havia browsers traduzidos, sistemas operacionais em português, programas em português. Era tudo em inglês na faculdade: um terminal preto-e-branco, alguns comandos Unix e basicamente força de vontade. Eu poderia dizer Não e terminar a faculdade exatamente como todo mundo, ou poderia dizer Sim e me virar.
Esse esforço sistemático em leitura – e escrita com IRC, e-mails, newsgroups correspondendo com americanos – me deixou bastante acostumado e fluente em inglês escrito. Mas a conversação sempre foi o desafio maior. Desde aquela época, do VHS, nunca aluguei um único filme dublado e sempre evitei assistir filmes em canais de TV abertos. De lá para cá, passando por toda a transição do VHS para o DVD, sempre aluguei filmes legendados. No começo, fazia o possível para tentar acompanhar a legenda e a narrativa. Foi muito complicado no começo, mas quando surgiram os DVDs passei a assistir filmes falados e legendados em inglês.
Depois de alguns anos e centenas – literalmente – de filmes, finalmente cheguei ao ponto de conseguir desligar as legendas. E desde então isso se tornou uma rotina. Quando assisto filmes com outras pessoas, ignoro as legendas. Se for dublado, nem assisto. Sou muito purista quanto a essas coisas. Sou purista com a qualidade. Minha arrogância não me permite assistir um filme abaixo da qualidade mínima de um DVD. Ora, estamos na geração da alta-definição, HDTV.
Meu Tempo Livre
No ano passado comecei a ouvir audiobooks. Uma coisa óbvia me passou pela cabeça: o tempo que gastava no trânsito, entre o trabalho e minha casa, era uma grande perda de tempo. Num dia de 24 horas, eu estava sistematicamente perdendo mais de 8% do dia. Se considerarmos apenas as 16 ~ 17hs que passo acordado, estava perdendo quase 12%! É muita coisa. São pelo menos 2 horas todos os dias, 5 dias por semana. É mais que as 2 horas em 2 dias de um curso qualquer de esquina.
Graças à internet, ao BitTorrent, baixei dezenas de livros. Li todos os livros da moda. No carro. Li todos os livros do Dan Brown, J.K. Rowling, J.R.R. Tolkien. Li clássicos como Neuromancer, 1984. Li grandes obras como os de Richard Dawkins, Sam Harris, saudoso Carl Sagan. E muito mais. Foram facilmente 500 horas de audio-book em 1 ano. E tenho mais da fila ara ouvir.
E agora, faz alguns meses que não consigo desgrudar de Podcasts. Mas não ouço nenhum nacional. Não tem nada a ver com xenofobismo brasileiro, vira-casaca americano, blá blá blá. Primeiro porque acho esse tipo de argumentação uma total perda de tempo. Segundo, porque acredito que mais do que idealismo anti-americanista isso é apenas desculpa para enrolar a não aprender inglês. Terceiro, porque meu objetivo é aprimorar meu próprio inglês: meu português eu já treino todo dia, nas 15 horas restantes.
E quais eu ouço? Claro, meus favoritos são os da TWiT.tv, chefiado pelo bonachão Leo Laporte e seus convidados em programas como o This WEEK in TECH com o ácido John Dvorak, Merlin Man e outros. Temos Steve Gibson e seu Security Now!. Paul Thurrott no Windows Weekly. Merlin Man, Alex Lindsay, Scott Bourne no MacBreak Weekly. Chris DiBona no FLOSS Weekly.
E falando de John Dvorak, suas polêmicas também estão em seu próprio programa Cranky Geeks. Acompanho o trabalho de Dvorak há anos, acho que desde o começo dos anos 90, pela PC Magazine. Ainda temos Patrick Norton no seu programa DL.tv. Cali Lewis, do GeekBrief|TV, não dá nenhuma grande novidade que eu já não saiba mas sua simpatia vale assistir 5 minutos do seu programa. O mesmo vale para a igualmente simpática (é sempre bom escutar vozes femininas) Veronica Belmont no programa diário (sim, temos notícias interessantes, TODOS OS DIAS!) da C|Net, o Buzz Out Loud.E falando em vozes femininas, não podemos esquecer do clássico dos clássicos dos video podcasts, o programa Tiki Bar TV. Esqueçam Dr. Tiki e os coquetéis, nesse programa temos a fantástica La-La! Não entenderam nada? Assistam o programa.
E não podemos deixar de mencionar: muitos dos podcasts que acompanho diariamente tem produção com qualidade de TV. Na TWiT os video podcasts são em alta definição. As trilhas de áudio tem uma excelente qualidade de produção, mixagem. Os apresentadores tem ótima dicção, falam muito bem, os assuntos são muito bem selecionados, a edição é muito boa. Quase não se sente aquele ar de amador – que eu pessoalmente detesto. Existem hoje produtoras profissionais como a Pixel Corps, com Alex Lindsay.
O canal Revision3 também não fica atrás com o grande Diggnation de Kevin Rose comentando as notícias da página principal do excelente Digg.com. Todos que são bem informados tem praticamente obrigação de acompanhar Digg. Aliás, mais uma vez muita gente me frustra. Como podem sair por aí tentando falar de Web 2.0 e todo esse blá blá blá e não ter noção do que está acontecendo no Vale do Silício? Ninguém leu a Business Week do ano passado, Valley Boys? Kevin Rose é um dos representantes da nova geração de jovens interneteiros milionários e o Podcasting é um dos maiores canais de comunicação Tech da atualidade.
Finalmente, voltando um pouco à parte da leitura, minha rotina envolve Google Reader. Como disse antes, acho que tenho cerca de 90 websites que disponibilizam RSS, agregados no Reader. Durante o dia, em uma hora chegam entre 50 a 100 novas notícias. Não leio todas. Em um dia talvez leia uma dúzia de boas matérias. Primeiro, envolve sua experiência e conhecimento para discernir entre lixo e coisas úteis. Segundo, envolve leitura dinâmica para apenas bater o olho em cima e partir para a próxima. Eu consigo passar rapidamente por 100 notícias em 15 minutos, e garanto que não deixo passar nada importante.
Parece muita coisa? Claro que não é. É algo que toma uma parte substancial do meu tempo, mas é uma rotina sistemática. Tão natural quanto escovar os dentes ou tomar banho: quando você não faz, provavelmente não se sente confortável o resto do dia. É a mesma coisa. É o que diferencia atletas olímpicos dos jogadores de várzea: dedicação. Todos aqueles que querem atingir algo precisam sair da média, fazer coisas que para os medíocres parece muito, impossível, inatingível.
Eu tenho um outro argumento. Quando encontro alguém com mais conhecimento ou habilidade na minha área do que eu apenas penso: ele é tão ser humano quanto eu, portanto, seja lá o que fez para saber mais, eu também posso. Tudo é atingível. Não existe fim. Porque para cada teto sempre existe outro mais alto. É apenas uma questão de parar de dizer Não, mais ou menos, talvez.
Comecem a dizer Sim e daqui pra frente não volte atrás. Se der meia volta será mais difícil começar de novo. Sempre que você dá um passo pra trás, precisará dar dois pra frente pra chegar onde estava.
Seja arrogante, de verdade. Um verdadeiro arrogante ri das dificuldades para poder se vangloriar das conquistas. Quem não briga, não tem conquistas e, portanto, nunca poderá ser arrogante.
Epílogo
Acho que vale a pena dar mais uma ajuda. Abaixo seguem links para os arquivos OPML do meu Google Reader e do meu iTunes. Ou seja, toda a coleção de websites, blogs, podcasts que assino e consumo diariamente. Alguns são links antigos que conservo há mais de uma década. Espero que aproveitem e espero que todos saibam o que fazer com um arquivo OPML.
Caso não saibam, leiam este link e este outro.
Por que tanta propaganda em cima de podcasts? Simples: porque é a forma mais prática de adquirir toneladas de conteúdo informativo de alta qualidade para treinar o tão temido listening. Esqueçam aqueles cassetes horrorosos de cursos de inglês. Aprendam com a coisa real.
Meus próximos passos: continuar aprimorando meu inglês todos os dias e pular para outra coisa. Quero aprender chinês, mandarim, o próximo grande pré-requisito no futuro depois do inglês. O interessante? Só achei bons materiais para aprender chinês escritos em inglês! Virtualmente não existe nada decente para aprender chinês escrito em português.
Inglês é o ponto de partida para tudo, não adianta espernear, não adianta enrolar. Todos A maioria dos melhores materiais, principalmente na nossa área de tecnologia, são escritos APENAS em inglês. Não se iludam, todo o resto são cópias pálidas do original.
Você é exatamente o que você se faz















Otimo post, Fabio. Um dos melhores posts no seu blog ate hoje! Li como quem come um chocolate, de uma mordida soh. Concordo em absolutamente tudo que foi exposto, e assino embaixo de sua arrogancia. O mundo depende de quem sabe que sabe, e ser arrogante eh o primeiro passo para compartilhar… :)
Olá Akita,
Não sei se já leu algo de Nietzsche mas é dele a afirmação de que devemos dizer sim à vida como uma forma de rejeitar o ressentimento. Eu mesmo superei minhas dificuldades de leitura do inglês com muita insistência. Ainda não leio literatura e não ouço nem falo, mas seu post vai me servir de inspiração para prosseguir melhorando. Eu não acredito que você seja arrogante de verdade mas entendi que a retórica do termo é contundente e serve para marcar uma posição mais positiva. Parabéns, você já tinha minha admiração pela grande e inegável contribuição relativa a linguagem Ruby e o framework Ruby On Rails.
Eu sempre gostei dos conceitos de filosofia mas nunca parei para ler extensivamente trabalhos de Nietzsche, Schopenhauer ou outros. Concordo com Nietzsche que filosofia não deveria ser uma construção de sistemas. Por exemplo, alguns poderiam dizer que sou positivista como Comte, mas isso não diz toda a verdade.
Sobre Nietzsche eu gosto de Gott ist tot.
Se eu fosse recomendar leituras filosóficas, na base do ‘chute’ eu com certeza ficaria com as doutrinas do racionalismo e empirismo de Descartes, o ceticismo de Hume, o existencialismo do próprio Nietzsche. Eu pularia os conceitos políticos gregos como de Aristóteles e iria direto para Machiavelli.
E sim, eu sou bastante arrogante :-) Como escrevi, eu preciso ser. Minha rotina exige que eu ‘ponha a cara pra bater’ diariamente. Não dá para ficar simplesmente enrolando circunstâncias: ou eu resolvo ou eu não resolvo. Não tem meio termo.
Esse discurso serve para todos. Muitos querem aprender um Rails mas falta a arrogância. Muitos confundem ser humildes com ser incompetentes. A humildade é hoje uma desculpa para o ‘não saber e não se preocupar com isso’. Já que é assim, eu prefiro atacar com a arrogância, o ‘saber e a atitude agressiva em continuar aprendendo’.
Simplista, eu sei, mas isso é só um blog. ;-)
Parabéns pelo post. Raramente comento em blogs, mas esse post merece um elogio!!
E obrigado pelos feeds, sou viciado no google reader também.
Uma vez que o post que comentei no Urubatan teve origem nesse, faz sentido trazer meu comentário de lá para cá. Concordo com muitas partes do seu post, mas discordo sobre a arrogância e certas simplificações. Mas discordei mesmo foi da crítica que vc fez para as traduções de materiais técnicos.
Acho que quem critica quem faz traduções [de artigos técnicos] pensa algo como, “Quer dizer que eu me esforcei pagando/estudando para aprender inglês pra ver gente traduzindo de graça material relevante?”. O pensamento/sentimento que melhor se encaixa aí é mesquinharia. Alguns que ainda verbalizam justificativas como “só defendo que eles se obriguem a crescer” podem estar deixando esse sentimento cegar algo muito maior. Acho mais saudável para todos pensarmos que somos uma comunidade com diferentes talentos e capacitações (tanto em termos de natureza quanto em nível). A riqueza dela está em cada um dar de si o seu melhor e assim contribuir sistemicamente para com o todo. Podemos imaginar um cérebro, onde diferentes neurônios/áreas se especializam num conjunto de tarefas (como falar e ouvir), se estas conseguissem convencer todas as outras que o que elas fazem é o melhor e que elas deveriam fazer o mesmo, acho que falaríamos e ouviríamos muito, mas não seríamos muito diferentes de qualquer outro animal (veja que não disse “melhor”).
Não estou menosprezando a proficiência em inglês, estou dizendo que esse não é o nosso foco (talvez fosse para uma comunidade de Letras-Inglês). É uma competência de grande valor, CLARO, daí a importância de pessoas como Urubatan que contribuem ao criar meios para que outras partes da comunidade tenham acesso a esse material relevante. Esse tipo de atitude (que tem grande retorno também para o próprio Urubatan) é que cria e/ou fortalece uma comunidade! Daí porque acredito ser importante traduzir para o português os projetos de frameworks dos nossos pioneiros tupiniquins. A força intelectual de uma pessoa não pode ser confundida com as línguas que ela domina, fora que há diferentes níveis em que a pessoa pode se encontrar no aprendizado do inglês. Materiais traduzidos como esses inserem muitas pessoas no tema/tecnologia em questão (ou mesmo servem para criar uma “interface” com outras comunidades), e ao informar sua fonte e outras referências externas pode estimular o aprendizado da língua original, afinal, quanto mais você aprende, percebe que mais tem a aprender. Isso que é estimular.
Não faz sentido esperarmos que todo mundo fale inglês para o Brasil se tornar um gigante da tecnologia, basta agirmos como uma comunidade inteligente! Não podemos descartar gente boa por responder se sabe inglês com um “não” ou “mais ou menos”. Entre os “0”s e “1”s (ou “não” e “sim”) existem ocultos infinitos valores, e em muitos casos você pode perder BASTANTE ao ignorá-los, ainda mais onde esses valores podem ser: Idéias, visões, entusiasmo, vontade, garra, esforço, trabalho, amizade, etc. Toda Linguagem (que é um tipo de informação) é poder, e como já percebemos (ou pelo menos deveríamos depois da Internet/Web), o melhor para as comunidades (de qualquer tamanho) é que o poder seja acessível e distribuído. Seja essa Linguagem um Ruby, Inglês, Informática, Direito, Instrução, Cultura, Empreendedorismo, etc. Uma realidade é uma teia, e é esse tipo de “inteligência social” que cria ou melhora uma realidade/sociedade, vide projetos open-source, web 2.0, países desenvolvidos, etc.
Recebi por email hoje um podcast da Education First para quem deseja ir aprendendo/treinando.
Poxa Fabio, nunca tinha acessado seu blog e por isso nem lhe conhecia. Estava fazendo um pesquisa “meio boca” sobre Rails e encontrei seu blog e já de cara li esse fabuloso artigo. Confesso que me inspirou muito e já deixo seu blog com um espirito arrogante e com rejeição ao costumeiro “Meia-boquismo”. Parabéns.
Witaro, sinto que se eu responder seu comentário isso pode se tornar um flame-war, mas dado seu esforço em escrever tanto acho que merece um bom feedback.
Ficou meio confuso mas acho que você defende material traduzido e se ofendeu com minha colocação todo o resto são cópias pálidas do original.
Não se engane: eu faço várias traduções, de graça. Veja o histórico deste blog: teve gente que até reclamou que eu fazia traduções demais. Veja o livro Getting Real, que foi um esforço colaborativo para liberar publicamente – e de graça – um excelente material.
Vamos explicar meu ponto: para nossa área de tecnologia, saber inglês não é uma opção, é uma obrigação. Reforço aqui minha colocação. Você pode sim colocar que não tem prática em listening e speaking. Compreensível. Mas em compensação sua leitura deve ser impecável. Eu faço traduções da seguinte forma: a página web original na esquerda, o editor de texto na direita e então sigo digitando na velocidade máxima que minha digitação permite (felizmente fiz datilografia na infância e facilmente chego a 300 ~ 400tps). Ou seja, eu traduzo muito mais rápido do que consigo digitar.
Existem pessoas muito inteligentes que não sabem inglês em informática? Claro que existem. Por isso eu acho um grande desperdício: elas seriam ainda mais inteligentes se tivessem acesso às toneladas de material (livros, revistas, websites, conferências, eventos, cursos) que só existem em inglês.
O que eu acho inviável, isso sim, é esperar que o material que sai lá fora seja traduzido em tempo recorde e em quantidade suficiente e acessível aqui. É impossível. Muito material de qualidade nunca chega aqui. Veja os livros de Rails: quantos livros do Dave Thomas você já viu traduzido em português aqui? E veja que o Programming Ruby já tem quase 7 anos de idade!
O que eu acho viável: que todos – e eu realmente quero dizer todos – da área de informática (esse blog é de informática, eu não conheço outras áreas como direito, arquitetura, publicidade) DEVEM colocar o aprendizado de inglês como PRIORIDADE MÁXIMA. Não é para começar um curso de esquina, talvez, mês que vem ou quando sobrar tempo. É para começar ontem. Já está atrasado. Já deveria ter começado faz muito tempo.
Meu ponto é que aprender inglês não precisa ser caro nem chato. Não sei se fui claro nas entrelinhas: a última vez que estive num curso de inglês foi no meu 2o colegial. Eu tenho quase 30 anos. Isso faz mais de 15 anos. Desde então eu NUNCA MAIS TIVE INSTRUÇÃO FORMAL e mesmo assim me tornei fluente. Como? Suor!
Livros técnicos em inglês, websites em inglês, audiobooks em inglês, centenas de DVDs em inglês. Em havendo disponível as duas opções, eu me forçava a gastar meu dinheiro comprando o livro importado. Detalhe: livro importado não tem a mesma sobre-taxa que eletrônicos ou CD/DVDs! Com isso eu abri meu horizonte para um mundo de informação que – infelizmente, tenho que concordar – simplesmente não existe em português.
E qual a saída para o Brasil não ficar pra trás. Com certeza não é traduzindo. É sim produzindo material original. Veja meu livro: não é tradução de ninguém. Mas só foi possível graças a dezenas de pessoas que trilharam o caminho antes como Dave Thomas, David Black, Chad Fowler, Martin Fowler, Zed Shaw, Stefan Kaes, James Duncan Davidson. Se eu não soubesse inglês, esse livro teria sido possível? Claro que não.
Traduzir, infelizmente, não é automático e muito menos imediato. Traduzir significa brincar de correr atrás: sempre estaremos vários passos para trás. A única forma de dar passos à frente e termos chance de ultrapassar é através de pesquisa, através do puro esforço de estudo e experimentação. O resultado de longo prazo disso é o surgimento de material original, inovador, à frente dos outros. E nesse dia – talvez longínguo dadas as circunstâncias de nosso país – serão os outros países que estarão traduzindo nosso material. Claro, essa última frase soa mais como utopia. Eu estou fazendo minha parte. Mais alguém se habilita?
Só para deixar aqui o link do trackback (ja que não enontrei como enviar automaticamente). Comentei sobre este post no meu blog
Muito obrigado pelo comentário :D
Sobre inglês eu concordo. Mas você utilizou muito mau a comparação entre um artistas brasileiros falando “inglês com um índio”. Para um índio um americano falaria seu dialeto/ língua como o que? um extraterrestre?
As analogias são saldáveis se o inverso da sua análise tiver um sentido contrário.
Outra coisa(usando minha arrogância) quando você diz “naquela época negra de reserva de mercado…”. Deve ter aprendido muito inglês e esquecido do português! ou não teve a oportunidade ser ser um brasileiro nato. “Negra” e raça e preto é cor.
Você consegui nesse artigo usar sua arrogância e seu preconceito diretamente e indiretamente de forma pejorativa tento negros e índios e os “sem-inglês”.
Muito bom, Akita! Concordo plenamente com o artigo. Estudo Rails há algum tempo e achei este livro brasileiro de título “Repensando a Web com Rails”. Estava pensando em comprar, mas depois deste artigo eu desisti. Afinal, este livro é em português e com certeza deve ser apenas uma cópia pálida de um ou mais originais.
Vou procurar alguns outros livros em inglês para me informar a partir do que há de melhor, ao invés de me contentar com cópias. O autor deste livro com certeza deve ter simplesmente copiado e traduzido material em inglês que estava disponível há muito tempo. Se ele tivesse alguma idéia realmente boa, das que fizesse o material dele estar entre os melhores do mundo, ele não teria escrito em português. Nem pensar.
Cheguei tarde aqui mas acho que ainda é tempo de colocar minha opinião. O artigo ficou bem legal e ,claro, com muitos pontos controversos. :)
Acredito que ter material bom na língua materna (no caso, português) é um bomcomeço para alguém quer aprender qualquer coisa. Mas se você quer se tornar bom mesmo, um especialista, precisa aprender a língua que tem mais material para este assunto.
O nosso caso é tecnologia (informática, computação, programação e afins) e a língua inglesa é sim fundamental.
Se fosse direito, talvez latim ajudaria. Engenharia mecânica? Quem sabe alemão.
Mas sabemos que pela influência enorme dos EUA, aprendendo Inglês você terá bastante material em áreas muito diversas.
No Brasil, o problema não tem sido só aprender inglês, mas a própria língua. Não me conformo em ver muitas pessoas que dizem ser fluentes em inglês e que escrevem terrivelmente mal em português (isso é comum na área de exatas)
Em relação a arrogância,
não concordo muito com o termo. Acho que as pessoas devem ter ambição, no sentido de serem muito dedicas para realizar algum desejo. Não sei se o seu sentido de arrogância foi o de apenas não hesitar em dizer que sabe alguma coisa ou se foi no sentido de menosprezar outra pessoa.
Olhando no dicionário Houaiss: Acepções ■ substantivo feminino 1 ato ou efeito de arrogar(-se), de atribuir a si direito, poder ou privilégio 2 Derivação: por extensão de sentido. qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; orgulho ostensivo, altivez 3 Derivação: por extensão de sentido. atitude desrespeitosa e ofensiva em atos ou palavras; insolência, atrevimento, ousadia
Etimologia lat. adrogantìa ou arrogantìa,ae ‘arrogância, bravata, insolência, pretensão orgulhosa’, de adrògans,antis, part.pres. de adrogáre ‘interrogar, adotar, perfilhar, unir’; ver rog-
Sinônimos arrogo; ver tb. antonímia de delicadeza e modéstia
Antônimos humildade, submissão; ver tb. sinonímia de austeridade e delicadeza
Qual exatamente foi o sentido que você usou para a palavra?
Indo agora para o assunto da mídia. Eu também tenho lido, escutado e assistido muito material em inglês, não tem como fugir… E sinto que muito do inglês que aprendi foi pesquisando sobre assuntos de tecnologia que me interessam. Estou longe do nível do Akita, estou só começando nos podcasts, vejo um filme ou outro sem legenda e, claro, a maioria do material que leio em Rails está em inglês. Sinto como os EUA tem me influenciado em relação ao conhecimento e como tenho admiração por vários empreendedores de lá (e também de alguns da Europa, em menor número).
Só pra fechar e ser um pouco arrogante (hehe, eu gosto de corrigir as pessoas), você citou “anti-americanismo” e falou em Coldplay. Só que Coldplay é do Reino Unido (Londres) e não dos EUA… Também falam inglês, mas não são americanos :D
Fiz um cursinho de inglês por 2 anos. Somente para aprender o básico. Depois disso, estudei sozinho e me tornei neurótico. Tentei me cercar ao máximo de inglês, SEMPRE dando preferência para as versões originais em inglês revistas, artigos, sites, livros, software…até meu celular é em inglês!!!!
Resultado: Hoje eu posso dizer que sou fluente em inglês. Fluente como meu irmão que mora há 10 no Canadá? Não, mas não passo vergonha em lugar nenhum.
Esse mesmo irmão me disse há um tempão: “Tudo que presta está em inglês”. Com algumas exceções, ele tem razão.
Outra coisa. Ontem eu postei no meu blog um post dizendo que você era um cara humilde. Ai você vem com esse seu post de arrogância! eheheh….ironias da vida!
Muito bom seu post!
Isso está interessante, tinha certeza que a parte da “arrogância” ia instigar todos.
De fato, meu livro tem muita coisa que já existia. Assim como meu blog tem muitas traduções e eu me apóio pesadamente em tudo que sai lá fora.
Os objetivos o Urubatan citou bem em seu blog : incentivar todos a buscar material de estudo lá fora mostrando as alternativas e ajudar a mim mesmo treinando minha dissertação e tradução.
A parte de incentivar é importante mesmo porque eu não ganho um tostão por livro vendido. Já disse isso antes aqui no blog mas para quem chegou agora: eu abri mão completamente dos direitos autorais do meu livro com o objetivo de baratear seu preço. Acho que ele tem a mesma cara deste blog: dar opiniões (daí o “Repensando”) e mostrar o que existe lá fora (daí os links no fim de cada página que usa material de fora).
Tenho certeza absoluta que existem livros melhores como o próprio Agile Web Development with Rails, Rails Recipes, Ruby for Rails, etc. Vejam o site da Pragmatic Programmer e O’Reilly para uma lista enorme.
Sobre o dicionário acho que o sentido está mais para o “insolente”. No fundo, dentro da minha própria insolência, eu agreguei um contexto extra ao conceito: “Arrogância por Mérito”.
E de fato, eu pensei uma coisa e escrevi outra. Coldplay realmente é britânico. Vou corrigir com outro exemplo :-)
Sobre a menção do índio, vou explicar melhor no texto acima. Mas obviamente (ou não?) não tem nada a ver com ser racista, xenófobo ou qualquer coisa assim (não! eu não sou anti-semita! :-) só não achei exemplo figurativo mais óbvio. Se eu falasse em ‘caipira’ talvez ficasse menos ofensivo?
Primeiro, quero me desculpar se pareci agressivo em alguma colocação. Interessante que já conhecia seu blog, seus esforços e traduções, por sinal, meus parabéns por todas essas iniciativas e o inteligente livro, cheguei a tê-lo em mãos e perceber que não se trata de algo “pálido” ou “raso”. Meu comentário começou como uma reação a uma crítica que fizeram numa das traduções de material do Urubatan e errei ao confundir você com o autor dela. E ainda mais ao trazer para cá sem contextualizar melhor o foco do meu comentário: Criticar a idéia que não se deve traduzir material para forçar os outros a aprender inglês. Embora esse seja o foco, vou além ao falar do inglês na nossa área e passo por questões que você fala no seu texto. Daí, quero fazer algumas observações sobre o que discutimos:
- Não estou questionando a importância do inglês para uma pessoa da nossa área (termo amplo, não?), mas sim a “obrigatoriedade” para todas elas. Não estou questionando a importância do inglês para ficar atualizado quanto as novidades externas o mais rápido possível, mas sim para quem não precisa disso. Acho que é importantíssimo saber inglês na nossa área por uma série de razões, mas não acho que todos precisam ter as minhas razões. É importante perceber que a nossa realidade é composta de diversas realidades. Pessoas e nichos que possuem necessidades e estágios de aprendizagem bem diferentes. Acho tremendamente incorreto taxar de medíocres os que não sabem ou sabem parcialmente inglês. Sim, talvez medíocres, mas no que se refere somente ao INGLÊS, pois existem uma gama de outras “linguagens-habilidades” no qual essas pessoas podem ser superiores a você e, da mesma forma, elas não deveriam pegar uma dessas e se achar superior ao outros só por ela conhecê-la profundamente e esta trazer um conjunto de vantagens. Afinal, um “profissional” é formado por um conjunto dessas “linguagens-habilidades” onde cada uma traz suas vantagens e o melhor conjunto dessas é melhor definido pelo contexto de necessidades onde essa pessoa se encontra (Seja numa empresa do setor x, um cargo/função y, uma faculdade/pesquisa z, uma fundação w, um hobby k, um objetivo/ambição u, etc). Podemos ser ruins, medianos ou bons em uma série de coisas, mas não se pode definir a pessoa apenas por uma delas. Ainda mais numa época onde se deseja cada vez mais interdisciplinaridade, aumentando o leque para “linguagens-habilidades” como lógica, matemática, teoria da informação, comunicação visual, eletrônica, psicologia, didática, empatia, gerência, etc, etc. Algumas combinações bastam para a pessoa ser extremamente importante num contexto.
- Há uma outra dimensão se perdendo aí, a questão da comunidade. Quando pensamos em termos simples, uma só pessoa, é fácil pensar nas qualidades que ela deve ter para nossa área. Se formos cada um sugerir essas habilidades facilmente essa pessoa vai se aproximar de alguém excepcional. Acontece que a chance de se encontrar todas essas ao mesmo tempo na maioria dos integrantes de uma comunidade/equipe é inversamente proporcional ao número dessas habilidades esperadas. A gente pode ficar falando em como seria muito melhor se as coisas fosse assim e assado, mas as coisas estão acontecendo agora. A realidade é que há uma pluralidade de situações, formações, personalidades e aptidões. Acho que um dos grandes problemas no Brasil é a falta de uma “inteligência social”, de saber aproveitar/encaixar da melhor forma os recursos disponíveis, considerando tanto as partes quanto o todo. Precisamos sim de mais pessoas conhecendo inglês e ajudando nessa interface com as comunidades “english speakers”, mas principalmente, precisamos de mais gente capacitada em diversas tecnologias. Daí achar que precisamos de melhores tradutores de livros técnicos, de mais autores nacionais, de mais gente traduzindo, inventando, experimentando, testando, pensando, etc, etc e colocando esse conhecimento acumulado para a comunidade, seja em blogs, fóruns, wikis, palestras, newsgroup, etc.
Cara!
Nunca li uma besteira tão grande na vida!
Hehehehehehe
O inglês é importante sim pra quem trabalha com Informática, mas sua importância foi superestimada nesse artigo.
A lógica também está mal estruturada, tipo:
A -> A |- A
Parte de princípios corretos, mas se enrola na lógica chegando a conclusões equivocadas, típicas de quem na verdade partiu das conclusões buscando alguma lógica que as podesse comprovar.
Também acho que o uso do conceito de arrogância e a associação entre «leigo» (erroneamente chamado de «ignorante») e «erro» foram infelizes.
Também foi infeliz chamar Nacionalismo de «uma total perda de tempo».
Além do mais conseguiu se contradizer em uma única frase – deve ser um record – ao usar a palavra «índio» pejorativamente («no sentido figurado») e achar que isso não é racismo.
«Todos os melhores materiais sobre qualquer assunto são escritos APENAS em inglês» – ao ler isso, só pude pensar: «em que mundo pequeno esse cara vive!»
Eu destacaria não a palavra «APENAS», mas a expressão «QUALQUER ASSUNTO». No entanto isso exporia o ridículo da afirmação.
No mais, parabéns por ser tão espirituoso, Thiago. Não havia entendido a ironia na primeira vez que li, mas depois me acabei de tanto rir.
[]’s Rodrigo Cacilhas
Opa, não coloquem palavras na minha boca. Nunca disse que leigo = ignorante.
Leigo = no percurso de aprender e isso é o que eu mais incentivo!
Eu sou leigo em diversas – muitas – matérias e estou no meu próprio percurso de aprendizado. Para mim ignorante = aquele que não quer sequer tentar aprender. E é exatamente a essas pessoas que o artigo é endereçado.
Sim, sim, a frase final é uma bravata. Reformulei a frase no texto para não ficar ambíguo (melhorou um pouco??).
Sobre o resto você não leu os meus últimos comentários ;-)
Bom, sempre te admirei, principalmente depois de devorar seu livro(comprei na pré-venda) e todo material que você disponibiliza no seu blog.
Fiquei um pouco surpreso com o rumo que este texto tomou, confesso que senti vontade de queimar seu livro. No meu caso, compro algum material não apenas porque aquilo é moda, mas porque aquela pessoa tem algo para passar(pessoalmente ou profissionalmente) além de apenas um manual qualquer, não importando sua nacionalidade ou lingua usada para se expressar.
A busca por informação, por atualização é válida, mas convenhamos que não da para pegar na mão de todo mundo e pedir para fazer isso ou aquilo. Acho que o resultado disso vem com o tempo e sem precisar anunciar ou brigar.
Flame war cansa.
Espero que continue mantendo o excelente material e quem sabe olhando o pessoal daqui, apesar de qualquer “amadorismo”.
Sucesso, :)
Muitas pessoas adoraram o texto, muitas pessoas mais do que odiaram. É interessante notar que eu não enderecei exatamente a este indivíduo ou a aquele. Muitos dos que odiaram na realidade nem se encaixam no perfil do texto. Mas mesmo assim tomaram as dores de outros – estes sim, que sequer se manifestaram.
Como eu mencionei no texto, a inspiração disso foi das conversas que tive com inúmeras pessoas que conheci nos últimos anos. Alguns poucos, brilhantes, a grande maioria, muito medíocre, de dar dó. E eu não estou sendo arrogante nessa: péssima performance nos projetos, atitude totalmente passiva, reclamações constantes de querer ganhar mais e reclamações constantes de não querer fazer nada. Como quer que as coisas mudem se continua fazendo a mesma coisa?, já dizia um amigo meu.
Eu não tenho muito pudor para falar o que penso, mas é engraçado como o simples fato de mencionar a palavra “medíocre”, parece que atinge cada um que está lendo, mesmo que não seja para ela. A carapuça serviu? Não acho que seja esse o caso. De qualquer forma as manifestações contrárias na realidade ainda não chegaram ao cerne do que eu quis dizer.
Vamos tentando.
Odiar o texto? Acho odiar uma palavra fraca para o caso.
Tenho lido alguns de seus textos e esse o primeiro do qual não gosto.
Realmente não li seus comentários… erro meu.
Quanto a colocar palavras em sua boca (ou em seu texto), apenas explicitei algumas conclusões que estão nas entrelinhas. Se não é o que você queria dizer, acho melhor escrever de outra forma (como você fez com sua conclusão).
Você associa quem diz que não sabe ao conceito de ignorante. Quem não sabe é leigo! O leigo não sabe, estando ou não no processo de aprendizado. É melhor rever este conceito.
Agora, concordo 100% com associação ignorante (quem NÃO QUER saber) – erro.
Quanto à reformulação da última frase, melhorou MUITO.
[]’s Rodrigo Cacilhas
Uma curiosidade: pelo sim ou pelo não, esse artigo me surpreendeu! Ontem o número diário de visitas únicas (que costuma ser estável) teve um pico anormal de mais de 50% e este artigo ultrapassou o antigo campeão – Um Desabafo – em quase 70% !!
Aliás…
A impressão que tive do texto é que você estava com raiva de alguém ou de alguma coisa, escreveu inspirado nessa raiva e não se tocou muito do resultado.
Já fiz uma besteira assim. É ruim porque no final fica difícil fazer-se entendido.
O lado interessante é que gera muitos comentários. ;)
[]’s Rodrigo Cacilhas
O interessante que você utilizou as mesmas táticas de Hitler, a arrogância uma arma para incentivar suas tropas da SS.
[obs do Akita: criticar nao tem nenhum problema – eu n
Akita, não confunda aumento de visitas com qualidade de argumentação. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Vide exemplos em outras áreas, como a audiência do Big Brother. Para terminar, isso não significa que seu artigo seja ruim, tampouco o contrário. Abraços
Verdade, verdade, por isso eu disse “pelo sim ou pelo não”. Calma galera, minha opinião não é A verdade, nunca disse que era. É mais uma opinião e como tal pode ser criticada à vontade (eu poderia simplesmente sair apagando os comentários acima que são contrários).
Meu objetivo foi cumprido: se pelo menos uma pessoa percebeu que poderia fazer muito mais, agora mesmo, é o suficiente. Não vou mudar o mundo com meia dúzia de palavras, mas acho que chicotes como esse podem dar o empurrão a algumas pessoas, mesmo que poucas.
Não acredito que a arrogância seja útil para o sucesso. Acredito que as pessoas não irão aprender mais sendo arrogantes. Pelo contrário, acho que a humildade é o primeiro passo para o aprendizado. É preciso ser humilde para assumir a sua ignorância (no sentido de desconhecimento) sobre o assunto para então buscar saná-la.
Prefiro aprender sendo humilde ao invés de arrogante. Acho que é um caminho muito mais feliz para o aprendizado.
ótimo post.
Sim, sim e sim!
alguns links para aprender italiano http://www.learnitalianpod.com/
para aprender francês http://www.frenchpodclass.com/
sucesso!
Parabéns pelo texto. Tocou em pontos que incomodam muita gente, e como você mesmo disse deixou a cara pra levar porrada. Muito mais fácil comentar um texto desses do que ter a coragem para escrevê-lo. Com certeza seu objetivo foi cumprido – sorte dos que vêem isso.
Obrigado pelo link ! concordo com suas idéias, no meu caso foi com o uso do Linux, todo mundo no meu trabalho usa a B.. do Windows eu Não me confomo com aquela M.. adotei o Linux e o FreeBSD, e sou muito feliz, sobre o ingles eu estudo e sou muito bom, outra coisa eu não assito TV, nem tenho em casa, Só passa M.. Gugu Fautão, nem morto, gostaria de saber se tu Leu Zarathustra de Nietzsche ?, Até Akita Morimoto.
Foi o texto de auto-ajuda mais sui generis que eu já li ! hehehehe
vou suissidar depois de ler iso, nao intedi direito. me falarun que eu tinha que apreder programar, porque sou bom de matematica, na 1hora que tenho de mecher no computador aki do inglusao digitau, procurei ruby no google e cai aqui.tenho que ler ingles pra programar?
Paulinho, resposta curta: para ser “um” programador, não, para ser um “bom” programador, sim.
hmm … Steve Jobs?
hmm … David Hansson?
hmm … Linus Torvalds?
;-)
Parabéns por um texto tão bem escrito Akita quanto a informação. Outro parabéns por não ter caído na patrulha do politicamente correto. Concordo com tudo que você escreveu. Seu texto saiu da zona da mediocridade da Katty Sierra ;)
Olá Fábio, Estou ressucitando os comentários, eheheh, mas um Podcast bom para quem tá começando é o www.eslpod.com .
Fica aí a dica.
Ressuscitando este post! Muito bom o texto, no momento me encontro em tal situação. Preciso muito aprender a língua inglesa mas assim como você não me sinto bem com esses cursos de esquina, em ter que acompanhar uma turma e tudo o mais… fora que no momento não tenho dinheiro para pagar algum curso. Na faculdade e no trabalho vejo que fico para trás por não ter o conhecimento necessário da língua inglesa e isso dificulta muito meu aprendizado, tendo em vista que como você disse muitos dos bons materiais seja de Rails ou qualquer outra coisa são feitos em tal idioma, isso é fato!!! Estou tentando encontrar um tempo em minha rotina e começar a estudar por conta própria, tem indicações de materiais para o aprendizado da língua inglesa? Valeu!
Parabéns pelo post! Muito interessante e motivador.
Se me pedissem para descobrir o autor do texto sem ter visto a URL onde está hospedado, eu teria muito provavelmente achado que é você. :)
Olá!
Apesar de não concordar com seu texto, e principalmente o seu “contexto”, eu respeito sua opinião. Acho que você foi prudente (ou corajoso?) em colocar um texto desses, talvez deveria ter se expressado de forma mais amena.
Como falaram, você deve ter usado o blog para descarregar sua raiva, poder dar um choque de realidade para pessoas que só sabem reclamar.
Sou do estilo do “andrecardoso”, humildade, pois quanto mais aprendo, mais eu sei que meu conhecimento é muito pouco, então nunca saberei se “sei” (SIM) algo realmente, porque a própria expressão “sim eu sei” é relativo.
Mas jamais iria deixar de admirar seu trabalho e sua força de vontade e garra, apenas acho que usou a palavras erradas, mas isso também é minha opinião, talvez para seu objetivo, como você disse, você consegui alcançar.
Quanto ao inglês, também acho fundamental, indiferente da àrea, só não acho que quem não saiba BEM, ou não sabe, ou sabe +/-, deve ser classificado como você falou, mas creio que foi força de expressão, ou um equívoco ou algo que não ficou claro.
Mas quanto ao inglês reforso o seu comentário, acho fundamental sim, pois o inglês abre inumeras portas de conhecimentos que com o português seria muito limitado, outros idiomas são bons, mas a grande maioria dos materiais produzidas são em inglês, ou é para o inglês que surge a primeira tradução, quando isso já não é feito automaticamente.
Grande abraço, e continue seu excelente trabalho.
Muito bom post, com certeza vai servir como inspiração para passos mais largos na minha vida.
Parabéns!
Muito bom! Estou passando este link para toda a minha equipe agora mesmo.
Parabéns, quanto mais eu conheço o seu trabalho mais eu o admiro. Esses seus posts ‘off-topics’ são sempre muito bons!
Abraço
Nem tem conheço mas posso dizer… Seu arrogante! :-). Mas muito do que disseste é verdade :D.
A argumentação pode maravilhas…
Senti falta de um caminho opcional neste texto.
Se um indivíduo não deseja colher os mesmos frutos de outro mais esforçado (que aprendeu inglês), ele deve ser lembrado, pois talvez não o interesse usar a ciência/conhecimento para objetivos como manter a vaidade por exemplo…
Obs: estou mantendo a minha com este comentário
Primeiramente, gostei da leitura. Valeu cada segundo.
Concordo em grande partes das questões, mas discordo completamente de oturas. Tenho ponto de vista totalmente diferente destas questões. Semprei alcancei meus objetivos: Passar no vestibular, Ter um excelente emprego, Fazer curso de Mestrado, Comprar um bom carro, Construir família com uma linda mulher… Mas nunca cobicei estes interesses de ninguém. Não é porque alguém sabe ou tem algo melhor que eu, que quero superá-lo. Isto pra mim não é arrogância, é cobiça, e abomino-o em todas as formas. Não gosto de arrogância. Acredito em alcance de objetivos através de planos e ações, baseado em suas crenças e na sociedade a qual está inserido.
Mas como eu disse, é um ponto de vista diferente.
De toda forma, gostei muito da leitura. Apenas levamos caminhos [totalmente] diferentes para chegar no mesmo local.
Parabéns pela contribuição. Gostei da leitura.
Procurarei não criticar o que já foi criticado; falo sobre as críticas feitas por Rodrigo Cacilhas. Bem colocado.
Witaro e Akitaonrails: Generalizaram demais ao falarem em "problemas do Brasil". Essa vontade de tentar mudar as coisas não é objetiva (ou não leva a lugar algum, é como esmurrar pontas de faca).
Este off-topic falar de ingles foi um pretexto para o assunto da arrogancia e consequente sucesso profissional. Como ja disse a tentativa de mudanca é inutil, mas se você levasse isso ao extremo não ia ter este blog.
Comentarios = Falsa democracia, bem lembrado akita, quando falou que poderia simplismente apagar alguns. Mas sem eles não haveria a discussão saudável que houve aqui.
Ah, não poderia faltar Akitaonrails, grave erro seu, quando em seu comentário disse que "ficaria com [...] racionalismo e empirismo de Descartes". O empirismo é de Hume, prega a experiência, que é totalmente oposto a Descartes e seu racionalismo, que prega o pensamento. Bem colocado o termo 'chute', ao referir-se às suas leituras filosóficas.