[Akitando] #36 - O Mercado de TI para Iniciantes em Programação | Série "Começando aos 40"

2019 January 23, 17:00 h

Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal Akitando. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.

Descrição no YouTube

O ano virou e eu resolvi tirar 2 semanas de "férias" pra mim mesmo, mas agora estou de volta!

Me fizeram uma pergunta interessante: como uma pessoa de 40 anos pode mudar de carreira e entrar no mercado de programação?

Não dá pra responder isso de forma curta, então resolvi tentar produzir uma mini-série, e hoje vou iniciar com o Primeiro Episódio apresentando rapidamente um panorama do mercado como um todo e algumas considerações sobre remuneração e carreira.

Nos próximos episódios quero tentar explicar mais sobre o que é a profissão de programador e como você pode começar a aprender na ordem mais eficiente.

Script

Olá pessoal, Fabio Akita

Desculpem por per pulado algumas semanas. Vou tentar voltar com episódios semanais. E desta vez me fizeram uma pergunta difícil. O que uma pessoa de 40 anos precisa saber pra se tornar um programador? Parei pra pensar sobre isso e resolvi fazer uma pequena série pra responder. Não dá pra responder só em um vídeo.

Mesmo se você tem 20 anos ou 30 anos, tudo que eu disser mais ou menos se aplica. A intenção desta série não é dar uma receita de bolo detalhada pra ser seguida ao pé da letra.

Primeiro de tudo, pode uma pessoa de 40 anos de repente mudar de profissão completamente? Claro. Qualquer um vai dizer que sim. Eu tenho mais de 40 anos, eu tenho uma boa idéia do que isso significa.

Na parte motivacional mais clichê, sim, qualquer um pode ser o que quiser. Mas eu não vejo isso acontecendo todo dia. Mudanças assim exigem uma pessoa madura o suficiente pra engolir o próprio ego por alguns anos, quanto mais velho mais isso é verdade. Se seu ego é frágil e se você se apega às aparências ou depende muito da validação de outras pessoas, eu diria que é impossível mudar de profissão. Por isso vocês vão notar que eu falo tanto sobre individualismo, porque eu tenho zero paciência com pessoas que são parasitas da validação dos outros.

A primeira coisa que você tem que aceitar é que a partir de agora você tem o mesmo nível de um estudante de faculdade no primeiro ano, menos ainda que um traineé ou estagiário. Antes de falar da profissão em si, HOJE vou começar falando um pouco sobre o mercado de TI em geral. Vamos lá.

(...)

O mercado de tecnologia, no geral, é altamente competitivo. Anos no mesmo emprego não tem muito valor. O que tem valor é sua capacidade de resolver problemas. O fato de ser um mercado não regulamentado trás como vantagem que se você realmente for bom, você avança, e quem é acomodado fica pra trás. É um mercado ainda razoavelmente meritocrático. O código não se importa com seu gênero, sua raça ou sua posição social. Código é código. Ou você resolve o problema melhor que os outros ou alguém vai resolver melhor que você. E não importa se VOCÊ acha que vale mais, você normalmente ganha exatamente o que merece.

É exatamente por isso que tecnologia sempre foi um terreno fértil, porque a gente tá cagando pra status quo. Se você acha que ganha mal nesse mercado e não é valorizado, é um problema seu e só seu, que não consegue enxergar as centenas de oportunidades que existem. E não estou dizendo fora do seu emprego. Tenho certeza que a maioria sequer olha ao redor pra ver o que tem.

E você acha que pode fazer melhor que seu empregador? Cadê você abrindo sua própria empresa e fazendo melhor então? Não precisa de certificação, não precisa de nenhuma licença especial pra operar. Não existe CREA, não existe CRM, não existe OAB. Não existe "me pague primeiro que eu mostro o que posso fazer". Só existe "eu sou melhor que você e posso provar". Portanto nesse mercado as empresas não tem um padrão regulamentado pra seguir, todas são diferentes.

A gente tende a seguir algumas boas práticas muito óbvias, mas no geral cada empresa estrutura sua área de tecnologia como quiser, então só porque você viu sendo feito de um jeito numa empresa, se outra fizer diferente não quer dizer nem certo nem errado. Você precisa ver o histórico de resultados reais (não o que aparece só na propaganda e muito menos em eventos). Não seja arrogante de achar que sabe tudo, especialmente no começo de carreira, você não sabe nada ainda. Em 5 anos, talvez, vai começar a entender a dinâmica do mercado como um todo. É muito fácil tirar conclusões precipitadas olhando pro próprio umbigo, então aprenda a ter paciência primeiro.

Claro, estou dizendo isso conceitualmente e generalizando. Localmente você sempre tem lugares que vão praticar do jeito corporativista ou até monopolista, mas se fizer isso muito tempo um novo concorrente vai aparecer do lado, ser mais eficiente, mais barato, e aí já era. Um mercado livre (ou semi-livre no nosso caso) auto regulado, tende a convergir pro lado certo: premiando quem é mais eficiente e punindo quem não é. Não existe segurança se você for acomodado ou incompetente, você só vai ficar pulando de galho em galho até não ter mais lugar pra você. Mesmo um país de leis trabalhistas toscas e medievais como o Brasil não vai segurar gente incompetente no mesmo lugar por muito tempo.

Programação, no geral, não é uma profissão de procedimento mas sim uma profissão de prática, mas vou explicar mais sobre isso em outro vídeo. Como eu disse, nosso mercado não é regulamentado, e os critérios pra projetos e empresas públicas costumam ser altamente defasados e ineficientes, então nunca servem de referência pra muita coisa no mundo de verdade. Não existe uma ordem pré-definida nem critérios totalmente objetivos.

Isso é sensacional. Eu sempre pude dar um passo pra trás pra poder dar dois pra frente. Quando trocava de emprego eu aceitava ganhar menos por uma oportunidade em algo que eu não tinha experiência porque tinha confiança que ia aprender rápido e compensar esse passo pra trás muito rápido, justamente porque não existe carreira pré-definida pra gente. Se você for devagar, inseguro e ineficiente, nunca vai sair do lugar.

Dentro da nossa indústria existem diversos tipos de empresas. E repetindo, aviso que é impossível detalhar cada uma só num episódio, então eu vou de propósito cometer o pecado de generalizar. Lógico que existem exceções mas quero dar um panorama geral a partir do meu ponto de vista, não levem tudo ao pé da letra. Se alguém quiser complementar ou mesmo descrever exceções ao que vou dizer, fiquem à vontade nos comentários, a intenção não é iniciar nenhum flame war. Lembrando que o público pra este tema é alguém que ainda não conhece quase nada desta indústria.

Primeiro, como disse antes, existem as empresas públicas. No Brasil sempre é uma opção pra quem é inseguro demais e precisa mortalmente de garantias. Se você é esse tipo de pessoa, então sugiro ver o currículo de concurso público. Eu não posso te ajudar aqui. Eu não gosto por princípio e em particular porque são concorrência desleal, inibem o crescimento de empresas de verdade na região, estão sempre tecnicamente defasados e politicagem vale mais do que mérito. Pra uma pessoa com 40 anos eu acho que é uma opção ruim mesmo porque você provavelmente precisaria ter um diploma pra se enquadrar, e eu realmente não recomendo uma faculdade nesse caso.

Em segundo lugar, existem as empresas de grande porte, sei lá, marcas reconhecidas, mais de 1000, 2000 funcionários, onde no geral você vai ser só mais um e vai ter que engajar numa hierarquia rígida e provavelmente viciada em politicagem. Pra programadores vai existir a constante manutenção do que chamamos de sistemas de back-office, literalmente os sistemas que ficam por trás dos processos de todos os departamentos da empresa. Financeiro, Compras, Recursos Humanos, Atendimento ao cliente e assim por diante. Você pode passar a vida inteira só criando relatórios, ajustando uma regra de negócio nova ou atendendo alguma nova legislação, ou um formulário novo e nunca vai sair muito disso. Não é necessariamente ruim, e eu acho até importante conhecer uma dessas por dentro, mas não ficar tempo demais pra não se tornar defasado. Nessa categoria você encontra empresas de todas as indústrias. Seja sistema administrativo de um hospital, de uma fábrica automotiva, do setor agrícola, comércio exterior e por aí vai. Se você precisa ter alguma estrutura ao redor, pode ser uma boa opção pra começar.

Em terceiro lugar existem as empresas mais desejadas, vamos assim dizer, as famosas empresas de produtos. Pense assim, o software dessa empresa é o core-business dela ou não? Ou seja, a empresa é definida pelo software? Por exemplo, se você apagar o código do aplicativo do iFood, ela continua sendo o iFood? Não né, portanto ela é uma empresa de produtos. Muitos dos maiores e-commerces como Magazine Luiza ou Submarino, as novas fintechs como Nubank, C6. Meios de pagamento como Pagseguro, Pagar.me ou os apps que você usa todo dia como iFood, 99.

Muitas empresas de grande porte que eu falei, criaram sub-empresas ou departamentos que são mais ágeis do que tinham antes, caso da Magazine Luiza que criou o Luiza Labs, ou o Itau que criou divisões mais ágeis e investe em iniciativas como o Cubo. Como eu disse, competição: pra se manterem competitivas, atrair talentos, muitas das empresas da categoria anterior foram obrigadas a se tornar mais eficientes. É a importância de existir concorrência mesmo num mercado que é semi-livre. E pelo mesmo motivo que disse antes, se você precisa de alguma estrutura ao seu redor, também são boas opções pra iniciantes.

Em quarto lugar existem as terceirizadas. Essa categoria é meio uma zona mas eu diria que existem pelo menos 3 grandes categorias. Primeiro temos as pequenas agências. Muitas empresas que ou precisam ser mais ágeis ou não sabem como lidar com tecnologia procuram por agências. Seja pra manter seu website principal ou mesmo e-commerces e outros sistemas que chamamos de "white-label" ou seja softwares pré-prontos que são customizados pra cada empresa. Costuma ser um bom lugar pra iniciantes mais arrojados porque costumam ser empresas pequenas, com pouca ou até nenhuma estrutura. Muitas são bagunçadas e desorganizadas, vendem mal e por isso pagam mal e você é obrigado a fazer muitas horas extrass. Mas isso não importa, você não vai ficar pra sempre lá, mas eu acho importante sentir esse tipo de ambiente na pele pra aprender a ter jogo de cintura. É muito fácil se acostumar mesmo num lugar desses então tome cuidado.

Ainda na categoria de terceirizadas, em segundo lugar, temos os body-shops. Qualquer empresa, física ou remota, que aloca você POR PROJETO ou seja, que não te contrata em tempo integral e não te dá o suporte mínimo ou que demite se ficar algum tempo sem projeto. Muitas ainda contratam você por um pacote mínimo de horas e você preenche planilhas ou sistemas de controle de horas e é pago por hora. A função dessas empresas é basicamente achar pessoas no mercado, manter um banco de currículos, e quando os clientes pedem algum perfil eles tentam fazer um match. É um tinder de pobre pra empregos.

Eu fortemente desaconselho iniciantes nesse tipo de empresa, porque você ainda não está preparado. Iniciantes precisam de outras pessoas mais experientes ao redor pra crescer. Esse tipo de empresa funciona pra quem já tem alguma experiência e sabe se vender sozinho, freelancers. Talvez, se for pra alocação remota pode fazer sentido pra quem quer morar numa região distante sem mercado local e quer home office, por exemplo. Ou pra quem quer cobrar mais caro alocado num cliente sem ter vínculo empregatício com ela. Novamente, funciona bem pra quem já tem experiência e pode ser uma boa alternativa mas repito: não deveria ser seu primeiro emprego. Quem vira freelancer rápido demais perde muita oportunidade de crescer antes do tempo. Você perde mais tempo preocupado se vai ter um próximo projeto. Como não tem experiência vai acabar trabalhando demais por pouco resultado e não vai ter ninguém pra realmente orientar o trabalho pra ser mais eficiente. No começo pode parecer que vai ganhar mais, mas você não cresce e fica estagnado muito rápido. É uma armadilha.

Finalmente, na categoria de terceirizadas, existem as consultorias propriamente ditas. Cuidado que muitos body-shops se auto-intitulam consultorias mas não são. Se você não é empregado como funcionário em tempo integral, independente se tem ou não projeto pra te alocar, então é um body-shop. Consultorias tendem a viver de reputação, então costumam ter alguma formação inicial, costumam ter acompanhamento com cliente e se forem boas, selecionam bem os funcionários. A grande vantagem: você vai ter suporte da empresa e de seus pares, e vai ter a oportunidade de trabalhar com diversos tipos diferentes de clientes e projetos, de todas as categorias que mencionei anteriormente. Mesmo as famigeradas fábricas de software não deixam de ser consultorias, elas vendem um processo mais estruturado e com menos margem pra você ter autonomia, mas para iniciantes vale a pena se eles oferecem algum treinamento e mínimo de segurança.

Resumindo, no geral eu falei que o mercado é dividido em pelo menos 4 grandes categorias: 1, as empresas públicas, 2, as grandes empresas com manutenção de sistemas back-office, 3, as tech startups ou empresas grandes com produtos ou departamentos de inovação, 4. as terceirizadas.

E nas terceirizadas temos pelo menos 3 tipos diferentes de terceirização: 1, as agências que vendem pequenos projetos e customização de pequenos produtos como websites ou pequenos e-commerces, 2. os body-shops e sistemas pra freelancers, 3. as consultorias e fábricas de software.

Agora, fiquem espertos. Não ache que você vai conseguir aprender tudo só no trabalho. No trabalho você vai aplicar o que aprendeu estudando. Se você tentar entrar no ritmo de aprender enquanto faz, a tendência é ir muito devagar. Os primeiros empregos devem servir primeiro pra você aplicar a parte técnica que aprendeu na teoria via livros e cursos e em segundo pra aprender os protocolos de comunicação, como conversar com seus pares, como conversar com seus chefes, como conversar com seus clientes, entender as expectativas de cada um e como você pode demonstrar resultados práticos e eficientes.

Eu já disse antes que um programador não é definido pelas tecnologias que escolheu. E eu digo que o programador também não é definido por aquilo que ganha. Se você acha que ganha pouco, mas sabe que é bom e aprende rápido, isso é temporário, você vai ganhar mais. Porque um programador é definido pela eficiência como consegue resolver problemas reais. Quem só reclama a maior parte do tempo não é um bom profissional, porque como eu já disse, quem gasta a maior parte do tempo reclamando obviamente não está resolvendo nada. Então no ambiente de trabalho, fuja dos coleguinhas que ficam o dia inteiro só lamentando da vida, eles não vão te ajudar a subir na carreira, só vão te atrapalhar. Nunca se preocupe em ficar julgando os outros, se os outros forem ruins como você diz, eles não vão subir na vida e você sim. Caso contrário, assuma que suas premissas é que estavam erradas. Entendeu? Eu já disse que se você é iniciante e está irritado que os outros não fazem do seu jeito, considere que pode ser o seu jeito que está errado. Não foque no seu jeito ou jeito dos outros, foque em resolver o maldito problema. E se não tem solução, solucionado está, pule pro próximo problema.

Dê preferência a empresas que te contratam do jeito certo. Apesar de eu odiar a CLT, a lei vigente é CLT então temos que cumprí-la. A lei trabalhista mudou ano passado e agora permite contratar PJs para funções principais da empresa. Mas saiba identificar quando uma empresa oferece a opção de PJ só pra te pagar menos ou quando ela faz isso realmente pra te repassar mais. Na dúvida, dê preferência a quem contrata CLT cheio, carteira assinada, 13o, férias e benefícios como plano de saúde e vale refeição. E quando você sai de uma empresa, seja uma pessoa ética, avise com antecedência, cumpra seu aviso prévio. São coisas meio básicas que se você quer ser um profissional sério já deveria saber.

Resumindo o que eu falei, como iniciante, toda oportunidade é uma oportunidade. Uma pessoa muito nova tem o problema de não chamar nenhuma atenção. Não tem muito jeito, se você tem 20 anos, está na faculdade, ainda não teve muita experiência, não importa o que faça no seu currículo, ele simplesmente não se destaca. Por isso você precisa adicionar coisas que os outros não tenham, por exemplo fluência em inglês.

Se você tem 40 anos, uma vantagem é que seu currículo, de imediato, até se destaca ao lado de vários de 20 anos. Mas a falta de experiência na área também não vai ajudar. 20 ou 40 vocês precisam dar algum jeito de se destacar na multidão. E se você realmente leva a sério começar a montar sua carreira, vá até as empresas, procure as pessoas, não fique passivamente só esperando alguém te ligar.

Entenda que o mercado tem excesso de programador iniciante e falta de programador realmente bom. Existe uma saturação de gente que customiza e-commerce, que se diz front-end, freelancers que não são tão bons. Todo mundo saiu da faculdade sabendo algum Java ou algum .NET. Então além da idade, você estará no bolo onde tem mais gente, onde a reputação da categoria é a mais baixa, e portanto é onde se paga pior. Obviamente isso faz sentido. Por isso eu digo que iniciantes não devem se preocupar com salário, porque realmente tanto faz nessa etapa.

Você precisa sim, querer sair do bolo da maioria e ir pra camada mais escassa, onde as empresas estão competindo por você e oferecendo valores maiores. Mas você acha que você vai pra essa camada só por causa dos seus olhos azuis? Porra nenhuma, você precisa começar a passar por várias empresas da camada mais baixa, agências, body-shops, empresas tradicionais, e ir acumulando boas referências, boas experiência e networking de verdade. Aliás, Networking não é só ir em evento, trocar cartão e adicionar no LinkedIn. Sabe o que eu faço com panfleto e cartão de evento? Jogo tudo no lixo, desculpa, nunca usei pra nada.

Networking de verdade começa no seu emprego, no seu projeto, no seu cliente, você constantemente demonstrar capacidade de resolver problemas, consistentemente ao longo do tempo, de tal forma que as pessoas começam a contar com você. Quando seus pares saem do grupo que você está, e vão pra outro lugar, eles vão lembrar de você. Não se esqueça, o estagiário de hoje pode ser o diretor de amanhã, e isso aconteceu comigo. Muita gente que eu conheci como júnior ou mesmo estagiário, hoje viraram gerentes de projeto, diretores, CTOs ou mesmo fundadores das próprias empresas. Isso é networking, acesso a pessoas de influência porque eles confiam em você e não porque você adicionou no LinkedIn.

Não pense em salário nos primeiros anos, porque é uma conta inútil, a menos que você planeje ficar só na camada baixa. Pense só em estudar sem parar e trabalhar sem parar pra conseguir subir da base da pirâmide pro meio e depois pro topo. Se for pra fazer conta, faça a conta mais óbvia: oferta e procura, quanto mais oferta existe, menor o valor. No começo você acaba precisando ir pra onde a “maioria” está porque não tem muita opção mesmo. Mas deixe a “maioria” pra trás o quanto antes, não se conforme por muito tempo, não se acostume com validação. Seja mais esperto e veja onde está mais escasso. Com certeza é escasso porque é difícil, mas você não quer ganhar mais?

Em termos de remuneração, todo mundo só pensa no tempo zero, o t0, mas esquece do Delta T, o resto do caminho. Quem pensa errado, fica toda hora procurando validação, só tenta pegar atalhos, e reclama mais do que faz, vai desacelerar. É mais ou menos como nesse gráfico. Quem tem paciência, estuda, fica quieto e ouve, faz mais do que fala, e não dá muita bola pro que os outros ficam julgando, tende a ter um começo mais difícil, mas em pouco tempo é isso que acontece. Entenderam? É só uma questão de tempo, delta T.

Neste primeiro episódio eu queria explicar um pouco como se divide o mercado e uma visão bem geral do que esperar. No próximo episódio quero falar mais especificamente sobre o papel do programador e como começar quase do zero. O que é ser um programador? Não percam os próximos episódios e pra isso assinem o canal e cliquem no sininho. Se curtiram mandem um joinha e discutam nos comentários abaixo! A gente se vê semana que vem, até mais!

tags: carreira akitando empresas de TI remuneração profissão de TI programador 40 anos mercado de TI

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