A última vez que fiz uma compilação de notícias foi em Agosto, está mais difícil do que eu pensava conseguir manter o ritmo :-) Como eu sempre digo, se quiser saber tudo que li de interessante diariamente, assine meu feed do Google Reader ou meu Delicious e, claro, siga-me no Twitter.

No fim, esta compilação será a última do ano então acaba sendo um apanhado geral do segundo semestre de 2009. Apareceram muitas novidades, vamos recordar pelo menos alguns dos artigos mais interessantes.

Estou ainda só brincando com o Mongo DB, mas posso dizer que os primeiros passos são incrivelmente simples. Para instalar no meu Snow Leopard, basta baixar os binários desta página (eu baixei a versão 64-bits). Descompacte em qualquer lugar e coloque o diretório /bin dele no seu PATH. Feito isso, basta carregá-lo, por exemplo, assim:1 2

mkdir /tmp/mongodb/ mongod --dbpath /tmp/mongodb/

Note que criei no /tmp que, obviamente, é volátil. Crie num lugar mais decente se quiser persistir seus ...

Por alguma razão, recentemente muitos tem discutido e evangelizado sobre Kanban. Isso está ficando particularmente irritante pra mim. Muito cuidado: apenas aplicar a ferramenta Kanban, como se fosse uma metodologia, não é certo. Essa ferramenta foi criada e difundida pela Toyota, décadas atrás, dentro de uma metodologia maior conhecida como Toyota Production System (TPS), criado pelo grande Taiichi Ohno.

Como eu disse num artigo anterior, as metodologias ágeis tem a mesma fundação. Para entender o TPS é bom retornar à literatura original e uma dessas fontes é o livro O Sistema Toyota de Produção, do Ponto de Vista da Engenharia de Produção, de Shigeo Shingo, publicado em 1996. No Prefácio ele diz:

Muitos acreditam que ao implementar um novo sistema, somente “know-how” é necessário. No entanto, se você quer obter êxito, você deve entender, também, “know-why”

Com o know-how, você pode operar o sistema, mas você não saberá o que fazer no caso de encontrar problemas sob condições diferentes das usuais. Com o know-why, ou “sabendo o porquê”, você entende por que você tem de fazer o que está fazendo e assim enfrentar situações de mudança.

Este ano de 2009 foi bastante corrido. Em 2008 foram 13 palestras pelo Brasil. Já este ano fiz 28 palestras em 11 cidades pelo Brasil, literalmente de Norte a Sul, incluindo Buenos Aires. Infelizmente tive que recusar diversos convites de palestras pois não daria para ir em todas.

Falei basicamente de 3 temas este ano. O primeiro foi sobre o Ecossistema Ruby on Rails e Agilidade. Nessa palestra, dependendo da versão, eu dou uma passada rápida sobre a evolução do framework, os principais mitos, os principais cases, a grande quantidade de material disponível para aprendizado e, principalmente, a grande sinergia com as práticas Ágeis e como isso permeia toda a comunidade Rails.

O segundo tema começou no Encontro Locaweb, entitulado Agilidade e Qualidade de Projetos, é uma palestra que evoluiu bastante a cada versão. Nela eu falo de agilidade sem necessariamente explicar nenhuma das metodologias. Eu parto dos princípios de porque os métodos antigos não funcionam, a evolução do gerenciamento, o paralelo com a cultura japonesa da Toyota e aponto para a direção de organizações democráticas.

O terceiro tema começou no Encontro Ágil, às vésperas do Rails Summit 2009 e eu entitulei Além do Caos: Pensamentos Aleatórios sobre Agilidade. Essa foi a mais difícil de todas porque é o resultado de mais de um ano de pesquisas que levaram a temas meio hardcore como Teoria do Caos, Sistemas Complexos Adaptativos, Psicologia, etc. Ainda não está num formato que eu gostei, mas a quinta versão começou a tomar uma forma melhor, e o principal é sobre o comportamento de indivíduos dentro de equipes.

Abaixo segue o calendário de 2009 com os links para os slides:

A few weeks ago I’ve asked on Twitter for Brazilian websites made with Ruby on Rails or international websites that had Brazilian developers working on it. So I’ve organized a small gallery. Click on the screenshots to visit them.

I’ll be updating this page from time to time, so if you have other websites to refer to, please email me with a 150×91 thumbnail and the URL to the website.

Normalmente eu não faço reviews de aplicativos mas estes dois particularmente me deixaram muito satisfeitos então aqui vão. Primeiro o ClickToFlash. Existem diversos plugins, hacks e tudo mais para bloquear aqueles malditos banners e outros supérfluos que se faz com Flash. Porém este se destaca porque ele bloqueia tudo por padrão e permite que você abra um por um individualmente apenas clicando nele:

Ou então permite adicionar um site inteiro em um white list ou seja, você pode decidir que t...

Yeah, me too :-) Problem is, it’s not exactly “trivial” to get yourself started with Rails 3, the Edge version, if you’re not used to build stuff from source. When Rails 3 gets released it will be the good’ol:1

sudo gem install rails

But for now, you will have to struggle a little bit … or not. If you want the very first first look into Rails 3, check out Dr. Nic’s Preview. I based some of this article on his initial exploration. More than that, I heavily relied on José Valim’s early work...

“E nem eu também. Mas continuo estudando :-P”

Meu estilo de pesquisa é bem Web-like, eu diria :-) Por exemplo, por alguma falha cósmica qualquer, somente esta semana eu resolvi ler sobre a origem do Scrum, a metodologia Ágil que acabou se tornando mais conhecida atualmente. Fiquei muito surpreso com o que encontrei.

Eu sempre defendo que as pessoas precisam pesquisar constantemente, obsessivamente e nunca aceitar nada sem argumentação. Todos nós já deveríamos saber que não existem balas-de-prata. Simplesmente citar alguém para justificar alguma coisa é uma falácia que eu não aceito, como já disse no meu artigo Obediência à Autoridade.

Ou seja, até mesmo para defender metodologias ágeis eu preciso de um argumento melhor do que dizer “o Kent Beck é fodão, o Kent Beck inventou o XP, portanto devo usar XP.” Ou algo como “a Toyota é fodona, a Toyota usa Lean, portanto devo usar Lean.” Isso não é argumento.

Fato: muitas empresas hoje dizem que usam Scrum, muitas pessoas dizem que entendem Scrum, mas eu apostaria muito dinheiro de que a maioria avassaladora não sabe mais do que Scrum-butt, ou o que nós chamaríamos, de forma bem brasileira, de “Scrum meia-boca”. Melhor do que nada, sim, mas bastante pobre frente ao nível de hiperprodutividade que o Scrum promete: 400% para mais.

David Hume disse:

Um homem sábio, portanto, tem crença proporcional às evidências.

O Princípio de Laplace (Pierre Simon Laplace) diz:

O peso da evidência para uma afirmação extraordinária deve ser proporcional à sua estranheza.

Carl Sagan popularizou:

Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.

Recentemente tanto o Ilya Grigorik (@igvita) quanto o Matt Aimonetti (@merbist) publicaram artigos sobre o estado das diversas implementações de Ruby em desenvolvimento.

Para quem está iniciando, o primeiro contato com Ruby provavelmente será com o que chamamos de “MRI” (Matz’s Ruby Interpreter) que são as versões oficiais. Atualmente a mais usada é a versão 1.8 mas a comunidade está passando pela transição para a versão 1.9. O Snow Leopard já vem pré-instalado com Ruby 1.8.7. Diversas distros de Linux também já vem com Ruby pré-instalado, pelo menos as mainstream como Ubuntu ou Fedora. Para Windows, a versão recomendada é a do Luis Lavena, o Ruby Installer. O Luis tem feito milagres para conter as limitações do ambiente Windows que não é compatível com Posix, inclusive para compatibilizar gems com extensões nativas.

Ontem, dia 1o de Dezembro, recebi o prêmio de Personalidade do Ano pela revista Info Exame, votação popular. Eu já havia ficado surpreso por ter sido nomeado um dos concorrentes, sinceramente não esperava ganhar: Grande nome da comunidade Ruby on Rails no Brasil, Fábio Akita ajudou na adoção do framework pela primeira vez em um grande hosting, o da Locaweb, onde trabalha como gerente de produto. Akita teve 45% dos votos, contra 28% do organizador da Campus Party, Marcelo Branco, e 27% de Caz...