[Off-Topic] The Fountainhead: Defesa de Howard Roark

2011 February 04, 02:40 h - tags: philosophy off-topic principles

Acabei de postar sobre A Revolta de Atlas: Dinheiro é a raíz de todo o mal? e logo em seguida fui assistir o filme The Fountainhead adaptação cinematográfica de 1949 do romance homônimo de Ayn Rand, se não me engano, sua primeira ficção. Recomendo ler o livro e assistir o filme também. Seu trecho final contém um discurso de defesa do personagem principal que é a descrição da idéia de individualismo de Rand. Achei tão bom que resolvi publicar o trecho legendado em português.

O texto completo do livro é bem mais comprido e você pode ler em inglês na íntegra neste site. Só para dar um gostinho, eis um trecho:

O homem que tenta viver pelos outros é um dependente. Ele é um parasita na motivação e torna os que ele serve parasitas também. O relacionamento produz nada além de corrupção mútua. É impossível em conceito. A aproximação mais próxima a isso na realidade – o homem que vive para servir outros – é escravidão. Se escravidão física é repulsiva, quão mais repulsiva é o conceito de servilidade do espírito? O escravo conquistado tem um vestígio de honra. Ele tem o mérito de ter resistido e de considerar sua má condição. Mas o homem que escraviza a si mesmo voluntariamente em nome de amor é a criatura mais baixa. Ele degrada a dignidade do homem e ele degrada o conceito de amor. Mas essa é a essência do altruísmo.

Os homens foram ensinados que a maior virtude não é conquistar, mas dar. No entanto, não se pode dar aquilo que não foi criado. Criação vem antes da distribuição ou não haverá nada para distribuir. A necessidade do criador vem antes da necessidade de qualquer beneficiário possível. No entanto, somos ensinados a admirar a mão secundária que distribui presentes que não produziu acima do homem que fez os presentes possíveis. Louvamos um ato de caridade. Nos revoltamos com um ato de conquista.

Os homens foram ensinados que sua primeira preocupação é aliviar o sofrimento dos outros. Mas o sofrimento é uma doença. Se esbarrar com isso, tenta dar uma ajuda e assistência. Para fazer com que o maior teste da virtude seja fazer sofrimento a parte mais importante da vida. Então o homem tem desejo de ver os outros sofrerem, a fim de que ele possa ser virtuoso. Essa é a natureza do altruísmo. O criador não está preocupado com a doença, mas com a vida. No entanto, o trabalho dos criadores eliminaram uma forma de doença após a outra, no corpo e espírito do homem, e trouxe mais alívio no sofrimento do que qualquer altruísta poderia conceber.

Os homens foram ensinados que é uma virtude concordar com os outros. Mas o criador é o homem que discorda. Os homens foram ensinados que é uma virtude nadar com a corrente. Mas o criador é o homem que vai contra a corrente. Os homens foram ensinados que é uma virtude estarem juntos. Mas o criador é o homem que está sozinho.

Os homens foram ensinados que o ego é o sinônimo do mal, e altruísmo o ideal de virtude. Mas o criador é o egoísta no sentido absoluto, e o homem altruísta é aquele que não pensa, sente, julga ou age. Estas são funções do ego.

Assistam na íntegra, vale a pena:

É uma overdose de Ayn Rand assim dois posts consecutivos, mas fazia tempo que não parava para ler/ouvir/assistir tantas peças inspiradoras. Espero que gostem.

Comments

comentários deste blog disponibilizados por Disqus