01
Off-Topic: Preparados para perder
by AkitaOnRails on Sep.01.2008 at 12:29am
Sim, sou leitor da Veja há anos :-) Adoro ler Diogo Mainardi para dar a risada matinal de domingo. Alguns dizem que ele só copia as coisas inteligentes que os outros falam, mas não vejo mal nisso: pelo menos significa que ele fala coisas inteligentes, que é o ponto. Mas desta vez quero falar da coluna do Gustavo Ioschpe que li hoje.
O artigo Preparados para perder reflete exatamente o que eu também penso. Quem me conhece sabe que faz tempo que repito o seguinte: a maioria das pessoas sempre busca a média: “Tirando 5 na prova, dá para passar de ano na média”. Ninguém busca o 10, todos se conformam com o 5. Ninguém busca o melhor emprego, apenas um emprego médio, suficiente para bater cartão e pagar as contas. Ninguém gosta de sair de sua zona de conforto. Aliás, a maioria se sente ofendida se alguém exige isso. Além de tudo as pessoas são muito ‘sensíveis’ e criam esses “tabus sociais” que não podemos colocar na mesa porque não é ‘educado’.
Pouca gente se dá conta que a palavra “média” é parente de outra palavra: “medíocre”. Ninguém se incomoda de fazer parte da média – muitos almejam fazer parte da média – mas por alguma razão não gostam quando os chamamos de “medíocres”, que é a mesma coisa. Quem busca a média, busca a mediocridade.
Felizmente existem mais que pensam assim. O Gustavo conseguiu explicar melhor do que eu. Ele me concedeu autorização para reproduzir seu artigo na íntegra. Aí vai:
Preparados para Perder
“No mês de julho, foram disputados outros Jogos Olímpicos: os escolares. Tivemos as Olimpíadas de Química, Física, Matemática e Biologia. Das 142 medalhas de ouro distribuídas nessas competições, o Brasil ganhou… zero.”
O Brasil foi excepcionalmente bem nos últimos Jogos Olímpicos. Com catorze medalhas de ouro, ficamos em 14º lugar – destaque para o nadador Clodoaldo Silva, seis ouros. Infelizmente falamos da Paraolimpíada de Atenas, já que na última Olimpíada convencional o Brasil teve desempenho pífio: três ouros, 23ª posição, atrás de países como Jamaica, Quênia e Etiópia. Creio que essa diferença de performance entre os dois tipos de competição não seja totalmente acidental.
As razões costumeiras não parecem explicar bem os motivos do nosso fracasso. O primeiro vilão apontado é a nossa pobreza. Mas o Brasil é hoje a décima) economia do mundo, não a 23ª.
A segunda razão comumente apontada é o pouco investimento em esporte no país. Em 2008, não foi o caso. Segundo a Folha de S.Paulo, apenas o governo federal investiu 1,2 bilhão de reais em esportes olímpicos desde Atenas. Sem incluir o orçamento de fontes próprias do COB, esse valor significaria um custo de 400 milhões de reais por ouro. O custo do Comitê Olímpico americano – financiado basicamente sem dinheiro público – foi de 32 milhões de reais por ouro.
A impressão que ficou de nossos atletas é que seus fracassos se deveram mais a questões psicológicas do que financeiras ou estruturais. E isso importa não por causa da Olimpíada, que tem valor apenas simbólico, mas porque essa mentalidade se reproduz em toda a vida nacional, com conseqüências reais.
No mês de julho, foram disputados os Jogos Olímpicos escolares: Química, Física, Matemática e Biologia. Das 142 medalhas de ouro distribuídas nessas competições, o Brasil ganhou… zero.
Não temos apenas carências materiais a nos complicar a vida: temos uma cultura que abomina a competitividade, desconfia dos vitoriosos e simpatiza com os fracassados. Quando o nadador César Cielo, não por acaso treinado nos EUA, declarou que iria em busca do ouro, o desconforto dos comentaristas televisivos foi audível: muita saliva gasta para deixar bem claro que se tratava de “autoconfiança” e não “arrogância”. Porque melhor um bronze humilde do que um ouro arrogante! Se Michael Phelps tivesse nascido no Brasil, seria provavelmente exilado ao declarar a intenção de bater o recorde de medalhas em uma Olimpíada. Só num país de perdedores uma classificação para final olímpica é vista como “garantia de prata”, e não uma chance de 50% de ouro. Só no Brasil se ouvem atletas dizendo que o bronze valeu ouro, só aqui se vê um chororô constante e público de favoritos que foram vencidos por seus nervos. Só aqui um atleta como Diego Hypólito, depois de cair sentado em sua competição e ainda ter a pachorra de culpar os céus (‘Deus não quis. Deus decidiu isso.’), é recebido com festa e escola de samba. Nós nos preocupamos mais em ser campeões morais do que campeões de fato. Valorizamos o esforço mais do que o resultado. Acreditamos que o sofrimento do percurso redime o fracasso da chegada, ao contrário dos países que dão certo, em que o sucesso do resultado é que redime o sofrimento do percurso.
As desigualdades que se acentuaram ao longo de governos autoritários parecem ter originado a idéia estapafúrdia de que, em uma democracia, os cidadãos devem ser iguais. Não tratados da mesma maneira: pelo contrário, tratados de maneira desigual, para que no resultado final se estabeleça a igualdade. Como é impossível elevar todos aos píncaros da glória, já que as aptidões individuais são diferentes, o objetivo passa a ser a mediocrização total. Por isso a palavra-chave dos tempos que correm é a “inclusão”, e não o “mérito”: para trazer todos à média, é preciso focar a atenção nos deficientes e ignorar – quando não reprimir – os talentosos.
Esse é sem dúvida um traço cultural, difuso, do brasileiro. Mas não há dúvida quanto ao locus no qual essa mentalidade é mais amplamente difundida e inculcada: a nossa escola. Há leis sobre o acolhimento de crianças com deficiências físicas e mentais na sala de aula; há preocupação com a questão dos excluídos no programa de livros didáticos do MEC, até da área de ciências. Mas não existe nenhuma preocupação oficial com a identificação e o desenvolvimento daquilo que o país tem de mais precioso: grandes mentes. Pelo contrário: quando esses esforços existem, normalmente vindos da iniciativa privada, são rechaçados pelos políticos dos mais diversos matizes. Quando uma ONG chamada Ismart, capitaneada por Marcel Telles, quis institucionalizar seu programa de bolsas a jovens talentos pobres de São Paulo, ouviu do então secretário estadual, Gabriel Chalita, que o instituto estava proibido de aplicar suas provas na rede estadual para descobrir os talentos e também de divulgar a iniciativa. Caberia à secretaria, com seus métodos e em privado, identificar os candidatos. Na secretaria municipal da gestão Marta Suplicy a recomendação foi mais direta: se havia uma preocupação com os alunos fora de série, por que não focar naqueles com síndrome de Down? Não é por acaso que o nosso censo escolar identifica míseros 2 553 alunos superdotados em um universo de 56 milhões de estudantes da educação básica: é preciso uma cegueira proposital para ver tão pouco.
A ojeriza à meritocracia em nossas escolas vem sob a desculpa de que a competitividade pode causar profundos danos à psique das crianças. Um sistema educacional como o chinês, em que os melhores alunos de cada sala são identificados publicamente – em algumas escolas, através do uso de lenços coloridos – e posteriormente transferidos às melhores escolas, desperta em nossos professores os seus instintos mais primitivos. Freqüentemente ouve-se que sistemas assim levam as crianças ao suicídio, depressão etc. É a senha para que criemos uma escola inclusiva, afetiva, que cria seres felizes e éticos. É uma empulhação sem tamanho. A literatura empírica educacional aponta o benefício de o aluno fazer dever de casa e ser avaliado constantemente, por exemplo. Práticas malvistas por nossos professores, porque supostamente significariam acabar com o componente lúdico da infância e, com certeza, roubariam o tempo lúdico do professor. Pior ainda: a suposta escola do afeto e da felicidade produz muito mais miséria, e por período bem mais longo de tempo, do que as agruras de um sistema meritocrático que premia o trabalho. O que é melhor: “sofrer” por algumas horas por dia na infância estudando com afinco e ter uma vida próspera e digna ou passar a juventude em brincadeiras e amargurar toda uma vida na humilhação do analfabetismo, do subemprego e da pobreza? Qual a sociedade que produz menos violência e infelicidade: aquelas em que os alunos brincam ou aquelas em que estudam?
Enquanto prepararmos a futura geração para que escolha entre o sucesso e a felicidade, o Brasil permanecerá sem os dois.







Hummm…. “Veja”? Definitivamente, não é uma revista que mereça respeito. Já chegou a ler os artigos do link abaixo?
http://luis.nassif.googlepages.com/home
A Veja deixou de ser uma boa revista a muito tempo. Não é imparcial e manipula as informações a seu favor.
Ricardo não se trata aqui de que o assunto seja ou não imparcial, nem que seja ou não manipulado.
Creio que o público-alvo desse site do Akita, em sua maioria é capaz de efetuar esse filtro e se focar no conteúdo mostrado.
É óbvio que independente da postura da revista esse artigo em especial fala de um assunto importante que infelizmente é deixado de lado por grande parte da população brasileira que preferem se identificar com o pouco esforço para atingir a média. Que como o Akita fala, quando se procura a média o que se consegue na verdade é da mediocridade.
Para uma comparação mais técnica, exercitemos o filtro como o GIT executa. O foco é no conteúdo independente dos nomes de arquivos. Se arquivo texto1.txt tiver o mesmo conteúdo que texto2.txt o git armazena somente uma vez o conteúdo. Ele filtra efetivamente a tentativa de distorcer o conteúdo com nomes diferenciados. É uma boa metáfora para que nossa atitude ao ler esse artigo seja o de ver o conteúdo independente da fama ou foco que a revista tenha.
Baseando nessa técnica que mostrei fica óbvio que independente da revista merecer ou não respeito esse artigo do Gustavo Ioschpe que complementa bem o que o Akita já vem dizendo é muito importante para repensarmos nossas atitudes e conceitos e passarmos a dar os primeiros passos para distanciarmos da mediocridade e quem sabe nas futuras gerações conseguirmos aos poucos fugir desse conceito equivocado que tecnicamente prejudica mais do que ajuda o progresso do nosso País.
Vocês lembram de uma chamada da Revista Criativa em que dizia que “Você é o que você lê”? Pois bem, acho perfeito. Precisamos ter muito cuidado com o que lemos por ai…
Diogo Mainardi é o retrato do jornalismo irresponsável e denuncista.
Enfim, aqui não é o lugar de falarmos desse tipo de gente, mas ai vai mais um link de um bom jornalista:
http://www.paulohenriqueamorim.com.br
Existem várias dessas frases que acho muito interessantes: Você é o que você lê! Você é o que você come! etc.
É possível resumir todas elas em uma única: Você é o que você se ocupa! Se você se ocupa com leituras, comidas, etc., boas, como certeza estará se distanciando da cultura medíocre.
Só que essa fórmula não funciona da noite para o dia. Trata-se de um crescimento lento, gradual e muitas vezes descontínuo. Creio que a principal atitude seja aprimorarmos o filtro.
Esse aprimoramento do filtro pode ser aperfeiçoado ao ponto de detectarmos que nada é totalmente mal ou bom. Ou seja, apesar da fonte desse artigo torná-lo polêmico devido à postura da revista ou de alguns colunistas o que importa nesse momento é que seu conteúdo é essencial por tratar um conceito base que separa por um abismo pessoas e países produtivos dos que não conseguem chegar a tal ponto devido ao foco distorcido pelo conceito de atingir a média. Inocentemente procura a média, mas o que consegue como produto é a mediocridade que vem junto com todos os seus problemas: menos campeões em competições, menos pesquisas renomadas, menos profissionais de qualidade, menos atenção para o crescimento e consequentemente mais sofrimento, mais violência, mais relações desumanas.
Gostei muito do artigo pois retrata uma realidade brasileira. Nós somos instruídos a “estudar para passar de ano”. Na escola, são poucos os alunos que querem estudar pelo conhecimento, para se desenvolverem, pois o importante é passar de ano. E se você for um dos que se destacam pois é dedicado, esforçado, e que estuda, logo é taxado como “nerds”, “cdf” e por aí vai.
Nossa sociedade é condicionada a “oprimir” os que se destacam, ao invés de melhorar as condições para estas pessoas conseguirem um crescimento ainda maior.
Mas acredito que as pessoas que se destacam, não são mais inteligentes, dotadas de uma inteligência superior, ou tem talentos que outras não tem. Na maioria dos casos, essas pessoas “apenas” são mais esforçadas e dedicadas, elas estudam, treinam e se focam no que querem. Não é algo “mágico” que faz elas se destacarem, mas sim o esforço individual.
E falando sobre as olimpíadas, se o atleta deu o melhor dele, treinou, se esforçou, e conseguiu o bronze, acho legal que ele considere este bronze como um ouro para ele =). O ouro quer dizer que naquele momento ele foi melhor que todos os outros que estavam competindo, mas acredito que as o importante é você dar o seu melhor e não ser melhor que os outros.
E a discussão sobre a Veja, aos que acham que a revista é um “lixo”, lembrem-se que do lixo tem muitas coisas que podem ser aproveitadas/recicladas. E aos que gostam da revista, este texto que o Akita postou aqui é um ótimo texto que nos permite uma reflexão/debate saudável e enriquecedor!
ps: gostei do exemplo do Valério ^^
Valeu pelo texto Akita!
Bem, com relação aos investimentos no esporte, lembre-se que muitos estão sendo questionados quanto aos seus verdadeiros destinos, já que a alegação da maioria dos atletas olímpicos é de que eles não recebem nem vêem este dinheiro ou seus frutos no dia-a-dia.
O Pan do Rio de Janeiro foi alvo de inúmeras denúncias de superfaturamento por parte do COB e suas contas até o momento não fecharam.
Acho que o artigo, apesar de uma motivação positiva, possui uma argumentação, no mínimo, infeliz. Bom, não era de se esperar outra coisa de uma publicação onde trabalha um sujeito do naipe do Diogo Mainardi.
Valério, acho que eu fui infeliz ao fazer o comentário em relação à revista e não ao artigo. Concordo com você que, independente de gostar ou não da revista, ela pode ter algum ou outro conteúdo que se salve. Com certeza, não devemos julgar antes de conhecer o conteúdo, pois isso seria preconceito e não foi essa a minha idéia.
Bem, comentando sobre o artigo: concordo com algumas coisas e não com outras. Também acredito que na maioria das vezes somos estimulados somente a fazer o suficiente. Entretanto, isso não quer dizer o que importa é somente ouro e que uma medalha de bronze ou de prata não significam nada. Será que quem fica em segundo ou terceiro lugares é um fracassado?
Além disso, será que os fins justificam os meios? Ou seja, para ganhar um oura, vale qualquer coisa? O percurso importa sim, pois dependendo da maneira como é conduzido, ele pode manchar o resultado obtido lá na frente.
Sobre o investimento em edução, concordo que muita coisa precisa ser melhorada, até mesmo como a citada atenção aos alunos “superdotados”. Poderiam começar pela revogação da “progressão continuada” implantada pelo Sr. Gabriel Chalita, que transformou um conceito interessante em “aprovação automática”…
Não sou fã da Veja. Já vi muitas reportagens com conteúdo escrito por quem não entende do assunto.
Mas creio que o ponto é a cultura do “estudar para passar”. O culto a mediocridade está instituído no Brasil. Não é uma coisa superficial, mas institucional. É cultural!
Prova disso foi a repercussão que o seu post “Seja Arrogante” gerou há um tempo.
É uma pena.
Abraços,
Flávio
Definitivamente o senhor Gustavo Ioschpe deve passar mais tempo em outros países e conhecer todo tipo de pessoas neles para poder dizer “somente no Brasil tal coisa ou a outra”
Definitivamente eu acho que o Brasil não é um pais mediócre é que sempre quer o melhor. Por exemplo, em muitos outros lugares um Barrichello seria considerado um ídolo ou uma medalha de bronze no futebol seria considerada um bom resultado, mas no Brasil não. No Brasil o resultado tem que ser o melhor possível e a gente acredita que um piloto de formula 1 pode chegar a mais e que um time de futebol também, então não nos contentamos com outra coisa que com o melhor resultado. Isso se repete para muitas outras coisas.
Alguns resultados que puderam ser melhores nas olimpíadas foram comemorados porque o Brasil acreditou que o atleta deu o melhor de sim e que esta em bom caminho para chegar a ser o melhor. Nesses casos me parece que o melhor e motivar a pessoa e dizer um: Valeu! Foi o que o Brasil fez.
Sobre os estudos e tal, acho que o autor esta vendo muito o lado pessoal. O brasileiro em geral é uma pessoa que valora muito a relação humana. Eu sou uma pessoa que muitas vezes deixei de passar tempo com minha familia ou amigos por exemplo para dar uma estudada ou realizar um trabalho a mais ou algo similar com minha profissão, para me tornar um melhor profissional e ganhar mais dinhero e tudo isso. Mais… sera que valeu a pena? Sera que passar uma hora mais estudando para uma olimpiada de mátematica vale mais a pena que passar um tempo com minha namorada, jogar um futebol com meus amigos, fazer um churrasquinho com a familia?
Claro, eu sei que tem muita gente que não gosta da revista :-) Por isso mesmo, propositadamente, fiz questão de colocar na primeira linha para acontecer o que eu imaginei o que aconteceria: muitos comentários apenas ao preconceito e poucos em relação ao conteúdo.
A maioria deixa de ler as coisas baseadas em preconceitos iniciais, e sequer deu consideração ao texto que – sim – tem relevância. Por exemplo, no meu ponto de vista, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim não são confiáveis. Também não tenho dados empíricos mas se for apenas pelo “eu ouvi falar”, então esta colocação também vale.
Também não tem nada a ver dizer ‘está errado porque eu conheço um caso que …’ porque a exceção não é a regra. O Gustavo está falando em geral, e é inegável que é real.
Agora, independente de quem é o autor e qual o veículo do artigo, esperava ver mais discussão sobre o conteúdo, que é a parte relevante do assunto.
Especificamente no nosso mundo de tecnologia, é a reação que eu vejo na maioria (veja que eu não disse "todos"). A maioria que ser “funcionário”, saber apenas uma coisa, fazer essa mesma coisa, ter horário fixo e virar as costas para tudo que é novo ou que ofende seu status quo. Poucos se arriscam, poucos investem em cultura, poucos encaram seu ofício como algo que gostam em vez de algo que tem simplesmente obrigação de fazer, todo mundo reclama mas poucos tem idéias e soluções. Esse é o objetivo desse texto, um wake up call.
Aliás, interessante o ‘diga-me o que lês e direis quem és’. Espero que ninguém faça ao pé da letra tudo que lê ou ficarei com medo de quem lê um simples gibi da Mônica. Leitura é necessariamente seguida de uma fase de “interpretação”. Leitura que é seguida de dogmatização não é leitura, é lavagem cerebral :-P
Falando sério: a busca pela excelência tem que ser algo constante. Como eu já havia dito num outro post não, não significa que para eu ser o ouro, tenho que dar um jeito de puxar o tapete do outro para ele ser prata. Obviamente não é esse o conceito.
Precisamos ser “ouro” no dia a dia no sentido de não aceitar nada menos do que o melhor possível. E isso pessoalmente. Hoje eu posso estar em alguma situação que não é boa, mas isso tem que mudar e não nos conformarmos com ela. Amanhã precisamos estar melhor do que hoje.
Ajudar os outros na mesma comunidade faz parte disso: ao contrário do pensamento primitivo de “puxar o tapete”, você dá um passo à frente toda vez que ajuda os outros a andar para frente também. Muitos “seguram” conhecimento com medo do outro aprender e você se tornar dispensável. Esse é outro problema: você só se torna dispensável se não consegue evoluir mais. Como é muito mais cômodo ficar no mesmo lugar, daí vem o conceito de “puxar o tapete”, e os que são “bem sucedidos” fazendo isso não são “ouro”, são o fim da fila que estão com os dias contados, porque é certeza que cairão em breve.
Tudo bem Diego Carrion. Só complementando o último parágrafo do seu comentário que mostra que fica a dúvida do será que vale a pena ou não o aprimoramento profissional ao invés de curtir mais a vida, família e relações pessoais.
Eu prefiro achar que a solução está em dosar um pouco de cada, mesmo sabendo que é uma tarefa difícil. Se a pessoa simplesmente abandonar as amizades, família, lazer, chega uma hora que as tarefas profissionais que ela estiver envolvida tornam-se sem sentido, chatas e não causará mais entusiasmo para seguir em frente.
Por outro lado focando-se somente nas relações pessoais você poderá passar por situações em que tenha que continuar preso a trabalhos no qual não se identifica porque não procurou se aprimorar para conseguir coisas melhores.
Parece que o dilema aumentou ainda mais, por isso vou fechar com os seguintes comentários:
É complicado achar esse meio termo, mas em última instância, a decisão é pessoal, toda decisão terá suas consequências e o único culpado e responsável é quem a tomou.
Para facilitar o entendimento, quem tomou a decisão de se focar na família, não venha reclamar (pelo menos para mim), que deveria está em uma condição melhor, deveria ter uma melhor qualidade de vida no sentido de poder fazer mais viagens, etc.
No caso de quem optou a se focar no mundo profissional anulando o mundo pessoal. A recomendação é a mesma, não venha reclamar no futuro que não participou da vida dos filhos, que se arrepende por não ter visitado mais vezes os avós enquanto estavam vivos, etc.
E pra quem decidiu dosar, buscar o meio termo, não venham reclamar que isso é uma atividade cansativa, que é difícil dosar, que não sabe mais como manter essa vida dupla, etc.
Enfim seja qual for a opção escolhida, vamos assumir nossas responsabilidades, alegrias e dores.
Vamos deixar de se lamentar. Vamos ter mais alegria ao ver o outro crescer, pois ele servirá de espelho sobre que devemos fazer para chegar até o ponto onde ele está. Mesmo que nunca encontremos a fórmula do equilíbrio é preciso que continuemos tentando. Essa tentativa que parece eterna não significa sacrificar a vida, significa renovar o significado dela. O comprometimento com a vida sadia (coloco sadia como antônimo de medíocre) implica também em aprender a hora de agir, acelerar, frear, parar por muito ou pouco tempo, desistir, entre diversos outros dilemas que passaremos, mas acima de tudo implica também em aceitarmos as consequências geradas por nossos atos e evitar que nossas frustrações gerem frustrações nos outros.
Eu tenho um exemplo da minha mãe que é funcionária pública (professora). Ela sempre tenta criar novidades para que os alunos se empolguem e estudem mais. Ás vezes algumas professoras falam: “Mulher você é muito besta, fazer todo esse trabalho!”. A minha mãe sempre rebate: “Foi o trabalho que escolhi fazer e quero fazê-lo da melhor maneira, mesmo sabendo que uma boa parte dos funcionários não são comprometidos e recebem a mesma quantia que eu às vezes sem sequer frequentar a escola. Mas claro que tento fazer o melhor dentro dos meus limites, não chego a sacrificar minha saúde querendo perfeição”.
Partindo desse ponto de vista, se não for possível evitar essas atitudes, ambientes ou programas com o perfil de nivelar pela média, que pelo menos não atrapalhem, não aporrinhem, não prejudiquem, não impeçam, não menosprezem quem realmente tenta fazer a diferença no meio em que vive, seja familiar, profissional ou ambos.
Um abraço a todos. Parabéns Akita pelo post.
Concordo com você Valerio, a decisão é pessoal e por tal motivo eu tento não criticar as pessoas da minha área que não se esforçam tanto como eu.
Eu sou uma pessoa que muitas vezes sacrifico todo tipo de experiencias (viajes, saídas, familia, etc) por dedicação a minha vida profissional. Não reclamo disso porque gosto do meu trabalho e do que eu faço. Porém, não sei se algum dia vou me arrepender de não poder ter largado algumas coisas em favor de outras.
De qualquer jeito, não me parece justo chamar de mediócres as pessoas que não se esforçam o tanto que eu gostaria nas coisas que eu gostaria.
Somente para terminar, gostaria também por exemplo que nos jogos de quinta feira não me preocupasse tanto em ganhar e pudesse curtir mais o fato de estar jogando com a galera, tal vez assim não terminaria estressado alguma vezes :P
Meu primeiro comentário no blog. Parabéns pelo post, adoro off topics como este.
Neste ponto da critica …
"
Não temos apenas carências materiais a nos complicar a vida: temos uma cultura que abomina a competitividade, desconfia dos vitoriosos e simpatiza com os fracassados .."
Concordo em genêro, número e grau.
Para quem já leu “A Força dos Modelos Mentais”, fica claro aqui que temos um problema de um modelo mental dos brasileiros que é inadequado a competividade e deixa a gente perder várias boas oportunidades para paises mais competitivos.
E isso não é culpa dos outros é culpa nossa mesmo, que não levantamos a discussão para que aos poucos possamos perceber o que há de errado entre nós e os paises competitivos. Devemos ir modelando nossas mentes e as das novas gerações para a competição, assim como a cultura americana idolatra os vencedores. Nossos filhos que se beneficiarão de uma mudança de cultura e modelo mental nossa, pois isto é um processo de longo prazo que deve ser iniciado por todos nós. Exemplo prático: prepare seu filho ou vc mesmo, para ser o melhor aluno, ter as melhores notas, ser o melhor no esporte que pratica, ser o melhor empresário ou ter o melhor emprego, ser o melhor programador por exemplo .
Coloque datas e estabeleça um planejamento, encarando o que foi proposto, como metas de vida.
Pronto, neste processo seu modelo mental e o do seu filho por exemplo vão mudar, que por sua vez, vai mudar outra lá na frente. Assim se uma grande maioria se propor a fazer isso, daqui algumas gerações teremos um pais mais competitivo tanto no quesito empresarial como esportivo.
Parabéns ao jornalista e ao Akita novamente por levantar essa discussão. É desta maneira que começamos a mudar.
@Diego acho que você não interpretou corretamente, apesar disso estar claro. Em nenhum momento nem eu e nem o Gustavo estamos automaticamente chamando todos aqueles que não fazem sacrifícios monumentais de medíocres. Muito pelo contrário, qualquer um que esteja fazendo esforços está tentando sair da média.
A crítica vai diretamente àqueles que, tendo condições de melhorar, não o fazem! Por isso minha ênfase nos “batedores de cartão” – não estou falando do trabalhador comum em geral, mas sim daqueles cujo máximo para sua própria vida se resume a ficar na mesma rotina estável.
Durante minha carreira cruzei com dezenas de tipos como esses. São os tipos que empurram os problemas com a barriga, que escondem a sujeira embaixo do tapete, que inclusive fazem esforço para nadar contra-a-maré: os puxadores de tapete que fazem de tudo para derrubar aqueles que querem inovar, fazer mudanças, melhorar as coisas.
Basta olhar ao seu redor: garanto que existem vários olhando para você neste exato momento :-)
Fábio,
Gostei muito do texto. Claro que sempre devemos ponderar o que acabamos de ler, enfim, exercitar a visão crítica.
Hoje mesmo convidei meus colegas de trabalho para um bate-papo técnico para trocarmos idéias e experiências e falarmos sobre novidades da área de TI em geral. É uma forma de levar nosso conhecimento ao próximo nível: Não gosta de tal aspecto da empresa? Trate-a como se fosse sua e apresente uma solução de mudança. Dessa forma não só a empresa ganha, mas nossas carreiras também.
Parabéns por ter levantado esse questionamento!
Olá,
Eu diria que a verdade muitas vezes machuca e, embora eu não goste de tudo que leio na Veja, como também em outras publicaçõs, acredito que realmente precisamos rever alguns métodos que estão, e sempre estiveram, sendo aplicados a nossas crianças e adolescentes.
Abraços e fique na paz.
Fabio, me disculpa se entendi errado mas no teu ultimo comentario voce fala sobre melhorar:
“A crítica vai diretamente àqueles que, tendo condições de melhorar, não o fazem!”
e na intruducao sobre ser o melhor:
“Ninguém busca o 10”
“Ninguém busca o melhor emprego”
Nao sei se voce concorda comigo mas existe diferenca entre tentar ser melhor a cada dia e tentar ser o melhor. Eu conheco pessoas que sempre tentam estar melhorando mas nao necessariamente desejam chegar a ser o melhor em tal coisa, como tambem conhezo pessoas que nao se interessam em melhorar.
Eu concordo com voce que as pessoas devem pensar em melhorar em quanto for possivel. Minha critica ia sobre o fato de criticar as pessoas que nao procuram ser as melhores, que podem ser conformar com um 8 e nao necessariamente um 10, que estao contentas por ter conseguido um melhor trabalho, mesmo esse nao sendo o melhor possivel.
Antes de que esqueza, por que o Gustavo diz que o Brasil e um pais que simpatiza com os fracasados? Tenta pensar em alguma coisa que fundamente tal afirmacao mas nao consegui achar nenhuma.
E sobre aquele tipo de pessoas que voce descreveu nos paragrafos, eu odeio eles e acho que devem tomar pelo menos um hey marine por dia :D
http://www.youtube.com/watch?v=h8-XaxH9uTw
@Diego diferentemente de vc eu não odeio ninguém. Nem acho que alguém mereça um surdão, por mais mala que seja, hahahahah!
Sucesso para mim por exemplo, é o Brasil conquistar ouro nas modalidades que pratica, é ganhar em competitividade tecnológica perto de outros paises emergentes ou mesmo de primeiro mundo, etc … ou seja, é ser o MELHOR no que se propõe a fazer.
Como o ‘modelo de sucesso’ que eu carrego comigo se assemelha bastante a do jornalista, e a de várias pessoas de paises de primeiro mundo que eu conheço, fica muito fácil para mim entender e concordar com a argumentação do artigo.
É muito dificil vc enchergar qualquer coisa que fundamente a afirmação que o jornalista fez , pq seu modelo de sucesso é outro.
Vc não tá errado, nem certo, muito menos eu, ou o jornalista. O que acontece aqui é que estamos em 2 mundos diferentes, com visões diferentes e por isso não chegamos a um lugar comum. É preciso criar uma ponte entre esses 2 mundos para que possamos dialogar pq senão vamos ficar discutindo pela eternidade…É muito fácil para concordar com posições como do Fábio ou a do jornalista pq estamos no mesmo ‘mundo’.
Antigamente eu era um XIITA e defendia meus pontos de vista com unhas e dentes, e odiava muito também. Depois que eu comecei a fazer um treinamento comportamental, e lendo alguns livros, como “A força dos modelo mentais” que eu citei, minha visão de mundo e pessoas mudou totalmente.
Me senti como o Sr. Selvagem do “Admirável Mundo Novo”, outro livro praticamente obrigatório para quem gosta de ficção.
A dica que eu deixo aqui para vc @Diego, é que não odeie.
Grande abraço.
Entao Luis Gustavo eu tento nao odiar alguns tipos de pessoas mas ate agora nao consegui deixar esses sentimenos de lado, e algo que devo melhorar :P
Assim como odeio muitas coisas, tambem amo muitas outras, como por exemplo minha profissao e o Brasil, o que sao minhas principais motivacoes para tentar melhorar cada vez mais. Gostaria muito de algum dia ser reconhecido como um dos melhores desenvolvedores do mundo e que possam dizer: “Nossa esse cara é foda e ele é do Brasil”.
Eu tento muito, muito mesmo chegar no meus objetivos, mas quando chegam alguns dias que eu posso escolher entre ficar em casa estudando/trabalhando ou sair dar um role com uns amigos, as vezes escolho sair com meus amigos. E se amanha for num torneio de programacao e perder uma medalha para uma pessoa de outro pais, no vou me sentir um fracaso nem uma pessoa mediocre, muito menos acho que o pais deve carregar com minha derrota e generalizar.
Eu sei que nem voce nem o Akita nem as outras pessoas que comentaram falaram sobre o que mencionei sobre a derrota e tal, mas o autor do artigo sim. O autor do artigo da a entender que o Brasil é um pais mediocre e que simpatiza com os fracassados. E justamente isso com o que eu nao concordo. Eu me sinto muito orgulhoso de ser brasileiro porque acho que é um pais muito ganhador. Em todas ou quase todas as coisas que eu gosto existe um brasileiro entre os melhores do mundo, muitos brasileiros lutam para ser o melhor do mundo em alguma coisa, e muitos conseguem.
O autor do artigo gostaria de ver mais brasileiros la encima? Sim. Beleza, eu tambem gostaria. Ta, entao eu acho que ele deveria escrever um artigo incentivando o povo brasileiro, fazendo entender as pessoas e demonstrando que a historia do Brasil esta cheia de sucessos e de excelentes pessoas, que o Brasil é um excelente pais e deve ser amado, e por tal amor elas deven tentar dar o melhor de elas para fazer do Brasil um pais cada vez melhor. Eu acho que o autor deviu ter feito isso e nao ter chamado o pais de tal e tal coisa.
PS: Vou dar uma olhada nesse livro “A força dos modelo mentais”, parece interessante.
Mestre Akita, estou 100% de acordo com o post. Aliás, sSe você tivesse colocado o seu nome como autor do texto eu não teria adivinhado que se tratava de outro autor. :)
E, by the way, só um tremento tosco para rotular uma revista inteira por conta dos escritos de um jornalista ressentido.
@Diego, realmente o livro é muito bom. Leitura fácil com argumentação cientifica e pesquisas por trás comprovando alguns pontos de vista.
@AkitaOnRails, deixo a sugestão para que o próximo off-topic cite alguns livros que vc anda lendo e alguns que leu e gostou.@Luis de fato, eu quase não escrevo sobre o que leio, mas de curiosidade: acabei de reler o Linked, de Albert-László Barabási. Acho crucial que todos leiam este livro, principalmente se tiver um pé em matemática. Estou relendo o The Long Tail, Chris Anderson.
Akita, obrigado por ter postado esse texto. E ele reflete o que acontece no seio da nossa nação. O nosso problema, como muitos já falaram é a nossa cultura. Se desejamos ter um Brasil melhor, é preciso começar a mudar a cultura. Como fazer isso? “Contaminando” a nossa cultura com elementos que, a longo prazo, revertam essa situação. Mas isso envolve três grandes fatores que não são nada fáceis de mudar: governo, educação e mercado (business). E um depende e influencia o outro. O que mais me deixa grilado é que nós temos talento. Mas infelizmente, talento não é tudo. Tem que ter garra, persistência e trabalho duro. Mas não é isso que o nosso povo quer no momento. Como texto diz, trabalhando para pagar as contas e bebendo uma cervejinha na sexta-feira com os amigos, tá valendo!!!
Obs: Uma classe poderosa no Brasil que poderia mudar essa situação são os empresários. Afinal de contas, o governo depende muito mais deles do que eles do governo. Mas infelizmente eles não acordaram para essa realidade e também são a classe mais desunida que conheço. Quem sabe não mudo isso em um futuro próximo….rsrsrs
Obs: A cultura no Brasil é feita pela Rede Globo. Os principais agentes disseminadores: novela, novela e novela!!!!
Um abraço!
Muito bom o post.. concordo plenamente.
recebemos no endereço Av. Nações Unidas 11633 seu certificado renovado do PMI.
gostaria de saber como devo encaminha-lo para você.
contato:
lucianaheringermartins@yahoo.com.br
mediocres são importantes para trabalhar para nós.
“Acreditamos que o sofrimento do percurso redime o fracasso da chegada, ao contrário dos países que dão certo, em que o sucesso do resultado é que redime o sofrimento do percurso.”
Akita, a única causa que vejo para tal situação é a nossa moral cristã, que fornece os memes da nossa atitude derrotista e do nosso culto a mediocridade. Como esse assunto poderia causar uma flame war religiosa apenas recomendo a leitura da obra do sociólogo Max Weber: A Ética protestante e o espírito do capitalismo. Leia e tire suas conclusões.
“Enquanto prepararmos a futura geração para que escolha entre o sucesso e a felicidade, o Brasil permanecerá sem os dois.”
O autor usa a palavra felicidade não no conceito trivial, mas sim com o significado de fuga de responsabilidades. Discordo do autor porque acredito o caminho para a felicidade é uma opção pessoal, mesmo que essa felicidade seja a felicidade tipo “Homer Simpson”. Ademais, precisamos de pessoas competentes talvez mais que em qualquer época da nossa história. A nossa próxima crise será de confiança: não confiaremos em ninguém 100% já que quase sempre o critério será o menos ruim". Estaremos fadados a escolher o médico menos ruim, a escola menos ruim, o restaurante menos ruim e se contentar com isso? Se ninguém assumir o ônus de tentar ser melhor no que faz isto irá acontecer.Deixando de lado a questão da credibilidade da veja, não qual concordo plenamente com que já foi citado, de que a dita cuja
é manipuladora e imparcial..
Vamos analizar a questão da mediocridade a que se refere o Brasil possuir em sua formação ..
É fato que em geral muitos no Brasil consideram como modelo de referencia os EUA, e pelas suas descrições acredito que você o considere como um “País Vencedor” ..
No inicio de suas afirmações eu entedi que você se refere
basicamente a duas areas : Esportes e Educação ..
Voltando à questão da média, se você pesquizar direito
verá que lá, o cidadão nato, é mediocre e mau-informado..
A começar que a maioria só fala uma lingua, enquanto no brasil cresce dia-a-dia o numero de brasileiros que falam pelo menos duas..
Até pouco eles mal sabiam o nome da capital do brasil, que dirá do resto do mundo..
As grandes mentes a que voce se refere, e que penso,
você as localiza lá, em quase sua totalidade foram importadas..
Vale lembrar que Einsten era Alemão, na M$ dizem que em torno de 50% são Indianos, os se dividem em Alemães, Japoneses, Chineses e até alguns Arabes (Iranianos) (afinal foram Arabes que desenvolveram a matematica )
A cidade mais propera e culta da idade média era muculmana e ficava na Espanha..
Posso citar que em laboratórios e grandes empresas de
lá estão nossas mentes brilhantes (brasileiros) desconhecidos aqui no brasil..
Então na questão da Educação eu não diria que eles são vitóriosos, com tanta enfase, e sim regulares e expertos ao importar os celebros que lhes faltam..
Há sim no quisito esperteza e truculência nas relações internacionais eles são PHD ..
Na area dos Esportes, eu concordo que eles tem uma herança (DNA) física muito para a conquista de medalhas olimpícas, mas mesmo nessa area eles de vez em quando usam a esperteza, em de seguir as regras do jogo..
Acho que todos se lembram dos casos de doping dos dois corredores de lá um no masculino outro no feminino, e que eram aclamados como grandes vencedores..
Acho que vocês já ouviram falar, que laboratórios de lá estão desenvolvendo drogas que transformam qualquer um em “atleta vencedor” e não são detectadas nos exames !!
Estamos cansados de assistir eles inventarem regras para "resto do mundo " que eles mesmo não obedecem..
Em muitas areas do comercio internacional se eles retirassem sua barreiras protecionistas, seriam com certeza grandes perderos..
Então o que os fazem vencedores ?
Sem sombra de dúdiva o poderio militar, a experteza e a metira repetida varias vezes até que seja aceita como verdade !!
O poder economico é apenas uma consequencia do poder
militar que impõe suas ideias e condições..
Muitos dirão e o Dollar ? moeda forte !!
Quem investigar direto, se baseando nos mesmos fundamentos da economia que eles cobram do “resto do mundo”, verão que a moeda de lá, anda a muitos anos, sem lastro que lhe garanta o verdadeiros valor…
A deficit interno de lá ocasionado pela emissão de moeda sem lastro, é com certeza o maior do mundo !!!
O dolar vale o quanto o resto do mundo é forçado a acreditar que ele vale..
Só que isto está mudando rapidamente ………
E como acredito que você e um grande estudioso verá grandes semelhanças entre o Império de lá com o antigo Império Romano ..
O velho paradigma, ainda continua forte, quem pode mais,
Esparta ou Atenas, a “Força e a Esperteza” ou a “Inteligência e a Etica” ???
As vezes a esperteza deles é contestável, pois recente,
o mundo todo foi forçado a acreditar que ivasão do Iraque aconteceu por causa de armas de destruição em massa e também pelo 11 de setembro..
Só que até o presente momento, eles, não conseguiram provar nem um, nem outro..
Nos sabemos que o motivo foi puramente economico, ou seja, dominar o petroleo..
Mas, vejam só, gastaram um baba, guerra moderna custa caro, e até agora não se sabem de qualquer lucro das empresas petroliferas de lá, advindo do resultado da invasão do iraque ..
Em consequencia disso desencadeou uma crise no sistema financeiro de lá, que ainda não tem pespectivas de termino…
A gente tem mania de reclamar das escorregadas no português do Lula, mas, se você procurar traduzir os discursos do presidente deles, e também os comentários dos jornalistas de lá, verá, que mesmo com time de acessores que lá tem, o G. B. é bem fraco, eu acho que o nosso é bem melhor..
Bom, agora é hora de concordar, concordo, quando voce diz que aqui tem pouca atenção aos superdotados e as
nossas grandes mentes..
Mas, acho, também, que é a falta de dinheiro e distribuição de renda, que em ultima analise foi de certa forma imposta por eles ao corroperem nossos governantes e a 40 anos atrás induzirem o golpe militar aqui e em outros países da américa latina..
Há sim, estava me esquecendo, antes eles mataram o presidente deles, que se atreveu a ser moderado e a dizer em ajudar america latina, desistir das gerras (vietinã e gerra fria com a russia e cuba) e procurar a paz e o concenso…
Ao Brasil só esperar que passe, essa geração de lideres, que se formou na corrupção e na exploração ..
Pode acreditar quanto as regras do jogo são honestas, os brasileiros, estão sempre lá entre os primeiros do mundo !!
Sem medo de errar, e é dificil de encontrar que prove o contrário, digo que o Brasil já é uma grande Nação e os brasileiros são um povo heterogênio, mas altamente competitivo..
Em muitos lugares do mundo, sobrevivem as condições mais adversas, que muitas vezes parecem perderes,
mas, se for ver de perto, vai concordar comigo, são mais que vencedores, são " brasileiros e não desistem nunca !!"
Não acredito na Elitização dos nossos gênios, mas no investimento e no reconhecimento do trabalho que eles desevolverem em favor do povo brasileiro e do mundo…
Grato pela atenção .Onofre Jr.
Se você realmente acredita em buscar o 10, não sei o que está fazendo aqui ainda no Brasil… Você tem potencial para trabalhar fora, num Google da vida e/ou outra startup…
Não me venha com ideologias de ajudar o Brasil, ou que sua empresa te dá condições, tem gente boa, etc (eles sao capitalistas acima de tudo). More no exterior uma vez e entenderá o que eu quero dizer. Aprenda uma cultura nova, conviva com pessoas que pensam diferente de você. Família e amigos aguentam esperar uns 2 anos – hoje tem internet e vc vai ficar até mais próximo deles. Aproveite enquanto é jovem e tem energia. A vida e as oportunidades passam e estes momentos únicos tem hora para ser aproveitados e a sua hora é esta… pense nisto :)
Extremamente limitada e preconceituosa a argumentação sobre a suposta mediocridade intrínseca da sociedade brasileira, exposta pelo autor. É óbvio que todos os basileiros querem o melhor pra si e para o país e não pensam em outra coisa.
Sempre fica muito óbvio quando assistimos as olimpíadas quais deram o melhor de si e quais não. É claro que todos querem melhores empregos, mas qualquer imbecil entende que tipo de emprego deve buscar de acordo com as suas ATUAIS qualificações. Quem não quer tirar 10, afinal de contas?
A história tem algo a dizer: A aversão à competição e ao destaque dos inteligentes é na verdade combinação de aversão ao trabalho duro (cozinhada na mente dos brasileiros desde os primeiros colonos), resquicios do socialismo latente na mente dos educadores dos últimos 50 anos e o trauma dos sucessivos regimes corruptos de espertalhões criminosos que assolaram a política brasileira desde o descobrimento.
Não estou tentanto perdoar a sociedade brasileira por conta de sua herança cultural.
Acredito no que um outro comentário já foi dito, se o que o autor quer é mais resultados, mais evolução, escreva um texto mais positivo que valorize o trabalho duro, que enalteça os benefícios da economia de mercado, da meritocracia, que denuncie nossos próprios atos corruptos e defenda as leis.
Acusar a sociedade brasileira de querer ser medíocre não tem efeito algum, porque além de ser uma generalização mentirosa não aborda os verdadeiros problemas de identidade cultural do povo brasileiro.
Sugiro que leiam Milton Santos.
A quem importa que o Brasil tenha mais medalhas de ouro? Países que impõe essa clara diferenciação entre os “inteligentes” e os “medíocres” comemoram mais ouros e mais problemas psicológicos. Parece ser bem simples que marcar crianças como melhores que outras é bom só pra minoria.
Eu não me importo com um status que não consigo atingir. Eu faço minhas próprias metas, vencendo não a outros, mas ao eu de ontem.
O mundo ideal do autor é aquele no qual eu me auto-flagelaria para me tornar, através de trabalho extra, melhor do que os que nasceram mais inteligentes que eu. Mas a quem isto beneficiaria, senão à própria sociedade?
A quem importa que o Brasil tenha mais medalhas de ouro? Países que impõe essa clara diferenciação entre os “inteligentes” e os “medíocres” comemoram mais ouros e mais problemas psicológicos, mais suicídios, sim! O autor está ciente de que a solução que propõe não é válida, mas continua defendendo no decorrer do texto. Parece ser bem simples concluir que marcar crianças como melhores que outras é bom apenas pra uma minoria, talvez nem para ela.
Eu não me importo com um status que não consigo atingir. Eu faço minhas próprias metas, vencendo não a outros, mas minhas próprias limitações.
O mundo ideal do autor é aquele no qual eu me auto-flagelaria para me tornar, através de trabalho excruciante, melhor do que os que nasceram mais inteligentes que eu. Mas a quem isto beneficiaria, senão à própria sociedade que me julga?
Já vivemos a ditadura da beleza, agora existe até quem advogue a ditadura da inteligência… O Brasil precisa sim resolver seus problemas, mas que tal propor soluções que realmente melhorem a vida das pessoas, e não apenas alimentem estatísticas!
Já vivemos a ditadura da beleza, agora existe até alguém que advogue a ditadura da inteligência… O Brasil precisa sim resolver seus problemas, mas que tal propor soluções que realmente melhorem a vida das pessoas, e não apenas alimentem estatísticas!