Depois do anúncio de ontem da Apple com o Roadmap de Software do iPhone, muitos pundits ainda tem negativismo em vista. Mas são as pessoas que nunca se darão por satisfeito. Quando o iPhone foi lançado vieram as críticas: faltam recursos, não tem GPS, não tem flash, a câmera precisa de mais megapixels.

Tudo isso se provou irrelevante e apesar das negativas, o iPhone teve um crescimento meteórico ao longo de meros 8 meses, abocanhando o mercado a largas dentadas e deixando os concorrentes desorientados. Todo mundo está correndo atrás do próprio rabo.

A última grande crítica eram os aplicativos. Pois bem, ontem a Apple respondeu e em praticamente tudo superou até mesmo as expectativas dos mais positivos, entregando muito mais do que o esperado. Acham que os pundits ficaram satisfeitos? Claro que não.

Todos já se conformaram que Palm, Symbian, Windows Mobile não serão páreos para o iPhone, a última grande “esperança” é o Google Android. Mas eles falham em entender que o Android não será concorrente ao iPhone também.

Em mais um de seus artigos esclarecedores, Daniel Eran Dilger explica porque neste momento do mercado o iPhone não tem nenhum concorrente à sua altura. O principal é o seguinte: a Microsoft é uma empresa de Software; o Google é uma empresa de serviços. A Apple é a única que tem a cadeia inteira no seu controle: hardware, software, design, distribuição, varejo, rede online.

A segunda grande coisa é o seguinte: não é interesse do Google concorrer com a Apple e sim com a Microsoft. Os objetivos da Apple e do Google estão mais ou menos coerentes entre si, o que os torna mais aliados do que rivais. A Apple não tem portfolio que cruza com o Google e vice-versa. Quem está tentando sobrepujá-la (mas está fracassando categoricamente) na área de procura online, redes sociais e serviços online é a Microsoft.

E finalmente, por que adotar Linux em celulares não tem nada a ver com liberdade e tudo a ver com custos baixos (US$ 0.00). Acompanhem a tradução do artigo do Daniel:

Apple’s iPhone vs Smartphone Software Makers

Daniel Eran Dilger

Nos negócios de smartphones, a Apple é como a Microsoft combinada com a Motorola e a RIM; ela fatura em software, hardware e serviços. Ela também ganha no varejo com acessórios e venda de software e mídia, e recebe de volta de seus parceiros de serviço. Outros fabricantes de hardware não conseguem competir com a Apple em todas essas áreas porque estão todas em posições fixas como peões dos provedores móveis.

iPhone da Apple vs Outros Fabricantes de Hardware Móvel: 5 Motores de Receita

Mas e quanto a puros fabricantes de software? Será que a Microsoft ou o Google ou a comunidade open source entregariam uma versão equivalente boa o suficiente das funcionalidades do software do iPhone para possibilitar fabricantes de hardware genéricos de correr atrás da mesma maneira que a Microsoft portou tecnologia não patenteada dos Macs para o PC no fim dos anos 80? Aqui vai uma análise das ameaças que os fabricantes de software de smartphone representam, e quão bem o iPhone será capaz de competir contra eles.

Windows Mobile vs o iPhone.

A Microsoft tem desesperadamente tentado duplicar seu monopólio de PCs Windows entre fabricantes de PDA e celulares, mas depois de 10 anos investindo no desenvolvimento do WinCE, ela não encontrou nada senão extremo fracasso, com prejuízos anuais regulares chegando aos bilhões. Seu negócio de Windows Mobile tem sido passado para trás pela RIM e Apple, ambas que entraram nesse mercado apenas recentemente. Por que a Microsoft não conseguiu fazer seu modelo de PC funcionar no mercado de dispositivos handheld?

Para quem não sabe, a Microsoft só consegue faturar em licenças de software, extraindo uma taxa do lucro de seus parceiros fabricantes. A Apple ganha o lucro todo da manufatura com o iPhone. No ano passado, a Apple faturou o equivalente a 1 terço da receita da Microsoft e 1 quarto de seus lucros apesar de ter somente cerca de 5% da fatia do mercado de PC. Claramente, existe muito dinheiro em hardware.

A Microsoft não consegue nada disso somente com licença de software. Ela também não ganha nada de outros centros de lucro de smartphones da Apple: lucro de varejo, parcela de receita de serviços, venda de acessórios, venda de software e mídia. Enquanto a Apple expande com sucesso seu negócio com software, a Microsoft é incapaz de faturar no negócio de hardware para consumidores.

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Monopolizando o Mercado.

A única maneira da Microsoft competir somente com software é monopolizando o mercado. No mundo PC, a Microsoft teve sucesso prevenindo o desenvolvimento de sistemas operacionais rivais, tornando-a capaz de emparedar o mercado e fornecer somente produtos de software que os fabricantes de PC poderiam licenciar para oferecer máquinas que rodam as aplicações existentes.

A Microsoft usou seu relacionamento com a IBM para espalhar sua plataforma MS-DOS nos anos 80, então puxou o tapete da parceria do OS/2 com a IBM enquanto bloqueava o desenvolvimento e venda de distribuições alternativas de DOS para estabelecer o Windows nos anos 90. Uma vez que isso aconteceu, a plataforma DOS de PC foi levada à plataforma Windows, e os fabricantes de PC foram deixados somente com um único sistema operacional para licenciar e nenhuma opção rival que conseguiria rodar software Windows. Os fabricantes de PC também assinaram contratos exclusivos de licenciamento com a Microsoft que preveniam qualquer novo rival de encontrar um mercado.

Esse modelo funcionou bem para a Microsoft pelos anos 90. Entretanto, particularmente desde 2001, a Microsoft tem tido problemas em acompanhar o desenvolvimento do Mac OS X da Apple, particularmente no espaço dos consumidores. A estreita integração de hardware e software da Apple a permitiu entregar um produto diferenciado que pode se mover mais depressa, acabou com as limitações legadas da Microsoft e seus problemas de segurança, e entregou novas funcionalidades de hardware de maneiras que a Microsoft não consegue, porque ela não tem como forçar os fabricantes de hardware a seguir seus planos. Esses fatores estão não somente erodindo a posição de monopólio da Microsoft nos PCs, mas também funcionou para evitar que ela monopolizasse novos mercados.

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1990-1995: A Subida do Windows NT e a Queda do OS/2

Guerra do Office 3 – Como a Microsoft conseguiu o Monopólio do Office

O Fracasso do Windows Media.

Os esforços paralelos da Microsoft para monopolizar o lado de software dos dispositivos portáteis de música e vídeo recebeu muita atenção da mídia, mas não conseguiu novos consumidores. O Media2Go, seguido do PlaysForSure, também conseguiram juntar vários parceiros de hardware, mas a Microsoft foi devagar em entregar a tecnologia que prometera e incorreu em complicações relacionadas a conseguir fazer seu software funcionar entre diferentes modelos de hardware criados por fabricantes independentes e lojas independentes de mídia licenciando o Windows Media DRM.

A integração tranqüila da Apple com o iPod e iTunes rapidamente destruiu qualquer esperança de um monopólio no estilo dos PCs para o mercado de mídia móvel com PlaysForSure. A tentativa mais recente da Microsoft para duplicar o iPod com seu próprio tocador de música fracassou miseravelmente, e instigou mais profundamente suas difíceis parcerias do PlaysForSure. Qualquer esforço da Microsoft de criar sozinha um competidor para o iPhone somente serviria para matar o que restou das suas parcerias do Windows Smartphone.

Por que a Microsoft não consegue competir com o iTunes

Fatia de Mercado vs Base Instalada: iPod vs Zune, Mac vs PC

Mito da Fatia de Mercado 2007: iPod vs Zune e Mac vs PC

Por que o Zune da Microsoft ainda fracassa

O Fracasso do Windows Mobile.

Como os fabricantes de smartphone, a Microsoft está limitada a uma posição sem lucros em software que parece mais uma caridade do que um negócio. Ela tem pouco espaço para se mover enquanto vê o iPhone arregaçar um mercado que ela tentou por uma década em apenas alguns meses. A empresa respondeu propagandeando planos futuros de igualar as funcionalidades do software do iPhone daqui alguns anos em um novo lançamento de Windows Mobile, mas essas mudanças não farão nenhuma diferença porque a Microsoft não está somente fracassando com software, ela também não tem um plano de negócios sustentável para construir uma plataforma desejável, um ecossistema de suporte, e um motor de varejo que possa competir contra o iPhone e o iPod Touch.

A Microsoft recentemente deu à equipe de seu fracassado WinCE e Windows Smartphone o insulto final comprando a Danger, um grupo de desenvolvimento de smartphone que construiu o fone SideKick para a T-Mobile. Esse produto é quase tão velho quando o WinCE/Windows Mobile em termos de oferecer uma plataforma de smartphone moderna. Talvez ela tenha impressionado o John Dvorak um ano atrás, quando ele observava que os compradores estavam procurando dispositivos grandes e desajeitados com teclados chiclete, mas isso não se iguala a um iPhone.

Se existe alguma empolgação restante na Danger, a colocação do Roz Ho para liderar a equipe da Danger – o mesmo buraco negro de entusiasmo que liderou anos de tedioso e devagar desenvolvimento do Office for Mac na Microsoft – acaba com qualquer esperança para o futuro. Nenhuma quantidade de foco de grupo ou reuniões de comitê vão tornar a Danger num iPhone. Mais do que isso, juntar a Danger com WinCE faz tanto sentido quanto a Microsoft comprar o Yahoo e convertê-la a rodar NT.

O Espetacular Fracasso do WinCE e Windows Mobile

OS X vs. WinCE: Como o IPhone se diferencia do Windows Mobile

John Dvorak diz que 2007 foi um Ano Horrível para Entusiastas Windows

Problemas Gerais para uma Plataforma de Software de Smartphone.

Mesmo que a Microsoft pudesse de alguma forma tirar um coelho mágico da cartola e oferecer uma espetacular plataforma de software móvel de sucesso que contrastaria os fracassos do Media2Go, PlaysForSure, Zune, Windows Mobile e assim por diante, ela ainda teria que encarar os problemas de ter que recuperar esses esforços de desenvolvimento. Quais dos apertados fabricantes de hardware de celular ficariam empolgados pelo prospecto de pagar à Microsoft qualquer taxa significante de licenciamento para obter esse software mágico em qualquer quantidade?

  • Talvez a Nokia ou a Sony Ericsson, que tem seu próprio Symbian OS?
  • RIM, que também tem seu próprio OS e compete diretamente contra a Microsoft no mercado de email corporativo?
  • Membro da LiMo, Motorola, NEC, NTT DoCoMo, Panasonic, Samsung e Vodafone, que estabeleceram sua preferência por usar Linux de graça?
  • Palm, que está rapidamente se tornando irrelevante e também indo para Linux com o Access?

A Microsoft tem relacionamento de licenciamento do WinCE com uma variedade de fabricantes, mas nenhum deles assinou exclusividade de somente vender dispositivos Windows Mobile como os fabricantes de PC. Simplesmente não existe equivalente ao mercado de PC entre fabricantes de smartphones, implorando à Microsoft por um conjunto de software que as permita competir contra tecnologia da Apple. Também não há razão nenhuma para fabricantes de hardware desistirem de sua liberdade de software como usuários de Symbian, Linux ou uma plataforma própria customizada, para se tornar dependente da Microsoft.

Qualquer um que fosse tentado a isso teria que considerar a queda da Palm nos últimos anos, que tentou adicionar ofertas de Windows Mobile à sua linha de produtos. Isso não somente matou sua própria plataforma Palm OS, mas também reduziu sua habilidade de competir; a Microsoft não conseguia fornecer software que igualasse todas as capacidades de seu próprio software Palm, e restou à Palm construir seu hardware sobre o Windows Mobile em vez de permitir à Palm se diferenciar. Oferecer Windows Mobile não ajudou nada a reverter a queda de vendas da Palm. Simplesmente não há vantagem alguma de fazer parceria com a Microsoft pelo Windows Mobile.

Isso oferece uma visão inóspita do futuro do Windows Mobile. Sem a maior parte da parcela do mercado, os fatores que deram posição de monopólio à Microsoft nos PCs não vai se materializar no mercado de celulares. Fora dos Estados Unidos, o mercado de celulares é altamente baseada em Symbian, e dentro a fraca liderança da Microsoft foi esmagada pela RIM e pela rápida expansão do iPhone.

A Apple não somente excedeu as vendas trimestrais de novos celulares com Windows Mobile no mercado mais forte da Microsoft, mas também acabou com a base instalada da plataforma Microsoft na web clamando 71% de todo o tráfego móvel, apesar de meia década de liderança da Microsoft vendendo Windows Smartphones. Steve Ballmer aparentemente estava complementamente sem noção do potencial do iPhone no ano passado, quando disse que a Apple não levaria mais do que 2 ou 3% do mercado.

Canalys, Symbian: iPhone da Apple já lidera acima do Windows Mobile na Fatia do Mercado Americano, Q3 2007

Nenhum País para o Velho Windows.

O Windows Mobile claramente não está duplicando o tempo sortudo e vantagem do Windows PC. Não há grande padronização sobre software Windows Mobile, nenhum mercado pirata equivalente para entranhar o Windows Mobile como OS padrão para celulares genéricos, e nenhum benefício real em usar Windows Mobile, tanto para usuários quanto fabricantes. O único grupo com algum interesse em Windows Mobile são os pundits Entusiastas de Windows que construíram suas carreiras recomendando produtos Microsoft. E mesmo entre eles, muitos não gostam de falar qualquer coisa positiva sobre o Windows Mobile.

Detalhes Secretos do iPhone Perdidos em um Mar de Barulho e Ódio

Eles foram forçados a descrever as funcionalidades futuras do Windows Mobile que nem estavam disponíveis no momento em que clamavam sua superioridade Enterprise. A maioria da base instalada dos usuários do Windows Mobile até agora não tem acesso a essas supostas funcionalidades de segurança, incluindo apagar a Flash RAM remotamente, que supostamente manteriam as equipes de TI satisfeitas com a plataforma Microsoft. Por que desenvolver para uma plataforma móvel proprietária difícil quando a web aberta torna usar o iPhone não mais difícil do que alcançar o resto da Internet completa, aberta e baseada em padrões?

As ferramentas XCode de desenvolvimento para Cocoa Touch do iPhone estão muito à frente de qualquer coisa no Windows Mobile. Como um desenvolvedor olhando para a plataforma Windows Embedded CE 6.0 e Visual Studio 2005 observou:

“CE é realmente desajeitada e tão profundamente investida nas APIs Win32 que mesmo com todos os checkboxes para ligar e desligar coisas, ela realmente parece mais indicada para construir algo que vá rodar Win32 ou aplicações .NET. O subprojeto ‘Hello World’ que adicionei literalmente me trouxe lembranças de ler velhas edições de livros de Windows. Seria como se a Apple lançasse o SDK do iPhone e os programas de exemplo se parecessem com código Pascal do livro ‘Inside the Macintosh, Vol. 1’, em vez de usar Cocoa.”

iPhone da Apple conquista o Enterprise

Apple Developer Connection – iPhone Dev Center – iPhone Developer Program

Paranóico com o Android.

O Google foi identificado como o próximo na linha para destruir o avanço do iPhone. Alguns sugeriram que o projeto Android do Google criaria um rival gPhone que conseguiria o que a Microsoft fez com o PC na arena dos smartphones. A diferença é que o Google não é uma empresa de software; é uma empresa de serviços.

O Google espera vender software um dia, mas sua receita vem do posicionamento de anúncios online para monetizar sua tecnologia de procura. O Google vende page views, não código. Android não é uma plataforma proprietária que vai enriquecer o Google com receita de licenciamento da mesma maneira que licenciar o Windows para PC tornou a Microsoft rica. Android é uma parceria open source desenhada para prevenir a necessidade dos desenvolvedores de smartphone de licenciar o Windows Mobile.

O Google quer que o Android usurpe a posição do Windows Mobile e existe como uma plataforma padronizada para fabricantes usar a baixo custo. O Google não está fazendo isso para ganhar uma fração dos lucros dos fabricantes em licença de software como a Microsoft está, em vez disso quer estabelecer uma plataforma aberta que ela possa usar para empurrar serviços. Ela planeja fornecer serviços a fabricantes, o que resultará em ganho na audiência móvel para usuários finais, para então revender esses page views para anunciantes.

O Grande Mito do Google gPhone

Google e o iPhone.

O Google não tem que ir atrás do iPhone porque ela não é uma ameaça à plataforma Android ou ao negócio de serviços. De fato, o iPhone está fazendo exatamente o que o Google quer: está apresentando aos usuários um fácil acesso a suas tecnologias de mapas e procura e permitindo ao Google apresentar anúncios relevantes para web browsers. O Android é desenhado para expandir a experiência do iPhone em fones de outros fabricantes em detrimento da Microsoft.

Essa expansão poderia eventualmente ser um problema para a Apple? Isso não é o que parece, enquanto a Apple manter desenvolvimento progressivo de sua própria plataforma. O Android ainda nem saiu do papel, mas quando sair, irá batalhar com o Windows Mobile pela atenção dos fabricantes de celulares. A vantagem do Google é o custo: ela pode oferecer o Android por nada e permitir aos fabricantes customizar a plataforma aberta de software como lhes convir. Isso é um golpe devastador ao modelo de negócios do Windows Mobile.

Entretanto, o Android sendo barato também irá preveni-lo de ser um competidor direto ao iPhone. A plataforma WiFi da Apple se beneficia da lucratividade direta da venda de hardware Apple. Como a empresa investe em construir excelentes interfaces de usuário, integração polida com iTunes, e adiciona novas parcerias com varejistas ao padrão do Starbucks, o iPhone se tornará incrivelmente difícil de duplicar. Novamente, ninguém conseguiu copiar o sucesso do iPod em 8 anos, então as chances que a plataforma móvel WiFi, do iPhone e iPod Touch, da Apple ser clonada é ainda mais remota.

Mesmo que o Android do Google se torne a lingua franca dos smartphones, ainda assim representaria pequena ameaça ao iPhone da mesma maneira como o Linux e BSD representam pouca ameaça ao Mac OS X; eles servem diferentes necessidades de usuários. O iPhone também representa pouca ameaça ao Android ou Google, porque ele já faz o que o Google espera conseguir com o Android. Ao contrário da Microsoft, a Apple não está trabalhando para substituir o Google em procura ou em anúncios online.

Em contraste, a plataforma Mac foi uma ameaça direta à Microsoft em estabelecer uma posição de monopólio no Windows, resultando na Microsoft trabalhando duro para tornar o Mac irrelevante tentando segurar o desenvolvimento do Office de Mac de 1994 a 1998, derrubando aplicações de Mac incluindo o Project, e empurrando terceiros a desenvolver exclusivamente para o Windows.

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Linux e Open Source: OpenMoko.

Outro projeto que dizem ser um iPhone-killer pela imprensa foi o OpenMoko, um projeto iniciado pela fabricante FIC para desenvolver uma plataforma smartphone aberta e amigável a hobistas.

Como o Android, o OpenMoko foi realmente outra alternativa ao Windows Mobile, desenhada essencialmente para rodar em celulares construídos sobre o hardware de referência do WinCE. O interesse no OpenMoko decaiu seguindo o lançamento do iPhone, porque o iPhone oferece vantagens tanto de hardware quanto em economia de escala.

A atratividade hobista do OpenMoko parcialmente cruzava com o estilo GNU de ideologia de software orientado a Linux, mas muitos que se interessaram pelo conceito de um smartphone extensível e não-Microsoft não eram necessariamente amantes de GNU. Mesmo entre os que eram, a realidade de desenvolvimento comunitário voluntário e devagar e limitações de hardware impostas por ter que trabalhar na sombra dos esforços comerciais da FIC deixaram o projeto meio vazio de entusiasmo.

Apple iPhone vs the FIC Neo1973 OpenMoko Linux Smartphone

Plataformas Linux Comerciais.

Outros projetos open source tentaram algo similar. O uso de Linux da Motorola, que constitui da maioria dos fones baseados em open source, não é realmente aberta. Esses celulares são na maioria vendidos na China, e não tem muitas das liberdades de software no estilo GNU para desenvolvedores ou usuários, e largamente usam o Linux porque é grátis, não por algum interesse em promover desenvolvimento aberto.

Outras distros de celular Linux, incluindo os planos da Access (antigo PalmSource) para um substituto ao PalmOS, ainda não decolaram. O Qtopia GreenPhone da Trolltech não se mexeu desde seu anúncio em 2001. A Nokia recentemente comprou uma empresa e planeja usar sua tecnologia para seus planos de futuros dispositivos móveis. Outros consórcios open source, incluindo LIPS e LiMo, parecem estar trabalhando em paralelo com ou foram deixadas para trás pelo Android do Google.

Open Source funciona bem em oferecer alternativas a tecnologias proprietárias, produtos comerciais, mas até agora existem poucos exemplos de fabricantes de hardware usando Linux para conquistar novos mercados, particularmente onde integração estreita entre hardware e software é importante. Até mesmo o Linux teve um tempo duro competindo contra a Microsoft no desktop PC, que é um dos usos mais ideais para ele. Em aplicações embarcadas, o uso de Linux é normalmente embrulhada em muitas camadas de hardware proprietário que começa a não oferecer nenhuma vantagem real sobe um sistema desenhado sob medida como o iPhone.

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Mac OS X vs Linux: Software de Terceiros e Segurança

Liberdade é apenas outra palavra para Nada Sobrou a se Ganhar

O OpenMoko, por exemplo, só pode rodar em celulares FIC, enquanto o Linux da Motorola somente pode rodar nos celulares dela. Muitas partes de um smartphone não podem rodar software livre por lei, incluindo o processador baseband. Isso é restringido para impedir que se hackeie com facilidade disruptores de sinais móveis. Enquanto open source é uma idéia interessante, software hackeável em um dispositivo móvel que precisa “apenas funcionar” não é a melhor aplicação dos ideais GNU para a maioria dos usuários. Mesmo Linus Torvalds expressa distinta falta de interesse em empurrar o kernel do Linux em aplicações para celulares.

O resultado: o iPhone irá encontrar uma audiência entre hackers que querem desenvolver aplicações interessantes sobre uma fundação que simplesmente funciona. Usuários familiarizados com Linux acharão as partes internas Unix do OS X do iPhone fácil de aprender. Esses fatores prometem contra-balancear o número de pessoas preocupadas em desenvolver software para uma plataforma de uma empresa comercial, particularmente já que a Apple está construindo um modelo de negócios que permitirá a desenvolvedores vender seu trabalho.

Interesse em vida comunal tende a decair rapidamente quando um modelo de negócio chega para oferecer algo mais do que subsistência. Com o iPhone, a Apple está abraçando tanto open source e freeware como desenvolvimento de aplicações comerciais. A Apple está criando um mercado até mesmo para o menor dos desenvolvedores, coerente com seu suporte aos músicos independentes no iTunes. A Apple irá promover seu software no iTunes e no iPhone App Store por uma comissão de 30%. Se isso parece muito, considere que o markup de varejo da maioria dos softwares é de 50%, e desenvolvedores tipicamente pagam para empacotar e distribuir seu trabalho com a metade que sobra.

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A Sun também

Na última primavera, a Sun chamou alguma atenção pegando um protótipo de OpenMoko e photoshopando uma interface parecida com de iPhone, para demonstrar que ela conseguiria lançar algo do cacife da Apple.

Alexander Wolfe, da Information Week, decidiu que o então chamado jPhone, da Sun, seria o rival do iPhone. Na realidade, ninguém expressou nenhum interesse em pagar licenças à Sun pela sua plataforma JavaFX no ano passado. O plano de usar o OpenMoko como Cavalo de Tróia para entregar uma plataforma móvel acabou morta.

Talvez se titãs da indústria como Sun, Microsoft, Google, Motorola e Palm estão todos desesperados em esforços para conseguir uma plataforma de software funcional, desejável, as vendas arrasa-quarteirão da Apple e demanda entusiasmada pelo mundo é algo ainda maior do que a midia em geral quer que nós acreditemos.

A Sun tenta pular no vagão do iPhone com o jPhone

E sobre a Symbian?

O último esforço de software multi-plataforma que concorre com o iPhone é a Symbian. Fora dos Estados Unidos, a maioria dos celulares roda Symbian, incluindo a maioria dos smartphones. Symbian é dirigida como uma parceria entre a Nokia, Sony Ericsson, NTT DoCoMo e vários outros fabricantes de hardware. Entretanto, mesmo os usuários da Symbian sabem de suas limitações como uma plataforma enquanto se movem no futuro.

A Nokia está expandindo seu uso de Linux, o que é uma clara mensagem sobre a usabilidade do Symbian em dispositivos mais complexos. Se Symbian fosse um grande ambiente de desenvolvimento, a Nokia não precisaria comprar a Trolltech, e poderia usar o Symbian para equipar sua linha de Internet Tablets baseada em Linux como o N800. Enquanto a Nokia se move para longe do Symbian, a parceria deve acabar caindo.

A Sony Ericsson também anunciou planos de construir um dispositivo Windows Mobile, o Xperia X1. Enquanto isso parece bom para o Windows Mobile, isso diz mais sobre o futuro do Symbian. Quando isso chegar, será capaz de dizer mais sobre o futuro do Windows Mobile, que desesperadamente precisa de alguma boa notícia antes de sua queda nos Estados Unidos e sua longa história de crescimento devagar.

Origens: Por que o iPhone é ARM e não é Symbian

Leitores escrevem sobre Symbian, OS X e o iPhone

Finalmente, aqueles 5 motores

Nenhum dos esforços existentes para desenvolver uma plataforma de software para smartphones de uso geral oferecem qualquer desafio para a plataforma iPhone. Adicionalmente, o iPhone está ligado ao fenômeno do iPod que, com 150 milhões de unidades vendidas – e contando -, não conhece igual entre dispositivos móveis. Enquanto o iPod Touch e iPhone criam uma plataforma móvel WiFi com suporte comercial de um grande fabricante com US$ 18 bilhões no banco, esforços para superar o momentum da Apple se tornará ainda mais difícil.

Essa pilha de dinheiro vai crescer enquanto a Apple fabrica iPhones e iPods com lucro, os vende em suas próprias lojas de varejo junto com a venda de software e acessórios, e os promove como clientes ideais para mídia iTunes. Não que não há mais nada que a Apple possa melhorar, mas há mais para ela tirar dos competidores do que perder.

iPhone da Apple Vs. Outros Fabricantes de Hardware Móvel: 5 Motores de Receita

Não será muito difícil para a Apple fornecer o mesmo tipo de serviços de mensageria Enterprise do BlackBerry da RIM, ou de fornecer ferramentas customizadas de desenvolvimento que levaram departamentos de TI a demonstrar interesse no Palm e Windows Mobile. Entretanto, esses mercados são nichos relativamente pequenos comparado com o negócio de consumidores de iPod da Apple e seus planos extensivos de preencher suas ofertas no iTunes, as oportunidades de desenvolvimento de iPhone para agir como uma plataforma móvel wireless criará valor que pode ser aplicado em qualquer lugar, incluindo clientes Enterprise.

Em vez de se preocupar com o iPhone, os pundits precisam começar a se preocupar com o futuro da Microsoft, Symbian, RIM e fabricantes de hardware que dependem de seu software para competir contra a Apple.

[Nota: este artigo foi escrito antes do anúncio da Apple de entregar ferramentas de software customizado para Enterprise; gerenciamento remoto, deployment e terminação; email corporativo e suporte de rede. Quando isso chegar no final deste verão, colocará ainda mais pressão sobre o Windows Mobile e o BlackBerry da RIM]

iPhone da Apple conquista o Enterprise

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