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A Falácia do Custo Perdido
on August 19, 2007

Estou totalmente atolado de trabalho (são 2 da manhã de domingo) mas este pequeno pensamento me chamou a atenção porque é simples e, mesmo assim, a maioria das pessoas ainda cai nessa. O post original é Custo Perdido para Arquitetos, mas eu acho que deveria ser Custo Perdido para Gerentes. Segue a traducão:
Digamos que você comprou um ticket de cinema mas então percebe a partir de críticas da mídia que o filme é uma droga. Assumindo que você não tem nenhum amigo idiota que compraria seu ticket, você tem duas soluções:
- Já que você já pagou pelo ticket, talvez fosse bom sofrer o filme
- Jogar o ticket fora e fazer outra coisa
E agora?
A falácia do custo perdido é não perceber que em qualquer dos casos, você já pagou pelo ticket e portanto o custo perdido não é relevante de nenhuma maneira para uma tomada de decisão racional.
Caso 1: Você sofre o custo do ticket + Você sofre pelo resto do filme
Caso 2: Você apenas sofre o custo do ticket
Portanto, racionalmente a opção 2 é melhor.
Então, em vez de um ticket de cinema, digamos que é a licença de algum software enterprise ... ou talvez algum hardware customizado.
Será que existe alguma razão para considerar quanto foi pago pela licença ou hardware como tendo qualquer peso, por menor que seja, na decisão de qual é a melhor escolha arquitetural ou de projeto futuro?
Bem, a menos que o sistema de gerenciamento em que você opera pune comportamento racional e recompensa comportamentos irracionais.
Total bom senso. Economistas estão mais acostumados a estudar e catalogar comportamentos desse tipo. Recomendo ler sobre outros conceitos como o bom e velho Custo da Oportunidade. A Lei de Parkinson para mim é o corolário da Lei de Expansão dos Gases e que todo desenvolvedor (eu incluso) já sofreu.
Ninguém pode acertar sempre, mas o exercício constante e diário de apenas pensar com lógica e ceticismo – em vez de andar sobre dogmas e preceitos – aumenta muito nossas chances. Talvez assim se assistirem Uma Mente Brilhante se lembrem um pouco mais do gênio por trás do Equilíbrio Nash do que apenas no melodrama.





2 da madruga… que tal dormir ehhehe… parabens por usa palestra no treina tom… muito boa… boa noite
Isso me fez lembrar do conceito de sincronicidade de Jung, pois atualmente estou lendo o livro “Uma Mente Brilhante”. É engraçado como quando estamos envolvidos em algo, coisas relacionadas surgem espontaneamente à sua frente.
Um post meu a respeito
Lerei os links citados em seu post.
Muito esclarecedor o texto Fabio! É incrível como conceitos da economia são universais, e se encaixam em outras ciências. Abraços!