14
Off Topic: Um Desabafo
by AkitaOnRails on Mar.14.2007 at 06:02am
Só para variar, acredito que este artigo acabe ficando meio “filosófico” novamente. Normalmente não tenho os recursos para uma abordagem mais rigorosa, com pesquisas de campo e análise estatística de um enorme espaço amostral, por isso me resta confiar na minha experiência prática e em dados que temos acesso publicamente.
Um desses dados é esta pesquisa: Pesquisa diz que 75% de profissionais de TI querem mudar de emprego. Ela é antiga, do meio do ano passado, mas eu vejo isso na prática. Alguns dias atrás alguns amigos chegaram à mim exatamente com esta proposição: “estou descontente com o que estou fazendo”.
Precisamos levar esses artigos com cuidado, a maioria são dados do mercado americano. Por exemplo, este outro diz que Programadores são os mais bem pagos da tecnologia. No Brasil isso não é necessariamente verdade. Na realidade os programadores ganham o “suficiente”, quem tem maior faturamento são analistas – formados em áreas adversas e que usam a tecnologia como ferramenta de trabalho. E normalmente são justamente esses analistas e consultores, que fazem até R$ 100 mil por ano que mais reclamam do que ganham.
Outra reclamação que ouço com freqüência é “não estou mais gostando de onde trabalho porque não me ‘agrega’ mais nada. Quero ir para outros projetos para aprender mais”. Sim, é louvável uma atitude de mudança, mas acredito que a maioria está mal direcionada. Um colega nosso uma vez resumiu isso: “a grande maioria dos projetos é tudo igual: cadastros e mais cadastros”. E é isso mesmo, é o derivado da antiga área chamada de Processamento de Dados que hoje apelidaram de Sistemas da Informação.
Deveria haver mais do que isso. Na área de não-programadores existem Business Intelligente, Customer Relationship Management, Supply Chain e várias outras áreas de ponta, que dão o diferencial às empresas que já sabem controlar o básico: contabilidade, vendas, compras, manufatura, manutenção, controle de qualidade.
No Brasil, a grossa maioria dos “programadores”, fazem customizações em processos que já existem ou em ‘adendos’. Um departamento quer automatizar o cadastro de seus funcionários: ela compra ou cria cadastros próprios. Outra quer um formulário de vendas que alimente seu sistema de vendas e notifique seu parceiro externo para motivos de atualização de inventário. Outra precisa de alguns cadastros para controlar um fluxo de trabalho de atendimento a clientes. Cadastros e cadastros, normalmente é alguma variação de Cadastros.
Não é à toa que tantos programadores estejam insatisfeitos. Normalmente eles não sabem ‘por que’, mas sentem que algo está ‘errado’. Claro, em meus artigos, por favor, não levem nada ao pé da letra. Existem dezenas de projetos interessantíssimos com a codificação de algoritmos complexos para controle de tecnologia média, aero-espacial, engenharia. Estou me referindo à ‘maioria’, não a ‘todos’.
Esse processo sistemático de cadastros e mais cadastros é antigo. Desde Cobol, desde os anos 70, o processamento de dados foi uma área muito importante para trazer dinamicidade ao mundo moderno, eliminando toneladas de papel e dezenas de burocratas cuja única função era preencher e controlar esses monte de papel. E isso nunca vai acabar, a menos que os computadores se tornem tão espertos que passem a não precisar mais de ‘meros’ programadores. Nunca se sabe.
Enquanto isso, o mercado ainda terá necessidade dessa categoria de profissionais: ‘programadores de cadastros’. Não importa se você usa Struts, Spring, Rails, Symphony, você estará fazendo cadastros de usuários, de clientes, de materiais, de conteúdo, de reclamações, de serviço, de contratos, de endereços, de parceiros, de fornecedores. A lista é enorme. Principalmente em locais onde a ‘modernização’ ainda não chegou, onde as empresas ainda tem muitos burocratas e onde os processos ainda não foram estabilizados e muito menos automatizados.
Lembro que comecei fazendo cadastros no fim dos anos 80, com dBase e Clipper. Boa parte da era Cliente-Servidor (2-tier) era isso: um banco de dados no servidor e telas de cadastro no cliente. Quando a Web chegou, vimos aplicações muito sedutoras, como search engines, webmails. De repente, todo mundo queria fazer um Website. As pessoas que inventaram as tecnologias: TCP/IP, HTTP, HTML, SMTP, POP3, etc devem ter se divertido muito, mas para o resto de nós: mais cadastros. Telas para escrever e-mais = cadastro. Telas para e-commerce = mais cadastros. De repente as empresas substituíram o modelo de telas Visual Basic por browsers. Cadastros travestidos de páginas Web.
Não é à toa que aparecem tantos frameworks no mercado: Struts, Velocity, Lucene, Jack Rabbit, Spring, Guice. Programadores de verdade, gostam do ‘plumbing’, do encanamento. Gostamos de entender como funciona essa ‘malha’ de códigos, como otimizar, como tornar estável, como ligar coisas. Existem muitos no Brasil que pensam assim, mas muito menos do que nos Estados Unidos. Não temos nada sequer próximo de um repositório como Apache Jakarta. Temos colaboradores brasileiros em diversos projetos open source, mas é uma fração pequena.
Vejo isso pelo caso Rails. Surgiu faz pouco tempo. Não surgiu nos EUA. Mesmo assim ele se alastrou muito rapidamente por lá. Enquanto isso, aqui, tirando pequenas comunidades como a competente RubyOnbr, não temos nada. Nada de interessante na mídia, nada de interessante em convenções (que temos muito poucas, aliás). Nothing, zip, nada. Meu livro, ‘Repensando a Web com Rails’, mal vendeu sua primeira edição de 1000 exemplares. Já o [excelente] ‘Agile Web Development with Rails’ vendou dezenas de milhares lá fora. Não é apenas por ser um livro ‘melhor’ ou ‘pior’: as vendas meteóricas e o lançamento de dezenas de outros lá e o fato do meu ser o único aqui ainda, são um termômetro da diferença de culturas tanto do mercado quanto dos programadores.
Tudo bem, tivemos um período negro de mercado fechado, anos de atraso, mas hoje não vejo motivos para que os programadores, principalmente os mais jovens, sejam tão ‘apáticos’ à tecnologia.
Nessas horas sinto um pouco de falta do fim dos anos 80 (é a época que eu lembro, alguns mais experientes vão sentir a mesma coisa sobre o fim dos anos 70). Naquela época sabíamos que éramos muito poucos. Era raro encontrar alguém que fosse programador ou pelo menos um entusiasta. Mas pensávamos diferente. Mesmo no meio dos anos 90, pouco antes do boom da internet, nossos amigos e colegas eram todos amantes de tecnologia. Sempre conversávamos sobre o que havia de novo, o que havíamos aprendido de novo, o que estávamos testando de novo. Trocávamos idéias, discutíamos técnicas. O objetivo era sempre aprender mais e mais. Conheci pessoas cujo hobby era escrever pequenas animações am Assembly. Conheci outras que compravam componentes eletrônicos para criar seu próprio mp3 player (naquela época não havia iPods). Alguns passavam horas fazendo ferramentas para essa tal de ‘internet’ que ainda era nova para nós. Eram bons tempos.
De repente, o mercado brasileiro de informática explodiu, por diversas razões. De repente, muita gente viu na área de informática uma maneira rápida de ganhar dinheiro. De repente, as faculdades ficaram lotadas de garotos aprendendo não tecnologia, mas ferramentas. Tornando-se não bacharéis em ciência da computação, mas tecnólogos em sistemas de informação. De repente, todo mundo ‘sabia’ Java. E, finalmente, de repente o mercado se tornou saturado: com centenas de ‘programadores’.
Agora, tudo que ouço dos atuais ‘programadores’ é “qual linguagem você acha que eu deveria aprender que vai dar mais dinheiro?” Alguns podem imaginar quão frustrante isso é para mim, que já estou me sentindo alguém da velha guarda. Eu nunca pensei no custo-benefício do tempo de aprendizado. Eu sempre considerei que aprender era algo que eu deveria fazer constantemente, se eu ganhasse dinheiro no processo, melhor, mas nunca foi o principal.
Por causa do atual estágio de aberração do mercado eu presencio coisas que me dão medo. Em um certo cliente, ‘integraram’ um sistema de vendas com outro de ativação de um certo equipamento. A transação é lógica: efetuada a venda, o equipamento do consumidor deveria ser ativado. Mesmo que não se use alguma solução de two-phase commit (todos sabem o que são Transações Atômicas, certo!?) deveria ser parte do requerimento haver salva-guardas para garantir esse tipo de coisa. Obviamente, não existia, ninguém nunca questionou – nem os programadores, nem os analistas e, claro, muito menos os gerentes. Resultado: agora existem várias pessoas empregadas cuja única função é formatar planilhas com os erros e fazer as correções manualmente. Mais cadastros foram criados para lidar com esses erros. Houve um ganho de automatização no projeto? Claro, mas não tanto quanto deveria. E ninguém liga para isso. E já vi coisas piores. Me entristece ver como o ‘grosso’ dos programadores e toda a cadeia daí para cima (programadores que viraram analistas, programadores que viraram gerentes) tem tão poucos conhecimentos e, portanto, por consequência, criam arquiteturas e soluções tão pobres.
E retorno às indagações que me fizeram antes: “estou descontente com o que estou fazendo”, “acho que não estou aproveitando meu ‘potencial’”, “quero aprender algo novo para ganhar mais dinheiro”. Eu não tenho respostas para isso porque eu não consigo pensar assim. Mais do que isso: acredito que essas perguntas são fundamentalmente erradas. E não há como encontrar a resposta certa com uma pergunta errada.
Eu tento disseminar a cultura que eu conheci quando ainda era um jovem programador: aprender. As desculpas que ouço são sempre as mesmas “não tenho tempo para aprender tanto quando preciso trabalhar para me sustentar”, “não sei ler inglês por isso preciso fazer cursos, portanto só posso aprender uma coisa de cada ves”, “não adianta eu aprender esse tal ‘X’ porque não sei se vou usar no trabalho”, “já me estresso o suficiente no trabalho, nas horas vagas quero só descansar”. E assim por diante. Uma lista enorme exatamente disso: de desculpas. Acho que faz parte da natureza humana não querer sair de sua zona de conforto e pior, depois de reclamar quando se tornam obsoletos. “A culpa é do governo”, “a culpa é do capitalismo”, “a culpa é do meu chefe”. Mais desculpas.
Quando escrevi meu livro, por exemplo, fiz com dois motivadores: aprender algo novo e ajudar outros a aprender junto. Aprender e Ensinar, são os dois motivadores fundamentais de todo bom programador. Entendo que numa realidade brasileira, não pensar em dinheiro não é uma opção. Eu encontrei um equilíbrio entre as duas, não é possível que mais ninguém consiga. Ficar parado, sentar no pouco que se aprendeu tempos atrás e apenas reclamar, reclamar e reclamar, nunca levaram ninguém a lugar nenhum.
Se vale alguma coisa, aqui vão algumas sugestões pessoais:
- Quanto mais se aprende, melhores serão suas soluções. Os cliente sabem reconhecer um profissional que sabe exatamente do que está falando. Todo mundo sabe quando alguém está apenas enrolando.
- As demandas que irão crescer mais tem a ver com integração de sistemas e análise de grandes quantidades de dados. A única forma de lidar com isso é conhecer dezenas de conceitos e tecnologias. Aprender uma ferramenta em um curso não vai ajudar.
- O ciclo de tecnologia está ficando cada vez mais curta. Antes uma nova versão levava anos para sair. Esse tempo se reduziu a poucos meses. No momento em que você sair do seu curso, o que você aprendeu já é obsoleto. Lide com isso. Adiante-se. Aprenda o máximo possível até mesmo antes da tecnologia se tornar disponível.
- Não adianta apenas ficar mudando de emprego, por dois motivos: não necessariamente um novo projeto vai lhe trazer coisas novas (as chances de ser apenas mais um cadastro, são grandes). E deixar para aprender apenas quando já se precisa, em um projeto, já é tarde demais. Você será ultrapassado por outros que sabem o que você já deveria saber. É obrigação de um bom programador saber das coisas antes, não depois: depois que um produto de péssima qualidade entra em produção o resultado será ruim tanto para seu cliente quanto para sua reputação.
- Tente inovar dentro do seu próprio projeto. Não estou incentivando ninguém a arriscar um projeto trazendo coisas tão novas que tem o potencial de explodir no dia seguinte. Sempre existe uma maneira melhor de se fazer o que você está fazendo sem impactar o cronograma nem o custo do projeto. É parte da obrigação de um programador aprender a ser eficiente com qualidade. É preciso muito treino para isso.
- Você se considera um bom programador mas acha que está sendo sub-utilizado? Pois utilize-se melhor: crie ou participe de alguma forma de projetos open source. Essa é uma da qualidades do código-aberto: lhe dar não só a oportunidade de utilizar de graça o que outros fizeram, mas aprender de uma base sólida e lhe dar a oportunidade de contribuir de volta.
- Para de reclamar. Reclamar cria uma mentalidade negativa, irrita os outros e não leva a nenhuma solução. Reclamar é mais uma desculpa, um barulho que esconde o verdadeiro problema. O problema é esse: você está reclamando do trabalho, do projeto, do chefe mas na realidade gostaria de estar reclamando de si mesmo. Reclamar é apenas a externalização da frustração de ser como é e não conseguir ser mais. E isso não é uma incapacidade física, é apenas preguiça mental.
- Esqueça cursos e livros traduzidos. Eles sempre são desatualizados. Nos anos 80 não tínhamos certificações e outras brincadeiras parecidas. Dormíamos com um livro de algoritmos na cabeceira da cama e acordávamos com especificações de uma nova linguagem no café da manhã.
Bons cozinheiros apreciam a boa comida nas férias. Bons engenheiros analisam seu próprio carro durante uma viagem a passeio. Bons artistas desenham suas novas idéias no guardanapo do restaurante. Bons profissionais GOSTAM do que fazem, e não apenas no seu ambiente de trabalho. Isso não significa levar trabalho para casa. Significa apreciar, respeitar e querer aprender mais sobre sua profissão. Da Vinci não precisou fazer cursos. Mozart não precisou fazer cursos. Cursos apenas ajudam aqueles que já estão encaminhados e tem exata consciência do que se quer tirar desse curso.
Quando compro meu iPod quero saber como ele é feito (sabiam que ele usa um HD com gravação perpendicular de bits, o que aumenta a densidade de dados?). Quando um filtro contra spam quero saber como funciona (sabiam que alguns dos mais eficientes são baseados em algoritmos estatísticos Bayesianos?). Quando instalo um sistema operacional preciso saber exatamente como funciona (sabiam que seu hardware novo suporta proteção via DEP mas isso está provavelmente desabilitado no seu Windows? Aliás, alguém aí parou para saber o que é DEP?). Quando uso a rede de terceiros, quero ter certeza que ninguém vai ficar espionando o que estou fazendo (vocês já usaram um servidor externo SSH para criar túneis dinâmicos?). Quando compro uma nova TV quero tirar o máximo proveito dela (alguém aí comprou uma TV de plasma e ligou uma antena nela? Ou pior: ligou seu DVD com cabo composite e não consegue entender porque a qualidade é tão ruim?).
E essas coisas não são apenas curiosidades para conversa de bar. Eu leio muito, quase 100 feeds sobre mais mais diversos assuntos. Mais de 100 posts por hora, todos os dias. Fora dezenas de podcasts, mais um tanto de livros (impressos ou PDFs). E ainda não acho ser o bastante. Certificação apenas pelo mérito de uma linha a mais do seu currículo é o mesmo que nada. Continuo partindo do princípio que profissionais que realmente apreciam – e demonstram isso aprendendo mais e mais – nunca ficarão sem emprego. Já aqueles que partem do princípio de ganhar dinheiro – ironicamente – serão os que terão mais trabalho para conseguir isso.














Japonês vc acabou de dar a fórmula de como ser escravo do emprego!
Não é você que tem que viver pro emprego e sim o emprego fazer você viver.
O emprego te escraviza por tanto tempo que as vezes esquece que a vida acaba, que um dia as pessoas que você ama vão morrer e você não aproveitou a vida ao lado delas por ser um escravo do emprego.
Prefiro uma cerveja com meu pai e com meus amigos do que uma nova linguagem, a nova linguagem eu posso aprender amanhã, mas meus amigos podem não estarem do meu lado amanhã!
Nem tanto o céu, nem tanto a terra! Mas ser escravo do emprego jamais!
Assista o filme Click, é uma boa!
Pô Fabio, tu conseguiu colocar em palavras algo que há muito tempo eu venho sentido mas que eu não conseguia expressar tão bem.
Apesar de já ter um bom tempo de experiência com técnologia e desenvolvimento, eu ainda estou cursando o curso de Ciência da Computação (afinal tenho só 21 anos). Uma coisa é certa, 90% das pessoas que estão fazendo essa faculdade não estão nenhum pouco interessadas em ser Cientista da computação, muito pelo contrário, a maioria quer fazer “joguinhos” e outros apenas aprender a programar.
Um bom programador não é composto apenas de um conhecimento em lógica de programação e uma linguagem. Existem milhares de conceitos e áreas de conhecimentos, a maioria delas extremamente teóricas e divertidas (uma vez que se tenha interesse e se consiga entender).
Além disso existe uma resistência cultural muito grande, por parte das empresas, quanto a inovação técnológica. Acredito que boa parte desse “medo” venha da falta de pessoas capacitadas, ou melhor, da superpopulação de “gambiarradores” que tem por ai.
Fiquei triste ao ver o RailsRally ter tão poucos participantes. Não participei por não ter tido condições, tocar dois projetos e mais 5 cadeiras na faculdade não me deixou tempo nem no final de semana.
Bom, isso aqui já ta ficando muito longo.
Ótimo post.
Vai vir pro FISL 8? Estou com a intenção de reunir os usuários de Ruby/Rails que estarão presentes.
Hi! Akita!
Com a frase “Reclamar é apenas a externalização da frustração de ser como é e não conseguir ser mais” já lhe considero um filosofo.
Compartilho as mesmas reflexões neste post, parabeńs!
Obs: não sei se notaram, mas as fotos tem links para o Wikipedia. Se não tinham notado, sempre tento colocar fotos de gente que criou nossa área. Cultura sempre é importante. Criticar Cobol é muito fácil sem conhece Grace Hopper, por exemplo. Valeu galera!
Akita, não é a primeira vez que leio um excelente artigo seu. Meus parabéns. É por isso (e pelo Rails) que assinei o seu feed e viso constantemente o seu site.
Bom, acredito que esse texto pode ser aplicado a grande maiorias das pessoas ligadas a tecnologia e não somente aos programadores.
Eu me encaixo nisso!! Ou melhor, me encaixava. O que me deixa feliz é que consegui ver tudo que estava se passando comigo e tomei forças pra mudar. Já fui de dar mil desculpas!! Muitas mesmo. Hoje me esforço o máximo possível para conseguir evoluir não apenas como programador mas como pessoa também.
Conhecimento é tudo nessa vida.
Atualmente estou (finalmente) estudando de verdade para tirar a minha certificação em .NET. Digo isso pois desde 2002 estou empurrando com a barriga. E não é de hoje que o mundo não gira em torno no Java e do .NET. Existem várias outras coisas até mais interessantes e estimulantes.
Num artigo que você disse que programar Java e C# é para “idiotas”. Concordo com você. É muito fácil mesmo. Qualquer um com o mínimo de esforço consegue. Cansei disso. Cansei no convencional.
Hoje, além da certificação, estou ligado em Ruby, tanto que comprei o seu livro. Além disso, tenho um projeto de um site muito interessante na gaveta a anos. Tomei vergonha na cara e vou fazer isso. Sabe com o que?? Com RubyOnRails.
Muito obrigado por artigos como esse. Com certeza você vai ajudar muitas pessoas a olharem as coisas de outro jeito.
Parabéns!
Muito do que eu já vivi, aprendi, esqueci e estou vivendo novamente. A linguagem Ruby me fez voltar a vontade de aprender a programar novamente.
Gostei desse artigo. Sempre fui adepto de pular de empresa em empresa pensando justamente que iria encontrar a empresa ideal dos meus sonhos… e os projetos ideais… e assim foi… mas realmente to ficando convencido (agora ainda mais) de que o tema não é somente mudar o projeto atual ou de empresa é claro que as vezes ajuda também, mas mudar a mim mesmo principalmente.
Compartilho de suas reflexões em gênero e grau!.
É como me sinto no trabalho e na faculdade.
Como o Rodrigo Kochenburger disse em outras palavras, as faculdades de ciência da computação e tecnológicas em geral estão formando não desenvolvedores e sim usuários de tecnologias, empurradores de mouses e alienados… e não produtores de tecnologia.. que acredito ser o que o nosso país precisa.
Na minha pior reflexão, A Academia Brasileira de Computação esta defasada.. a quantidade de Professores ruins é grande(talvez por falta de opção das faculdades), pior ainda é ver Mestres(Msc) com mentalidade fechada e com tapeira como os de jumentos…
Obrigado por seus post, me ajudou a re-pensar minhas atitudes e organizar minhas idéias…
Olá Akita, queria realmente parabenizá-lo pela ousadia e conteúdo do post.
Posso até dizer que assim como muitos, me encontro em algumas dessas situações, como a de querer montar uma quitanda na esquina por não aguentar mais a não valorização por parte dos clientes na busca intensa por novas e melhores tecnologias.
Qria aproveitar também pra te sugerir que monte em seu blog uma seção de livros sugeridos, lidos, lendo ou pra ler, pra que sirva pra pessoas que estão iniciando, ou que qrem uma luz de por onde começar a irem pra frente. :)
Um outro fator, é que percebi em seu post, algo que me deixou muito motivado ao ler seu livro, o mostruário dos porquês. Em seu livro, algo que achei muiiito válido foi tentar mostrar o porquê da escolha de certas teorias, técnicas e tecnologias no Rails.
Essa coisa de buscar na história das coisas axo muiiito válido de sua parte, parabéns :-)
Ah, ia me esquecendo, qro registrar meu descontentamento por vc não ter ido ao Encontro da Tempo Real de Rails no Ano Passado, vc está me devendo um autógrafo no livro. Tive de levar o livro do Piauí até Sampa, só pra autografar, e olha q ele “pesa”, pense num kra q escreve pra caramba, rs.
T+ brow, e obrigado por constribuir para a evolução de Rails no Brasil, sinto falta da sua Pessoa em Mídias, seja impressa ou web.
Pessoal, fico muito contente que vocês tenham gostado do artigo. Quando terminei de escrever imaginei ‘serei apedrejado’ ou ‘isso vai virar um flame war’. Na verdade penso isso toda vez que posto um novo artigo. Felizmente parece que meu descontentamento pessoal é sentido por muito mais gente do que eu esperava. Acho que isso é um sinal ruim e a solução é a retórica de sempre: ‘cada um deve fazer sua parte’. Encostar no problema é o velho problema do elefante na sala: ele não incomoda no momento mas continua na sua sala.
Sobre o post do Charleno, mil perdões. Não lembro o motivo de não ter ido ao evento, mas garanto que não foi por descaso! :-) E na verdade eu tenho um péssimo problema de P.R. (Public Relations), ainda não sei vender bem minha imagem, por isso mesmo quase nunca apareço em lugar nenhum (quando vejo que tem alguma coisa, já passou). Alguém tem alguma sugestão?
E continuem discutindo, o que vocês tem a dizer só agrega ao artigo e dá mais insights aos outros leitores.
Valeu!
Akita segue abaixo, o post conforme você solicitou.
Interessante,
Um dos problemas principais que vejo de muitos programadores é unir de verdade um projeto que sinta prazer com o valor de seu salário, e este ditado se torna realidade:
“Todo mundo age não apenas movido por compulsão externa, mas também por necessidade íntima.”
Confesso que não sou popular, não sou um EXPERT em programação, nisso ou aquilo, mais sempre procurei buscar meus ideais e meus objetivos, quando dei um stop em minha vida e disse para mim mesmo, vou parar de trabalhar com java/jee/egen/struts para trabalhar com RIA, naquele momento eu estava ciente que eu podia unir o prazer com os salários dos projetos que estão sendo desenvolvidos com estas Tecnologias. Desde 1999 eu venho acompanhando os “programadores” que saem da faculdades sem saber ainda o seu ideal, para onde ir, por onde começar.
Eu só tenho a 6º série completa, em compensação eu tenho vários certificados que me deram uma boa base do mercado, e mercado aqui fora quer prática, isso prática mesmo, se você tem interesse por alguma tecnologia em especifica ou até mesmo sente prazer em trabalhar com ela, o mercado esta pronto aqui fora vai te contratar com certeza, porque sabem que você irá fazer acontecer.
Veja, quando eu comecei a trabalhar com rails não a muito tempo, quando eu ainda estava estudando rails e ajax, resolvi criar o Tom e-Learning www.tom.egenial.com.br, um sisteminha para meu uso de treinamento online,porém faltava algo, ele e eu não estavamos nos sentindo completos. Foi ai que resolvi colocar o Flex 2 para fazer parte do meu dia dia. Agora sinto prazer e até mesmo “orgasmos” de ver aplicações funcionando da maneira que eu sempre sonhei, veja www.treinatom.com.br funcionando com todos os recursos que tinha no Tom e-Learning, porém com audio, video lousa digital entre outras feutures.
De tudo isso, o que eu aprendi foi que a necessidade íntima é mais forte que o valor do salário, quando as pessoas pedem para sair do seu serviço são poucas que realmente estão saindo de verdade por causa do dinheiro, o resto é em busca de suplir sua necessidade, e só isso.
Akita parabéns pelo artigo. Gostei..
Abraço,
Felipe Stoned.
Caro Akita (é esse seu nome?),
Gostei muito de seu artigo. Também sou programador da velha guarda, comecei na década de 80 (no final, lá por meados de 1987) e me identifiquei muito com seu desabafo.
Concordo com alguns pontos, com outros não, mas no geral você expôs claramente o que muitos de nós sente.
Parabéns!
[]’s
PS: Existe uma diferença entre ser um trabalhador e ser um escravo do emprego, está bom, Renato?
Muito bom Akita! Bem interessante o artigo, eu me identifiquei em vários pontos. Também tenho acompanhado o Balance On Rails e acho que este foi o melhor artigo até agora. O primeiro comentário foi exagerado. Claro que devemos ter tempo para nossas vidas pessoais, não podemos viver só no trabalho. Mas quando se gosta do que se faz isso não se torna um martírio e, quando precisamos nos dedicar um pouco mais, não há problema algum.
Eu espero poder trabalhar com maior flexibilidade quando tiver minha empresa. Mesmo tendo que trabalhar mais, acho que será melhor pra mim pois estarei fazendo o que gosto.
Tenho acompanhado a comunidade de Ruby brasileira e o Akita, o Carlos Eduardo o Taq entre outros e agradeço a ajuda de todos.
Espero até o fim do ano ter um bom conhecimento de Rails, lançar minha aplicação e quebrar tudo! heeheh
Essa lista está muito legal! Seus comentários estão muito acima do que eu esperava, estou adorando esse feedback pois me dá inspiração para escrever mais (me aguardem!)
Em tempo, para matar a curiosidade, meu nome é Fabio Akita, mas todos me chamam apenas de “Akita” (‘Fabio existem muitos, mas Akita, apenas um’ :-) hehe
Valeus!
Parabéns pelo post, está muito bem escrito e o melhor: para não ficar só no desabafo, você dá excelentes sugestões do que fazer.
Também me identifiquei com suas idéias. Comecei nos anos 80 e nunca deixei de me atualizar, conhecer várias linguagens e tecnologias e procurar aplicá-las da melhor forma possível.
Bom, vi teu link no post da Renata, tenho consideráveis diferenças no que preza estas conversas.
Acredito muito que pessoas sem perfil se aventuram no nosso mundo de TI por atração ao dinheiro, que é pregado como a solução no mundo capitalista em que vivemos.
Também acredito em pessoas que acham que é fácil, ou leram um manual de como fazer X,Y, ou Z em 21 dias e sairam fazendo com toda sua capacidade auto-didata.
Acho louvável em ambos os sentidos, que se trabalhe por grana, e que se faça por facilidade… ambas culpa da demanda.
Mas ainda consigo enxergar pessoas apaixonadas por teoremas matemáticos que querem fazer um algorítimo sofisticado e inovador, e acabam com uma sopa de letrinhas, e muitos conceitos irreais sobre o mais importante a regra de negócio, o giro empresarial, o real motivo do programa que deve sim ser bem escrito, mas não somente no técnico, na linguagem, utilizando-se da ferramenta que seja.
O Sistema atual da empresa foi feito em uma liguagem que será descontinuada, pra ajudar compramos um novo feito em linguagem própria, só pra ilustrar que a inteligência não está somente nos códigos, ou nas ferramentas, está principalmente no conceito empresarial.
Bom, era isso… só mais um ponto de vista. Mas gostei do seu e achei ótimo, apesar de um pouco mal humorado o blog da renara (www.renata.org).
Abraço,
Leandro Marçal
Akita, parabéns pela clareza. Não concordo que o artigo seja um desabafo. Penso que é uma contribuição a todos que entram neste mercado buscando o ganho fácil.
O Google faz com que muitos caras de TI,pareçam especialistas. Mas bastam alguns dias de projeto, para percebermos quais são verdadeiros médicos dos que são apenas curandeiros.
Concordo com parte do comentário do Leandro, quando fala sobre business. É isto o que rege a orquestra. O que considero muito positivo,é que na área de tecnologia, pode-se sim conciliar um pouco de paixão pelo que se faz, com um bom retorno financeiro.
O mais importante que tiro do seu artigo como aprendizado é: Faça o que tiver de fazer, com vontade de fazer.
Abraços
Marcos
Excelente artigo! Acho que sumariza bem a situação do mercado e, especialmente, de seus funcionários.
Levando em consideração o primeiro comentário, não acho que a questão seja viver para o emprego, apesar de parecer assim muitas vezes. O ponto é que alguns de nós tem a sorte de trabalhar no nosso “hobby”.
Muita gente conta os dias e as horas para sair do trabalho e ir jogar bola, ou ir para a “balada”, enquanto alguns contam os minutos para chegar em casa e abrir seu editor favorito para aprender Ruby e Rails. Não entendam que eu estou fazendo uma crítica aos não tão nerds, mas quando se tem paixão pelo trabalho (ou pelo menos a área em que se trabalha) não é nenhum sacrifício “perder tempo” com coisas que parecem trabalho mas são seu hobby.
Paulo
Concordo com Renato. É presciso ir com calma.
Akita, gostei do blog mas achei a sua agenda, no mínimo, draculiana.
Muito bom o texto e um belo puxão de orelha nos aproveitadores que vêem na web apenas uma forma de ganhar dinheiro. Felizmente não existe mais espaço para soluções meia-boca.
Gostaria de comentar especialmente a parte que fala da inércia dos brasileiros que são avessos a novidades. Eu afirmo categoricamente que os brasileiros são preguiçosos e encostados.
Ganhei recentemente um cliente que é canadense, mas baseado em Miami. Gosta muito do Brasil e decidiu vir buscar aqui mão-de-obra para desenvolver um produto em Flash. Sua simpatia pelo povo e a os recursos mais baratos o motivaram.
Depois de 9 meses de enrolação do primeiro programador e 4 do segundo, ele quase desistiu. Está sem seu produto e desesperado, com cobranças de seus sócios e clientes. Mas decidiu dar mais uma chace. A duas semanas procura por um programador Action Script Senior e simplesmente não encontra!!! É um absurdo isso!
Bem, só nos resta torcer para que os brasileiros acordem, coisa que os indianos, no que diz respeito a tecnologia, já fizeram a muito tempo!
Abraço!
Ved
Japonês,
As considerações são realmente válidas e totalmente procedentes. Mas vamos levar em consideração alguns pontos.
1) Porque não existem Jakartas no Brasil? Existem determinadas coisas que ficam muito restritas a determinadas regiões ou paises, por razões de posicionamento ou características favoráveis. Por exemplo, o mercado de diamentes, gira em torno de Amsterdan, gruas e guindastes, ou são alemãs ou franceses. Também existem também exemplos em que o Brasil é o eixo, por exemplo a questão do etanol ou agua doce. Portanto o fato de Jakarta’s e afins existirem praticamente no Tio Sam, é devido ao posicionamento que os EUA tem no mercado de informática. Veja as 4 software houses do mundo: Microsof, IBM, Oracle e SAP, somente a ultima não é americana, mas não deixa de utilizar este mercado. Veja as origens da internet, seu conteúdo, a língua oficial é o inglês. Veja as origens da informática, ENIAC, etc. Vejam as personalidades, Martin Fowler, Bjarne Stroustrup, Jon “maddog” Hall, entre centenas de outros. É mais que natural que eles realmente seja o centro deste universo.
Além disto Projetos como Ruby e RubyOnRails na sua concepção são justamente visões de contrapartida de soluções já existentes. Em minha opnião força em que estas iniciativas tomaram tanto fôlego, é devido a visão holística, que tanto Matz quanto DHH têm, são personalidades que mostraram que têm uma visão de mundo muito maior que a visão da cultura de seus países de origem, ou dos americanos. Ambos têm vivência e experiências muito além de qualquer normal.
2) Cadastros, cadastros, ... Este é um efeito colateral da própria evolução da informática em si. As áreas de negócio vêm e usam a informática como uma grande alavanca para impulsionar os negócios. Sou consultor de SAP e navego em muitas empresas, dos mais diversos portes e áreas de atuação. Não é raro encontrar a área de informática subordinada a uma diretoria funcional, normalmente a diretoria financeira. Simplificando, é muito tranquilo e natural que os processos de uma empresa seja traduzido em alguns patterns: CRUD, Workflow’s, BI’s. No final das contas, os sistemas são muito parecidos entre si. Veja o próprio exemplo do SAP ERP, onde o mesmo sistema se encaixa em todos os seus clientes, que vão desde Petrobrás, Volks, Cemig, Tim, etc.
A frustração sua é que os projetos de informática, na verdade são projetos das áreas de negócio das empresas, e neste caso caem em um punhado de patterns de sistemas, e neste caso eles acabam se repetindo.
3) Aprender e ensinar. Eu considero que o processo educacional ao qual passamos deverá passar por mudanças radicais nas proximas décadas. Nós viemos de um processo “industrial” de educação e treinamento, formatado com foco em informação e grande alcance. Os desafios educacionais passarão para uma necessidade constante de auto-aprendizado, fluxo de informações constantes e gigantes, o alto custo de formação, alto risco, baseado no retorno do invetimento em cursos e treinamento. O sistema educacional não é focado no aprendizado do indivíduo e sim em metas comuns e generalizadas. Somos nós uma geração precursora em relação a uma revolução que deve acontecer.
4) Projetos “grudes”. A velha história do “Grande Irmão” ainda é uma realidade, o que são os projetos de implementação de ERP’s, CRM’s, Supply Chains? São projetos de centralização de informação, onde todas as informações e seus processos ficam centralizados em um grande sistema. O projetos, depois de implementados tais sistemas, não passam de melhorias periféricas destes grandes sistemas. Isto é uma tendencia e acho muito difícil alterar.
Conclusão: A maré não está para nós, a situação como um todo não é o paraíso. Ficar chateado com o sistema e seu processo é um primeiro passo e muito importante. Isto torna as coisas muito mais difíceis, mas basicamente, é somente mais difícil. Ruby e RubyOnRails provam que não são impossíveis. O importante é perseguir os seus desejos e lutar, mantendo sempre os horizontes abertos. Alternativas não faltam. Emigrar para os EUA e trabalhar com uma fartura de projetos melhores? megulhar em projetos OpenSouce? como Marcelo Tosatti?
Sublime.
Tudo escreve é muito bom! Faz despertar a vontade de querer ler mais uma linha e mais uma linha, e quando chega na última se deseja que tenha mais!
Parabéns! um abraço… :)
Bacana o texto. Descreveu realmente grande parte do mercado brasileiro. Só uma coisinha…
“E essas coisas não são apenas curiosidades para conversa de bar. Eu leio muito, quase 100 feeds sobre mais mais diversos assuntos. Mais de 100 posts por hora, todos os dias. Fora dezenas de podcasts, mais um tanto de livros (impressos ou PDFs). E ainda não acho ser o bastante.”
Dê um tempo para si mesmo, ok? Não vá virar mais um IT-addicted. Senão daqui 10 anos você estará se sentindo defasado e não aproveitou a vida. ;)
Excelente artigo !
Acho que o buraco seja mais em baixo…
O problema é a cultura imbecil que muitos brasileiros têm de querer as coisas prontas… de querer as coisas da maneira mais fácil e mais rápido… e é claro lucrar $$$ mais rápido para contar vantagem depois – leia-se tirar onda… [risos]
Por isso mais de 90% de profissionais que se julgam programadores são operadores de ferramentas… e não desenvolvedores… 95% dos que se julgam analistas são “instrutores de operadores de ferramentas” [peça um analista para propor uma solução para um problema sem a tal ferramenta xyz… risos]... e os gerentes… ah os gerentes de projeto… destes 99% não passam praticantes de “ego canibalista…”
Fico vendo certas coisas… até mesmo no mundo Open Source… muitos brasileiros que se dizem programadores/analistas “enchem a boca” para falar do CMS “X” da framework “Y”... criam blogs depois montam empresas de consultoria para pregar tecnologia “V”, “W” ou “Z”...
Mas ninguém cria uma framework ou um CMS novo… ou contribui para o melhoramento dos que existem… ou em discutir sobre soluções interessantes que ainda não existem… ou que podem ser melhores que as existentes…
É a mesma coisa de sempre… tutoriais para mostrar como criar cadastros… usando a framework “X” e a ferramenta “Y”...
Por isso que no Brasil sempre teremos operadores de ferramentas insatisfeitos com o que fazem e que só saberão criar “sistemas” para gerar cadastros…
Engraçado… muitos alegam que criar uma framework nova seria como reiventar uma roda… mas sistemas de casdastro não são “tudo a mesma coisa ?” [risos] E pior.. a mesma coisa feita repetidamente várias e várias vezes…
Excelente reflexão Akita!
Adiantando, comprei o seu grande livro, em todos os aspectos, e confesso que a muito eu não renova os meus ânimos com nossa turbulenta área.E fazia muito tempo também que eu não comprava nenhum livro técnico, e acho que vou ficar um tempo imenso sem comprar outro, afinal a internet está aí, mas faço raramente alguma exceção qdo devidamente merecida.
Bom, o que eu acredito é que na área de informática há muito o que se explorar, pois é muito abrangênte e boa parte dos profissionais que nela estão inseridos conseguem fugir dos maus lençóis de baixos salários além de poderem contar com um vasto mercado sempre em expansão.Porém, qdo cursei ciência da computação eu pensei que exerceria toda a criatividade que este campo, pensava eu, poderia me oferecer(acho que até eu nem seja muito…rss).
Ledo engano, o negócio mesmo é cadastro, relatório, limpeza de base, procedures diferentes para coisas iguais com dados diferentes.Um CRUD geral.Nossa, cheira até a carniça.
De vez em quando aparece alguma coisa para facilitar isto tudo…
Detesto programar em java, acho até que as vezes eu generalizo mais esta afirmação.Já deveria ter ousado algo diferente quando vi que não tinha lá muita habilidade com números e lógicas. Mas como com é, a persitência e o instinto autodidata são burros de vez enquando e lá fui eu me formar até que bem e com mérito no meu estágio.Mas não me sinto legal porque eu não consigo ainda comprar uma Harley para mim….rssss
Porque na verdade o que eu queria mesmo depois de árduos 5 anos e poder ter um retorno mais enfático de meu esforço forçado.Tô cansado de aprender e ficar na moita ainda e não tenho saco para certificação J2EE.argh!
Eu trabalho por dinheiro sim, é a minha verdade.
Agora estes caboclos que estão no artigo são pessoas que não fazem parte da grande massa, tem vocação nata e fizeram o que tinham de acordo com a sua imensa capacidade.São de outro plano.Para quem sempre foi na média é surreal ter como natural estes exemplos, imagina
Concluindo, vou tentar uma última empreitada com rails e flex, depois disto vou fazer paisagismo, alguma área da mídia digital ou outra coisa mais prazeirosa…rsss
Abraços
Sugiro a correção do artigo antes da sua publicação. Seguem alguns erros encontrados:
1)portanto só posso aprender uma coisa de cada ves
2)Os cliente sabem reconhecer um profissional que sabe exatamente do que está falando
3)O ciclo de tecnologia está ficando cada vez mais curta.
4) Eu leio muito, quase 100 feeds sobre mais mais diversos assuntos. Mais de 100 posts por hora, todos os dias. Fora dezenas de podcasts, mais um tanto de livros (impressos ou PDFs)
No item 4 existem abreviações e palavras em inglês que dificultam o entendimento do texto. Apesar de entender Inglês, é recomendável priorizar o Português já que o texto está escrito nesta língua.
Caro Akita, acabei de ler seu artigo “Seja Arrogante” e me deparei com esse. Excelente, excelente!! Sou um iniciante, estudante de ciência da computação, e como já postei no artigo “Seja Arrogante” a paixão e o real prazer é o ponto de partida para ser feliz com o que está se fazenda. Parabéns novamente, sugiro que publique mais artigos como esse.
Akita, meus parabéns… lendo esse artigo apenas reforçei o que penso. Muito bom! ótima qualidade técnica e se expressou mto bem!
Apesar de não concordar, considero este um ótimo artigo. Expressa de forma clara as opiniões do autor. Gostaria apenas de deixar minha opinião: -De certa forma, este artigo não deixa de ser uma RECLAMAÇÃO. -Programadores “classe A” não necessariamente são “viciados” como descrito. -Algumas pessoas têm mais dificuldade que outras… daí a necessidade de buscar mais…
Valores/objetivos pessoais são PESSOAIS. Priorize os seus !! Dinheiro, conforto, familia, SEXO, CERVEJA, etc… :) -Como descrito no artigo, o mercado vai fazer a “seleção natural”. -Não considero o filme CLICK um bom filme… mas é uma boa crítica a ser “escravo do trabalho”. Concordo com o post do Renato.Muito bom o texto :D Parabéns.
Mas tbm não sei se concordo totalmente, ou se eu não entendi bem o que você quis dizer.. pq algumas vezes eu mesmo caiu nessas armadilhas, assim como as pessoas que você cita. Mas acho complicado… tem empresas (a maioria?) que realmente tenta escravizar os funcionários…
Eu me sinto meio subutilizado sim… muitas vezes sinto que minha vida está sendo “desperdiçada” fazendo estes tais de sisteminhas de cadastro. Claro, posso participar de outros projetos open source e tudo mais, mas e as 9 horas q passo no trabalho?..
Luto para mudar isto, estou por exemplo começando meu mestrado, e gostaria de no futuro trabalhar mais com pesquisas e quem sabe lecionar em universidades. Mas ao mesmo tempo não posso largar o emprego e ficar sem meu sustento.
“a culpa é do capitalismo” ;) hehehe Mas falando sério, se não fosse questões financeiras, estaria trabalhando em outra coisa (com computação tbm, eu amo essa área desde que comecei a mexer em um MSX 1.1 quando era criança), mas com algo mais prazeroso. Fazer um soft de cobrança de contas não é a coisa mais legal de se fazer.