O Brasil está para trás?

2007 November 05, 05:10 h - tags: obsolete

Atualização 2012: 5 anos depois, veja como está a mesma lista:

Rank País Desenvolvedores População Taxa
1 Estados Unidos 6.074
2 Índia 1.192
3 Brasil 1.109
4 Reino Unido 1.067
5 Alemanha 695
6 Canadá 687

Você – desenvolvedor Rails, hobista ou profissional – já se cadastrou no site WorkingWithRails?

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Este é um excelente site para melhorar seu networking. A maioria dos desenvolvedores Rails do mundo todo já se cadastraram lá. Nenhum site ou instituição é capaz de dar números precisos mas vou me arriscar. Vejamos o ranking do Brasil neste site em específico que, possivelmente, reflita um pouco da realidade Rails por aqui:

Rank País Desenvolvedores População Taxa
1 Estados Unidos 1.924 300 milhões 0,000641%
2 Reino Unido 365 60 milhões 0,000605%
3 Brasil 284 183 milhões 0,000015%
4 Índia 249 1,12 bilhão 0,000002%
5 Canadá 241 33 milhões 0,000073%
6 Alemanha 237 82 milhões 0,000028%

Listei apenas os países com mais de 200 cadastros. Em números absolutos o Brasil está indo bem. Comparar com o total da população é um pouco mais complicado. Em qualquer dos países listados o número de desenvolvedores é bem pequeno, o que significa que esse ranking tende a mudar muito depressa.

Mesmo assim é possível tirar algumas conclusões: a Índia, o país que já foi o temor dos americanos de TI ainda é bem pouco relevante no mundo Rails. Porém eles têm a capacidade de crescer mais depressa nesse campo. Quem atua no mercado de offshore outsourcing sabe que o Brasil é tão ou mais atraente do que a Índia. Os indianos graduados ainda são mais baratos do que nós mas compensamos em proximidade de fuso horário, qualidade do serviço, proatividade do profissional. Brasil e Índia são os dois únicos países emergentes nessa lista informal dos 6 mais.

Este é mais um daqueles momento únicos de sair à frente e não apenas andar atrás dos outros. Apostar no futuro é um risco. Quem não arrisca não petisca. Tudo aquilo que tem pouco risco (fazer o que todos fazem) obviamente é mais seguro, porém traz menos resultados a longo prazo. Uma aposta alta antes da curva fazer seu pico pode garantir frutos muito maiores. É um dilema, investir tempo, dinheiro em algo que não se sabe no que vai dar.

Os americanos tem espírito empreendedor por natureza: eles arriscam o tempo todo, cada vez com mais qualidade. Não lembro onde eu li que quase a metade dos americanos investem em ações (posso estar errado nesse número), por exemplo. As pessoas lá estão muito mais adaptadas a assumir riscos (e suas consequências). Uma coisa que vejo é que os brasileiros tem uma certa aversão ao risco – e não sem motivos. Isso vem mudando gradualmente, mas podemos fazer melhor!

Assumir riscos nada tem a ver com ser imprudente. Sempre podemos minimizar os riscos. Não todos, mas pelo menos os que estão a nosso alcance. Aprendizado, educação, cultura ajuda nisso. Olhar para fora também. Aliás, espero que todos aqui pelo menos saibam onde o Brasil fica no mapa.

Para crescer não podemos olhar apenas para o metro-quadrado onde estamos de pé agora. Visões estreitas sempre foram garantia de fracasso.

“Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante”Max Gunther

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