Off Topic: Seja Arrogante!

2007 April 14, 13:19 h - tags: career off-topic

Acho triste ver como as pessoas desperdiçam muito do que a comunidade mundial na Internet têm a oferecer. Eu sei, eu sei, é o inglês. Sempre o inglês.

O tema do meu artigo de hoje começa com a dificuldade de aprender inglês. Pretendo divagar um bocado na minha própria experiência e tentar provocar vocês.

  • Não consigo ler inglês direito, por isso só leio livros traduzidos
  • Não consigo ler inglês direito, por isso só leio sites nacionais
  • Não consigo entender inglês direito, por isso só ouço programas em português
  • Tenho preguiça de ler as legendas, por isso só assisto filme dublado

Às vezes vejo por aí essas manifestações infantis e sem sentido de anti-americanismo, normalmente de garotos usando Nike, que assistem ESPN, que comem com frequência no McDonald’s, que ouvem Coldplay Dream Theater. Penso com meus botões: por que eu sinto, no meio de tanta fúria, uma ponta de inveja, insegurança e falta de auto-estima?

Não sei se é – e não tenho nenhum interesse em investigar a fundo para saber -, mas é o que parece. De verdade. Todo mundo critica aquilo que acha que não pode ter, tentando disfarçar aquela pontada de inveja. Dinheiro não traz felicidade, yadda yadda. Americanos são imperialistas, yeah yeah yeah.

Whatever.

Enquanto isso, quando questionados se sabem inglês, vêm as respostas-padrão:

  • Sei ler razoavelmente bem, mas não ouço muito bem
  • Consigo entender um pouco, mas não escrevo bem
  • Ainda estou fazendo curso, mas entendo mais ou menos

Sinceramente, quando alguém me faz uma pergunta direta, normalmente dou uma resposta direta. Se me perguntam, Você sabe inglês?, respondo, Claro.

Arrogante? Claro que é, ninguém consegue ser nada sem arrogância, dentre outras características importantes como ambição, ceticismo. Mas analisaremos a arrogância primeiro.

[Continue lendo pelo link abaixo]

O Sim, O Não e o Talvez

Não estou falando do tipinho que diz saber tudo mas não sabe nada. Isso não é arrogância, é estupidez, pura e simples, porque cedo ou tarde a máscara cai. Mas às vezes não cai e mesmo um completo idiota consegue se dar bem. Isso é porque ele teve a sorte de conviver num meio de pessoas inferiores a ele, e em terra de cego …

Como um amigo bem me disse é um pecado deixar um idiota com seu próprio dinheiro. Verdade.

Você precisa ser arrogante, mas muito arrogante. A única forma de ser arrogante é sabendo exatamente do que está falando. Se você tem as bolas para dizer que pode parar um caminhão com uma mão, é bom que realmente consiga pois eu definitivamente colocarei o caminhão na sua direção. É o que espero que as outras pessoas façam comigo.

Se alguém me pergunta: Você saber X?. Tenho apenas duas respostas diretas: Sim ou Não. Dizer não apenas de vez em quando, é até perdoável, passável. Dizer não com frequência é derrotista. Como assim você não sabe algo simples como X!?. Dizer não o tempo todo é admitir uma fraqueza. Dizer não sempre é assumir a própria incompetência.

Por isso ninguém diz simplesmente Não. Em vez disso preferem dizer, mais ou menos, acho que sim, quase lá. Eu vejo da seguinte forma: não e talvez são a mesma coisa: nenhuma delas é Sim.

Agora, se disser Sim com frequência, prepare-se para ser massacrado. Ninguém gosta de pessoas que falam Sim o tempo todo. Porque elas se sentem inferiorizadas: Como assim ele sabe e eu não? E por causa disso todos tentarão derrubá-lo, por pura e simples mesquinharia. Chegarão ao ponto de dizer grande coisa que ele sabe, eu poderia saber. Pode*ria*, mas não sabe.

Após todo esse exercício, o ponto onde quero chegar é: Acostume-se a dizer Sim o tempo todo e encare as consequências.

É mais fácil dizer do que fazer. É óbvio: é isso que torna pessoas que dizem Sim, únicas. Todas as outras: as que dizem Não – as perdedoras – e as que dizem mais ou menos – as enroladoras, é o que chamamos de a média.

Média da Média

E qual o problema de ser a média? Por que preciso ser diferente de todo mundo?

Ótima pergunta. Desde bebês, somos treinados a sermos iguais. É o modelo de civilização que deu certo. Cada um é igual ao outro. Todos nascemos, crescemos e morremos iguais. Somos todos irmãos. Somos a média. Estudamos em classes com dezenas de alunos, juntos, iguais. Usamos os mesmos uniformes. Lemos os mesmos livros. Temos os mesmos professores. Praticamos as mesmas atividades. Fazemos exatamente as mesmas coisas, desde o jardim da infância até a graduação universitária ou mais. Um longo percurso de uns 15 anos. Pelo menos 1/6 de sua vida, condicionada à média.

Basta tirar nota média para passar de ano. Você passa de ano com a média. Média, média, média, sempre a média. Por que todos tem dificuldades com o Vestibular? Por que nesse caso a média não funciona: só a nata da nata pode passar. Aqueles que foram desafiados a infância inteira a pensar sempre acima da média, nunca terão dificuldade em coisas triviais como um vestibular.

E por que esta minha insistência em falar de média? Porque ninguém parece dar importância. Porque parece que todos acham que é bom estar na média.

Quero que todos lembrem de uma coisa: a palavra média é raíz para outra: Medíocre e garanto que ninguém se sente lisonjeado em ser chamado de medíocre. Lembrem-se disso da próxima vez que pensarem que está tudo bem em se considerarem parte da média.

Depois de toda essa semântica, volto à desculpa – digo, tema – que deu origem a este artigo: o inglês. E o que tudo isso tem a ver? Bem, porque a maioria esmagadora dos brasileiros faz parte da turma do Não e do mais ou menos. Não saber inglês, ou saber mais ou menos os torna partes da média. No meu entender, isso os torna pura e simplesmente medíocres.

Um pequeno capítulo da minha jornada

Confesso que até sair do colégio, sempre fui parte da média. Sempre tirava as melhores notas, 9, 10. Mas ainda assim parte da média: fiz o primário no mesmo tempo que todos. Fiz o ginásio e o colégio também no mesmo tempo que todos. Tirar muitos 10 não significa nada. Ser convidado, por mérito, a estudar no M.I.T. aos 12 anos pode, eventualmente, significar alguma coisa. Tirar 10? Nada.

Mas já larguei muita coisa no meio também. Larguei o curso de japonês que fazia paralelo ao primário. Larguei o curso de introdução à programação que comecei aos 12 anos. Larguei o curso de inglês que comecei no final do ginásio. A razão óbvia: achava chato. A razão não tão óbvia na época: eu aprendia mais rápido sozinho. Seguir no mesmo ritmo dos outros alunos me deixava extremamente irritado.

Falo mais japonês que muita gente que terminou seus cursos. Falo mais inglês que muitos que se diplomaram em cursos renomados. E, com certeza, programo melhor que muitos que fizeram pós-graduação e tem vários certificados. Foram 3 Sim em sequência. Minha arrogância está afinada hoje. Agora preciso defender essa palavra.

Um arrogante tem que ser insistente. Não basta dizer Sim hoje e mudar de idéia amanhã. Um arrogante tem que defender sua posição com unhas e dentes. Um arrogante que consegue isso ganha respeito. Mas alguém que apenas se acha um arrogante e não consegue entregar a promessa apenas cava sua cova mais fundo. E alguém que além disso ainda não se enxerga, cava mais rápido. Não dá para viver de ilusões: cedo ou tarde aparecerá alguém que irá desmascará-lo e então, a cova já estará pronta. A lápide é por minha conta.

O curso de inglês que fazia no bairro onde morava, quando criança, era muito fraco. Mas foi o suficiente para aprender o básico. Mas apenas 2 aulas de 2 horas por semana era pouco. Isso mal dá míseras 216 horas de aula. É ridiculamente pouco. Exemplo: para começar a falar português você estudou pelo menos 7 mil horas. Desde que era bebê até pelo menos uns 3 anos de idade, aprendeu toda a estrutura que precisava para conversar fluentemente. Por que a ilusão que meras 600 horas – mesmo que fossem mil – de teoria são suficientes para se tornar fluente em uma outra língua?

A maioria não se torna fluente. Já conheci muita gente que fez 5 anos de curso, dos bons, e fala muito mal. Mal de dar vergonha. Já vi celebridades na TV, gente estudada, que me envergonha. Eu me sinto desconfortável de ver conhecidos falando aquele portu-glês ou seja lá como chamam isso. Se eu fosse um americano me sentiria falando com um índio (não, eu não sou racista, foi só no sentido figurado mesmo).

Depois de alguns meses, eu mesmo desisti do curso. Resolvi que não daria certo. Foi bem no fim do 2o colegial. Nessa época meu inglês era passável, acima da média escolar. Mas isso também não significava nada porque a média brasileira é muito baixa. Só voltei a me preocupar com isso quando comecei a frequentar a faculdade, depois de um ano.

Naquela época eu só comprava livros técnicos de informática em português. Não havia Amazon.com, portanto livros importados – ou qualquer coisa importada, naquela época negra de reserva de mercado – eram coisas meio exóticas. Não tinha TV a cabo. A nossa Internet se restringia a BBS locais. O acesso à informação era limitado com os poucos recursos que tínhamos. Com isso, minha preocupação pelo inglês nunca foi prioridade.

A volta por cima

Eis que na faculdade conheço pessoas mais arrogantes que eu. Muito mais. Elas eram desembaraçadas. Lidar com programação era quase uma segunda natureza. Alguns desenhavam circuitos-integrados no café da manhã. E, claro, ler livros em inglês era natural. Tão natural que eu me sentia mal de ler os meus em português. Hoje não sei se eles eram bons mesmo, mas na época eu, com certeza, era inferior. Sendo um arrogante, é claro que isso feriu minha vaidade.

O que fazer nessa situação? Primeiro, admitir o erro de ser ignorante que não sabe. Segundo, correr atrás do prejuízo. Terceiro, garantir que nunca mais será pego de calças curtas. Resumindo: sendo pró-ativo.

Criei uma política pessoal: dadas duas opções de recursos, uma em português e outra em inglês, daria sempre preferência à segunda.

Além de apenas ler em inglês, tive a sorte de presenciar o nascimento da Internet de massa. Nessa época não havia browsers traduzidos, sistemas operacionais em português, programas em português. Era tudo em inglês na faculdade: um terminal preto-e-branco, alguns comandos Unix e basicamente força de vontade. Eu poderia dizer Não e terminar a faculdade exatamente como todo mundo, ou poderia dizer Sim e me virar.

Esse esforço sistemático em leitura – e escrita com IRC, e-mails, newsgroups correspondendo com americanos – me deixou bastante acostumado e fluente em inglês escrito. Mas a conversação sempre foi o desafio maior. Desde aquela época, do VHS, nunca aluguei um único filme dublado e sempre evitei assistir filmes em canais de TV abertos. De lá para cá, passando por toda a transição do VHS para o DVD, sempre aluguei filmes legendados. No começo, fazia o possível para tentar acompanhar a legenda e a narrativa. Foi muito complicado no começo, mas quando surgiram os DVDs passei a assistir filmes falados e legendados em inglês.

Depois de alguns anos e centenas – literalmente – de filmes, finalmente cheguei ao ponto de conseguir desligar as legendas. E desde então isso se tornou uma rotina. Quando assisto filmes com outras pessoas, ignoro as legendas. Se for dublado, nem assisto. Sou muito purista quanto a essas coisas. Sou purista com a qualidade. Minha arrogância não me permite assistir um filme abaixo da qualidade mínima de um DVD. Ora, estamos na geração da alta-definição, HDTV.

Meu Tempo Livre

No ano passado comecei a ouvir audiobooks. Uma coisa óbvia me passou pela cabeça: o tempo que gastava no trânsito, entre o trabalho e minha casa, era uma grande perda de tempo. Num dia de 24 horas, eu estava sistematicamente perdendo mais de 8% do dia. Se considerarmos apenas as 16 ~ 17hs que passo acordado, estava perdendo quase 12%! É muita coisa. São pelo menos 2 horas todos os dias, 5 dias por semana. É mais que as 2 horas em 2 dias de um curso qualquer de esquina.

Graças à internet, ao BitTorrent, baixei dezenas de livros. Li todos os livros da moda. No carro. Li todos os livros do Dan Brown, J.K. Rowling, J.R.R. Tolkien. Li clássicos como Neuromancer, 1984. Li grandes obras como os de Richard Dawkins, Sam Harris, saudoso Carl Sagan. E muito mais. Foram facilmente 500 horas de audio-book em 1 ano. E tenho mais da fila ara ouvir.

E agora, faz alguns meses que não consigo desgrudar de Podcasts. Mas não ouço nenhum nacional. Não tem nada a ver com xenofobismo brasileiro, vira-casaca americano, blá blá blá. Primeiro porque acho esse tipo de argumentação uma total perda de tempo. Segundo, porque acredito que mais do que idealismo anti-americanista isso é apenas desculpa para enrolar a não aprender inglês. Terceiro, porque meu objetivo é aprimorar meu próprio inglês: meu português eu já treino todo dia, nas 15 horas restantes.

E quais eu ouço? Claro, meus favoritos são os da TWiT.tv, chefiado pelo bonachão Leo Laporte e seus convidados em programas como o This WEEK in TECH com o ácido John Dvorak, Merlin Man e outros. Temos Steve Gibson e seu Security Now!. Paul Thurrott no Windows Weekly. Merlin Man, Alex Lindsay, Scott Bourne no MacBreak Weekly. Chris DiBona no FLOSS Weekly.

E falando de John Dvorak, suas polêmicas também estão em seu próprio programa Cranky Geeks. Acompanho o trabalho de Dvorak há anos, acho que desde o começo dos anos 90, pela PC Magazine. Ainda temos Patrick Norton no seu programa DL.tv. Cali Lewis, do GeekBrief|TV, não dá nenhuma grande novidade que eu já não saiba mas sua simpatia vale assistir 5 minutos do seu programa. O mesmo vale para a igualmente simpática (é sempre bom escutar vozes femininas) Veronica Belmont no programa diário (sim, temos notícias interessantes, TODOS OS DIAS!) da C|Net, o Buzz Out Loud.

E falando em vozes femininas, não podemos esquecer do clássico dos clássicos dos video podcasts, o programa Tiki Bar TV. Esqueçam Dr. Tiki e os coquetéis, nesse programa temos a fantástica La-La! Não entenderam nada? Assistam o programa.

E não podemos deixar de mencionar: muitos dos podcasts que acompanho diariamente tem produção com qualidade de TV. Na TWiT os video podcasts são em alta definição. As trilhas de áudio tem uma excelente qualidade de produção, mixagem. Os apresentadores tem ótima dicção, falam muito bem, os assuntos são muito bem selecionados, a edição é muito boa. Quase não se sente aquele ar de amador – que eu pessoalmente detesto. Existem hoje produtoras profissionais como a Pixel Corps, com Alex Lindsay.

O canal Revision3 também não fica atrás com o grande Diggnation de Kevin Rose comentando as notícias da página principal do excelente Digg.com. Todos que são bem informados tem praticamente obrigação de acompanhar Digg. Aliás, mais uma vez muita gente me frustra. Como podem sair por aí tentando falar de Web 2.0 e todo esse blá blá blá e não ter noção do que está acontecendo no Vale do Silício? Ninguém leu a Business Week do ano passado, Valley Boys? Kevin Rose é um dos representantes da nova geração de jovens interneteiros milionários e o Podcasting é um dos maiores canais de comunicação Tech da atualidade.

Finalmente, voltando um pouco à parte da leitura, minha rotina envolve Google Reader. Como disse antes, acho que tenho cerca de 90 websites que disponibilizam RSS, agregados no Reader. Durante o dia, em uma hora chegam entre 50 a 100 novas notícias. Não leio todas. Em um dia talvez leia uma dúzia de boas matérias. Primeiro, envolve sua experiência e conhecimento para discernir entre lixo e coisas úteis. Segundo, envolve leitura dinâmica para apenas bater o olho em cima e partir para a próxima. Eu consigo passar rapidamente por 100 notícias em 15 minutos, e garanto que não deixo passar nada importante.

Parece muita coisa? Claro que não é. É algo que toma uma parte substancial do meu tempo, mas é uma rotina sistemática. Tão natural quanto escovar os dentes ou tomar banho: quando você não faz, provavelmente não se sente confortável o resto do dia. É a mesma coisa. É o que diferencia atletas olímpicos dos jogadores de várzea: dedicação. Todos aqueles que querem atingir algo precisam sair da média, fazer coisas que para os medíocres parece muito, impossível, inatingível.

Eu tenho um outro argumento. Quando encontro alguém com mais conhecimento ou habilidade na minha área do que eu apenas penso: ele é tão ser humano quanto eu, portanto, seja lá o que fez para saber mais, eu também posso. Tudo é atingível. Não existe fim. Porque para cada teto sempre existe outro mais alto. É apenas uma questão de parar de dizer Não, mais ou menos, talvez.

Comecem a dizer Sim e daqui pra frente não volte atrás. Se der meia volta será mais difícil começar de novo. Sempre que você dá um passo pra trás, precisará dar dois pra frente pra chegar onde estava.

Seja arrogante, de verdade. Um verdadeiro arrogante ri das dificuldades para poder se vangloriar das conquistas. Quem não briga, não tem conquistas e, portanto, nunca poderá ser arrogante.

Epílogo

Acho que vale a pena dar mais uma ajuda. Abaixo seguem links para os arquivos OPML do meu Google Reader e do meu iTunes. Ou seja, toda a coleção de websites, blogs, podcasts que assino e consumo diariamente. Alguns são links antigos que conservo há mais de uma década. Espero que aproveitem e espero que todos saibam o que fazer com um arquivo OPML.

Caso não saibam, leiam este link e este outro.

Por que tanta propaganda em cima de podcasts? Simples: porque é a forma mais prática de adquirir toneladas de conteúdo informativo de alta qualidade para treinar o tão temido listening. Esqueçam aqueles cassetes horrorosos de cursos de inglês. Aprendam com a coisa real.

Meus próximos passos: continuar aprimorando meu inglês todos os dias e pular para outra coisa. Quero aprender chinês, mandarim, o próximo grande pré-requisito no futuro depois do inglês. O interessante? Só achei bons materiais para aprender chinês escritos em inglês! Virtualmente não existe nada decente para aprender chinês escrito em português.

Inglês é o ponto de partida para tudo, não adianta espernear, não adianta enrolar. Todos A maioria dos melhores materiais, principalmente na nossa área de tecnologia, são escritos APENAS em inglês. Não se iludam, todo o resto são cópias pálidas do original.

Você é exatamente o que você se faz

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