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Pai do Unified Process diz "Chega de Processos"

Posted on April 11, 2007

Na Dr. Dobbs de 12 de Março Ivar Jacobson escreveu uma matéria excelente que só hoje fui ver (estou atrasado!). Neste resumo na InfoQ de 3 de abril temos uma visão geral.

Para os que não sabem, Ivar Jacobson, juntamente com Jim Rumbaugh e Grady Booch (Los 3 Amigos) são os autores de metodologias de orientação a objetos que foram muito famosos muitos anos atrás. Então, Booch decidiu juntar as metodologias em uma – ‘Unified’ Process – e criou a Rational para vender as ferramentas que implementam essa metodologia, daí o famigerado R.U.P. (que para mim deveria ser R.I.P.).

Aos amantes de práticas Agile, Jacobson, um dos autores do processo mais monstruoso de todos, o RUP, resolveu vir à frente pregar práticas ágeis em vez de processos burocráticos. Não lembro bem mas acho que o próprio Booch já fez isso. Não estou acompanhando o mundo Agile tão de perto.

Isso me anima porque uma das coisas que me irritam profundamente são os “Enterprisey ball-suckers Architects” e suas planilhas, MS Projects, templates e blá-blá-blá e suas inigualáveis posturas de “vou resolver todos os problemas”.

Quem resolve os problemas são profissionais bem treinados, com experiência real na Arte-da-Resolução-de-Problemas, que sabem se comunicar – basicamente, falar português corretamente, que parece mais e mais uma raridade nos dias de hoje -, são as pessoas que entregarão os projetos.

Acadêmicos recém-graduados, cheirando a leite, com livros grossos embaixo dos braços deveriam baixar a bola e primeiro aprender na prática o que é um projeto de verdade: clientes que não sabem o que querem, gerentes que não sabem o que fazem, fornecedores que não dizem a verdade, programadores amadores que se acham o próprio James Gosling e por aí vai. E mesmo levando pancada, a maioria não aprende.

Para ter uma idéia, já tive documento oficial de escopo, assinado e aprovado por um Gerente Geral que, depois resolveu dar de louco e dizer “Assinei sem ler, pode desconsiderar”. Verdade!

Não sou necessariamente contra metodologias em geral, mas sou completamente contra a forma como são usados na prática nas empresas: como desculpas.

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