Antes de mais nada, finalmente atualizei a página de erratas do meu livro. Desculpem a todos que me reportaram erros, eu realmente só encontrei um tempo agora, mas antes tarde do que nunca.

Faz algum tempo que não escrevo novidades nem traduzo artigos, então vou resumir aqui tudo que andei lendo que achei interessante compartilhar com vocês. Para começar, hoje mesmo vi um post no ONJava.com anunciando os planos da Sun de suportar Ruby/JRuby no seu NetBeans, ou seja, uma alternativa robusta como ferramenta de desenvolvimento para Ruby.

Falando em JRuby, estamos nos aproximando rápido da versão 1.0! Dia 05 de março foi lançado a versão 0.9.8. Eles saltaram direto 3 pontos do 0.9.5 para ficar mais próximo do 1.0. Agora ele já consegue passar 98% da suíte de testes do Rails. E não se enganem: esses testes não rodam 100% nem no Ruby nativo. Charles Nutter está tão confiante que em 18 de fevereiro anunciou um World Tour para divulgar JRuby pelo mundo.

Outro dia falei da nova empreitada de Steve Case com seu “Revolution Health”. Sua equipe de desenvolvimento tem colaborado bastante com a comunidade. Dentre as várias coisas que eles desenvolveram por causa do Revolution, está um novo plugin para auxiliar a utilização do recurso de Migrations entre várias pessoas de um mesmo projeto. Em suma, no esquema antigo, cada migration era identificado por um número inteiro crescente. Mas isso leva facilmente à colisão quando duas pessoas trabalham separado e depois tentam mesclar com o repositório. Por isso o hack deles substitui números inteiros por um tipo de GUID, um randômico que torna as colisões bem mais raras.

E a comunidade lá fora não pára de publicar grandes dicas, destrinchar até o último bit do Rails. Dentre algumas que li, vamos destacar: Alguém precisa saber como fazer um bom esquema de upload de imagens, com pós-processamento delas? Veja neste link. Vale a pena entender como sistemas como Skype e outros P2P fazem para criar túneis através de firewalls. Outra dica pouco usada é a distribuição de aplicações Rails como pacotes standalone no formato .exe que a pessoa pode instalar na sua máquina local. Se usar um banco como SQLite3 é possível substituir uma aplicação Access, por exemplo, por uma Rails, usando o RubyScript2Exe. E como mandar e-mails usando o SMTP do GMail com Rails? Veja nesta dica. E para aqueles que gostam de escovar bits, vejam este artigo sobre otimização, este é hardcore.

A Rails Envy pelo jeito está se especializando nos grandes tutoriais. Ela lançou dois excelente. O primeiro chamado Ruby on Rails Caching Tutorial, com tudo que você precisa saber sobre técnicas de caching (crucial em todo site web público). O Segundo, Acts_As_Ferret Tutorial, sobre como utilizar o plugin Ferret, a implementação Ruby do excelente engine de procura não-estruturada Lucene. Esqueçam “select like …” usem esse plugin. Um adendo a esse tutorial, é este post sobre paginação usando Ferret.

Sobre Rails 1.2, é bom saber que o esquema de carga de plugins mudou, para melhor, como já falamos em outros posts, mas aqui estão os detalhes. Outra dica para quem está atualizando é tomar cuidado com pontos em rotas.

Um blog bastante ocupado é o Ryan’s Scraps que sempre nos traz as melhores dicas sobre tudo que há de novo no Rails 1.2. Eu gostaria de traduzir todos, mas são muitos, ele não pára. A lista não acaba: Expanded Caching Scope, .rhtml and .rxml to Die a Slow and Painful Death, Cookie Based Sessions are the New Default, ActiveRecord Caching Provided in Actions, Stop Littering In Your Environment File, Source Code Annotations, A Better Way to Access Your Helpers.

Além do Ryan, temos o Jamis do the { buckblogs :here } com boas dicas como Route#to_s, Dereferencing fixtures, Method visibility in Ruby e Poor-man’s pagination. E não deixem de ler também o theRailsway.com que publicou uma série de três artigos (1, 2, 3) chamado SignOut que é um tipo de cartão de ponto eletrônico. A leitura é interessante porque eles falam de técnicas REST.

E não páram de sair livros e mais livros. A Pragmatic Programmer está surfando muito bem pela onda do Rails e recentemente lançou um livro que deve estar na cabeceira de todo Railer: TextMate, Power Editing for the Mac. Já um livro que, por enquanto ainda é grátis, é a tradução em inglês do livro alemão RESTful Rails Development que pode ser baixado em PDF.

Como tendência, têm se ouvido muito por aí a respeito de OpenID, um sistema de Single Sign-on. DHH já falou sobre isso. Para quem não sabe o que é isso, leia aqui e se quiser testar no Rails, leia este artigo.

É isso aí galera, leiam, leiam muito! Isso que mostrei acima é apenas uma pincelada do que vêm acontecendo nos últimos dias. O mundo está fervendo de novidades que não cabem um único post!

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